12.7.15

novo novo

Eu amo o novo, mas somente aquele novo que não suprime a possibilidade de um novo novo que lhe suceda. Se um novo por acaso traz consigo o germe que tenta torná-lo perpétuo, e de algum modo impõe certas exclusividades não naturais, ainda que delicadas e ainda que passageiras, fujo dele, como Deus foge da cruz. Não posso — jamais! — amar um novo que vai impedir-me novos amores. Por que razão fecharia uma situação de futuro? Como poderia eu amar uma coisa que logo em seguida vai acabar atrapalhando meu amor por todas as outras?

2 comentários:

Edson Marques disse...


É a vida...

http://mude.blogspot.com.br/2015/07/novo-novo.html

A nova Vida!

Edson Marques disse...


James Joyce dizia que só existem dois tipos de amor: um é o da mãe por seu filho; o outro eu nem te conto...