6.1.14

oficio de ser louco

Eu me equilibro nesse ofício de ser solto, dançar sempre numa corda bamba, saltar todas essas linhas sinuosas imprecisas e fazer minha alma desfilar pelos versos desta vida. Eu sempre me equilibro neste desgovernado instante em que o mundo se desfaz em regras e o eterno se desfaz em risco. Neste inexato momento louco em que só sei que não sei nada.

3 comentários:

Edson Marques disse...

Uma versão nova para o que já publiquei hoje no Facebook.


Mas eu me equilibro nesse ofício de ser muitos, de andar numa corda, saltar numa linha e correr pelos versos de mim. Eu me equilibro nesse instante em que o eterno se desfaz. Nesse inexato momento em que o poeta que sou agora dança.


http://mude.blogspot.com.br/2014/01/oficio-de-ser-louco.html

ᄊム尺goん disse...

~~em delírio vou fecundando


me
agarro
a isso,
a fios
tênues
de luz,
a vestígios
de perfumes,
a risos soltos
que me
alcem
quando eu
salto sem rede.
preciso
desse
ar
fresco
por mais
rarefeita
que
eu
seja.


Edson Marques disse...

Ontem eu encontrei-me com a Morte. E então eu disse a Ela:
— Só a mim eu me pertenço. O resto você pode levar.
Edson. 07.01.14. 07h11.



Ontem eu encontrei-me com a Morte.
É a Vida... rs!