25.3.08

my Joyce will go Ann


Cause My Joyce Will Go Ann.

Outono, sábado, 22 horas, 51 minutos, 17 de abril, a pressão atmosférica ao nível do Mar Azul do Guarujá é de 759 mmHg. Ao meu lado uma prova de que a Natureza pode às vezes ser perfeita. Peso: 49,9 kg, altura: 164 cm, pressão arterial máxima sistólica: 118 mmHg; mínima diastólica: 68 mmHg. Pulso: 92,8 por minuto. Idade: quatorze. Nome: Joyce Ann.

 Meio assustada, cautelosa, inocente — porém saudável, inteligente... e lolita, naturalmente!



Um pouco mais tarde, olhos fechados, a Musa torna o começo da madrugada mais brilhante que aurora trazida por Lúcifer. Sua mãe, zelosa porém cansada de tanto nos cuidar, vai dormir, deixando a incumbência para Simone, irmã mais velha — que meia hora depois dormiu de roupa e tudo no outro sofá. Ou seja, Deus, em sua magnífica bondade, foi preparando o mundo para que só nós dois ficássemos acordados esta noite. Deitada com a cabeça em meu colo, mãos infinitamente dadas, após nelas ter passado creme suíço Collagen Elastin, ouvíamos o cd que ela trouxera: Celine Dion. A música: My Heart Will Go On — repetindo por mais de vinte vezes.


Sete anos se passaram. Hoje Joyce Ann tem 21 anos e continua sendo minha Musa principal. Eis duas fotos dela, feitas por mim em dezembro de 2007, no Flat Palladium, quando ela veio me mostrar os originais do seu livro "Ser feliz faz parte do meu Show":




As duas fotos seguintes foram feitas no Guarujá em 04 de julho de 2010:

Olhando a lua...

E vivendo a vida!


As luzes, apagadas, e o controle remoto por perto para desregular o som de acordo com o desejo dos Deuses. Um pé esquerdo de sandália preta na cabeça da estátua argentina que tenho na sala. O fascículo com a biografia de Delacroix, que havia lido antes para ela, aberto na página em que a Liberdade conduz o povo.




São detalhes que hoje moram no meu peito como se fossem meu doce Inspírito Santo. Momentos que ainda hoje me parecem o resumo dos últimos cinco mil anos da História.



UM DEPOIMENTO RECENTE:

Joyce me disse hoje que, naquele tempo e que morávamos juntos, ela não dizia ter medo de ficar sozinha à noite. E eu sempre chegava tarde, vindo de São Paulo. E, mesmo nas minhas viagens, ela jamais manifestou ter medo, pois não queria deixar-me preocupado. Hoje ela não crê em fantasmas e assombrações, mas, naquela época, com quinze anos, ela via coisas em nossa casa. Pessoas conversando no terraço, uma criança pulando na piscina, um vulto no quarto do fundo. E ela, sozinha, morrendo de medo... Mas suportava tudo em silêncio. Por isso é que dormia sempre com alguma luz acesa. Essas suas declarações de hoje me deixam ainda mais apaixonado por ela. Gravei nossa conversa de há pouco por telefone, em que cheguei a chorar. E choro também neste momento, por não podermos estar juntos nesta noite de 29 de setembro de 2011. Estou viajando, longe, e ela no Guarujá. Mas um dia, e logo, vou poder dar-lhe um pouco mais da minha presença e ter a dela, amorosamente. Ainda que ela se case com outros homens, será sempre o meu maior amor. Sempre. São 21h13. /// Estou transcrevendo hoje, 30.09.11. 22h23. Acabamos de conversar por telefone. Amanhã é aniversário dela. Flores!



Quem nunca viveu um grande amor assim — com tal e tanta intensidade — não sabe o que está perdendo.

Um comentário:

Edson Marques disse...

Em 10.12.2012, Joyce Ann deixou este comentário no blog Mude. Publiquei o texto também para demonstrar que nos meus livros existem personagens de carne e osso. Carne, osso — e coração!