15.5.18

tia ana

Tia Ana. Certa vez, por quase dois meses, ela repartiu comigo seu próprio quarto, para me ajudar a estudar quando meu pai quase me tirou da escola a fim de transformar-me em dono de restaurante. Eu tinha dez anos. Jamais me esquecerei. Ela, não só por isso, foi muito boa para mim. Ela dizia que, para uma boa convivência, a gente deve sempre compreender e perdoar os três maiores defeitos de cada pessoa. Por isso, eu agora vou perdoar os três maiores... dela!

Mas, antes, tenho que pensar um pouco, pois só me lembrei de um. Será que ela tinha três? Entretanto, aproveito para te perguntar: no caso dos teus amigos, parentes e amores — você consegue compreender e perdoar os três maiores defeitos de cada um deles?

Um comentário:

Edson Marques disse...


Ainda estou escrevendo isso, hoje no Q93. E me lembrando da Tia Ana. E da Vó Vitalina. E tomando café, ouvindo pássaros, ao lados dos pezinhos de lírio, já sem lírios...

É a vida.

http://mude.blogspot.com.br/2018/05/tia-ana.html