2.1.13

mae

Hoje é aniversário da minha Mãe. E agora me lembro das canções de ninar que ela cantava para que eu não dormisse — do Kyrie Eleison ao Noel Rosa. Eu me lembro do conselho que sempre me deu: que eu nunca deixe de ser Eu. E me lembro do dia em que eu nasci: era um dia de duplas esperanças. Era uma noite de luar azul escandaloso. Era um sábado de aleluias e esperas, de poesia e de romance... Era uma casinha de madeira e primaveras, ao lado de uma bela roseira branca, no finzinho de uma rua principal. Era hora de metáforas, era hora de loucuras. Como toda musa entusiasmada era fora deflorada com amor e alegria por um louco e delicado jogador, que se chamava Luiz. Era outra vez madrugada e ela encantada outra vez. Foi então que essa Mulher sagrada decidiu me dar A Luz. E deu. Era o começo de duas histórias de Amor.
Esta foto foi feita há 13 anos. Logo, ela está hoje cerca de 19,75% mais velha...

Antes do leite, antes do açúcar, antes do arroz com feijão — eu queria mesmo era o amor que ela me dava. Este foi meu primeiro e mais querido alimento: o Amor. Como se pode notar, eu sempre me alimento de Amor e de Mãe, de risco e paixão, de glória e loucura, flores, estrelas, matemática, poesia, lógica, vinho... e mulher. E liberdade — é claro.

Ela jamais quebrou as lanças da minha ousadia. Ela nunca pensou em cortar-me as asas de pássaro livre. Ela me apoia com entusiasmo, incentiva os meus saltos profundos e me aplaude em todas as conquistas. Ela compreende os meus gestos, mesmo quando parados no ar. Ela me aceita como sou, inteiramente. E me faz acreditar, cada vez mais, que o verdadeiro amor é a união delicada de duas espontaneidades, a fusão poética de dois devaneios... Ou mais.

6 comentários:

Edson Marques disse...

Essa foto foi feita há 13 anos. Logo, ela está hoje cerca de 19,75% mais velha. Mas continua saudável, sorridente, bem-humorada. Aliás, eu nunca a vi triste. Sempre cantando, alegre, agitando as circunstâncias. Nunca brigamos. Nenhum tapinha, nenhum puxão de orelhas, nenhum grito. Nós dois sempre nos compreendemos um ao outro. Como sou-lhe o primogênito e (suponho) o preferido, há toda uma mitologia em torno disso... rs! Acho que até Einstein explicaria melhor do que Freud essa nossa maravilhosa relação de Amor.

Edpon Marques.

http://mude.blogspot.com.br/2013/01/mae.html

sonia k. disse...

Parabéns à mãe pela mulher incrível que v. descreve com tanto amor.
E parabéns por uma mulher que tem um primogênito já tão evoluído e bem feitinho, pois dizem que a gente vai aprendendo com o tempo rsrs Também acho que isto é mentira, pois a minha primeira é também sensacional, cá entre nós, que não escute a outra.
Acho que primeiro filho sempre é feito com muito amor, com todos os sonhos se realizando e por isso crescem cercados de carinho, atenção e compreensão mais elevada.
As mães têm mania de dizer que gostam de todos igual, mas, lá no fundinho, sempre têm uma predileção nunca confessada. E isto acaba por ser uma convivência mais chegada, um amor-amizade mais profundo. Afinal com o primeiro existe mais tempo de convivência.
Mas hoje tenho de só deixar um abraço de muito carinho pra ela e parabéns pelos filhos que teve, pelas dores que já passou, pelas alegrias que já teve e conseguiu dar ao mundo, pela mulher que ela é.
Esses amores que nos acometem e desenvolvemos, não tem Einstein nem Freud que expliquem.
É pura e simplesmente o Amor em sua essência.
Carinhos pra mãe e pra você.

Suzi disse...

Edson,

Bom dia!

Eu beijo tua mãe neste dia de significação.


Você como um menino esperto, lógico, deve saber o presente ideal para todas as mamães. Não apenas pela data tão importante, mas em todos os dias de existência de tão sagrada criatura.

Trabalharam com Deus e fizeram uma pessoa.

Saber-nos bem. Sabê-lo bem. É tudo que ela quer. Esse é o presente que anseiam. Dê isso a ela. Ela será mais feliz e terá a paz que merece.

Ah! Converse com seus pés de lírio e diga: encomendo a próxima primeira flor deste ano para um ser muito especial. Quando vier, lembre da encomenda.

Beijos,

Edson Marques disse...

Antes do leite, antes do açúcar, antes do arroz com feijão — eu queria mesmo era o amor que ela me dava. Este foi meu primeiro e mais querido alimento: o Amor. Como se pode notar, eu sempre me alimento de Amor e de Mãe, de risco e paixão, de glória e loucura, flores, estrelas, matemática, poesia, lógica, vinho... e mulher.

E liberdade — é claro.

Edson Marques disse...

Por falar em Matemática, hoje eu revi este filme: Quebrando a Banca - sobre Estatística, mas com um roteiro genial. Kevin Spacey está ótimo!

Quando puder, veja!

sonia k. disse...

Vi só o comecinho e deve ser empolgante mesmo. Adoro jogo de pocker e tem anos que não fazemos jogo em casa...
Depois vejo com calma o protagonista de cabeça privilegiada rsrs