9.3.14

brilho de relampago

Eu gosto de dizer que as paixões devem ter o brilho de um relâmpago — e a mesma duração. Relâmpagos não ficam acesos para sempre. Você vive um, e em seguida risca outro! Mas, não se preocupe: ninguém é obrigado a amar o risco e ser brilhante todo dia. Se você prefere ter uma relação estável, solene, contida, morna, segura — tudo bem, é um direito seu. A incompetência não é crime. Ninguém é preso por ser medíocre. Portanto, se você precisa mesmo dessa luz "eterna", meio duradoura e finalmente mortiça, vá em frente: agarre a vítima pelo pescoço e acenda uma velazinha trêmula ali no canto da sala. E não deixe entrar muito vento na relação...

2 comentários:

Edson Marques disse...


Se você prefere ter uma relação estável, solene, contida, morna, segura — tudo bem, é um direito seu.

Vejam as vogais tônicas, todas, e todas na ordem crescente: a, e, i, o, u. Nos meus textos eu gosto de inserir coisas assim.

http://mude.blogspot.com.br/2014/03/brilho-de-relampago.html

Edson Marques disse...


Se eu não me cuidasse, já não saberia mais o que de mim é meu, nem o que em mim sou eu. Alguém, com boas intenções e com sopro cansado, já teria apagado essa chama que sou. E eu seria uma triste coivara num monte de cinzas, uma flor ressequida em jardim pisoteado. Se eu não me cuidasse, seria só um burro carregado de certezas e angústia. Estaria cheio de juízo, de filhos e dores. Já teria perdido a loucura, o jogo e a dança. Teria perdido a liberdade, o amor e o rumo. Se eu não me cuidasse, já estaria morto, enterrado e... casado!