23.2.10

solidão 2

Você nunca passou uma noite inteira lendo um livro interessante, sublinhando palavras ao acaso, cotovelos apoiados na mesa, as mãos e um copo de vinho suportando a cabeça gloriosa?
Você ainda não passou uma noite inteira entretido com você mesmo?
Solto — sem saber nem como amanhecer?
Então eu te pergunto:
Você é livre para vivenciar gostosamente a própria Solidão — se quiser — ou tem sempre que reparti-la com alguém?



O direito à solidão e a capacidade de exercê-lo plenamente são, para mim, mais importantes do que a solidão em si. Entretanto, quando eu falo em solidão me refiro, mais apropriadamente, à solitude — que é algo muito além do que apenas estar sozinho. Aliás, eu adoro companhia! Mas tem que ser companhia inteligente, libertária, excitante, criativa e, preferencialmente, sensual. Quem não tem sensualidade transbordante não inspira o meu tempo.

Bom ressaltar que isso não significa — de forma alguma! — que tem que haver sexo entre nós. Acontece que as pessoas sensuais têm um estilo de vida mais agradável. São pessoas mais gostosas. E se são sensuais (libertárias, criativas, excitantes, etc.) é porque já se libertaram de uma série de outras amarras e preconceitos que costumam deixar os seres humanos tristes, chatos, ranzinzas...

E a vida é muito curta para que a gente a desperdice assim, à toa.

Depois voltarei para escrever mais a respeito do tema.

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