10.6.12

quem sou eu

Quem sou eu? — você pode perguntar. Sou um poeta, um escritor de ideias. Bem-sucedido, mas não famoso. Escritor de ideias libertárias, eis o que sou. Amante do risco e do perigo. Um louco trapezista, cheio de paixão absoluta e de coragem, dando sempre saltos vitais no escuro azul profundo desse circo enorme chamado vida. Sem redes de proteção... E sem redes de proteção porque eu e Deus somos assim, oh! Aliás, sempre que ouço a voz de Deus dizendo-me "Salte!" — eu salto. E parece que agora começo a ouvi-la de novo, insistente.

4 comentários:

Edson Marques disse...

O original, no livro Solidão a Mil, era assim:

— Quem sou eu? — você pode perguntar. Sou um poeta, um escritor de idéias, bem-sucedido, mas não famoso. Escritor de idéias libertárias, eis o que sou. Um apaixonado trapezista louco dando um salto vital no escuro profundo de um circo enorme chamado vida, sem redes de proteção. Porque sempre que ouço a voz de Deus dizendo-me Salte! — eu salto. Começo a ouvi-la hoje de novo, insistente. Mas a voz de Deus que eu ouço agora vem de Mim, é claro. Meu coração é que se abre como fosse uma boca — e me conta coisas, segredos, me conta tudo. A voz de Deus me conta histórias, me acalenta, me faz ninar. E grita comigo, às vezes, que nem agora que grita Salte!


Mudei.

http://mude.blogspot.com.br/2012/06/quem-sou-eu.html
É a vida.
Vou agora fazer um café. Com água benta, é claro!

Lu Nogfer disse...

Que bacana garoto!
E sempre que Deus lhe disser:salte, salte, pois Ele sempre estará de braços abertos para ampará-lo!
Assim tem sido tambem comigo!

Forte abraço e um domingo feliz pra voce!

Edson Marques disse...

Talvez eu complete o texto de hoje com isto que acabei de escrever:

Mas a voz de Deus que eu ouço agora vem de Mim, é claro. Meu coração é que se abre como fosse uma boca, vermelha, escandalosa — e me conta coisas, segredos, me conta tudo. Tem dias que a voz de Deus me excita, mas tem dias que só me conta histórias, me acalenta, e faz ninar. Tem dias que ela grita comigo, mas tem dias que só sussurra. Neste momento, único e poético, ouço-lhe o sussurro quase erótico, dizendo entre sorrisos e batons: Te amo, meu Amor...


Talvez.

VIDA E LIBERDADE disse...

Que lindo!!!!!!!!