24.2.14

mais louco

Mais de oito da noite, uma cidade hospitaleira, mas num país estranho, e eu não sabia sequer onde dormir. Parecendo Zorba, o Grego. Com apenas cinquenta dólares no bolso, um cartão quebrado e falando línguas que aqui não entendem. Essa assombrosa e radical instabilidade é fascinante — acreditem. Às vezes, chego até a cansar-me um pouco dela, mas mesmo assim quero continuar com ela, porque sei que é disso que eu preciso para viver com emoção. E se algum dia eu mudar, meus amores, façam-me voltar a esse tipo de vida, façam com que eu me lembre do quanto isso tudo é muito bom. A normalidade é uma doença... Nunca serei normal. Tenho é que radicalizar ainda mais, com romantismo e determinação inabalável, nesse caminho louco de perdição e gostosura. Porque sou movido a pecado, transgressões — e alegria.

Um comentário:

Edson Marques disse...


Nem casa deslumbrante nem ranchinho de sapé. Hoje estendi algumas folhas de jornal no chão, ao lado do viaduto — e dormi, como se fosse num bercinho... Esplêndido. Com as bênçãos da minha Mãe.

É a vida.

As Madrugadas me comprovam.

http://mude.blogspot.com.br/2014/02/mais-louco.html