7.1.12

lissa

Ontem à noite vi uma Deusa vestida de preto e açúcar. Ela tinha acabado de descer do céu, sozinha, numa carruagem de fogo da General Motors. Estávamos na fila da mitológica balsa (Santos-Guarujá). Dei-lhe o meu livro. Ela o folheou, sorrindo, e agradeceu com o olhar mais impressionante que já vi em toda minha vida. Peguei a sua mão só por dois ou três minutos, mas o beijo que me deu durou um século. Nem perguntei o nome dela. Talvez nunca mais eu a veja de novo, mas vou para sempre chamá-la de Lissa.

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