31.12.07

2008

Que em 2009 você mantenha apenas três tipos de relacionamentos:

1. Os que te dão prazer;
2. Os que são realmente necessários à sobrevivência;
3. Aqueles que trazem sabedoria ou estimulam a criatividade.

Todos os demais são dispensáveis.

Aliás, se um relacionamento não dá prazer, não é necessário à sobrevivência e nem traz sabedoria — mantê-lo pra quê?

Vire o 2009 de ponta-cabeça..

30.12.07

deseo

Hoje
eu só quero sentir
o perfume Deseo,
da Jennifer Lopez.







No pescoço dela..

29.12.07

blog

Este é um blog experimental, no mais amplo sentido que essa palavra possa ter. Aqui não defendo nenhuma posição conservadora nem contemporizo com adeptos da normalidade absoluta ou radical. Também não busco ser compreendido, nem pretendo apenas te agradar. Eu quero, primordialmente, te fazer pensar. Contra ou a favor ao que proponho — não importa. Mas, pensar.

Experimente-me.

27.12.07

as ideias do outro

As idéias do outro.

Se amar é mesmo reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas, será que nisso está implícito que deverei aceitar suas idéias, mesmo as absurdas, e incorporá-las como se fossem minhas, se ele assim o desejar? Será que o outro tem sempre razão?

Claro que não.

Cada um de nós tem um sistema de valores.

Então, amar não significa aceitar todas as escolhas que o outro fizer, mas sim somente aquelas que não impliquem uma supressão da minha liberdade pessoal.


Se uma determinada escolha feita pelo outro, que diz me amar, contraditoriamente cerceia minha liberdade, ou violenta minha dignidade, ou me causa algum transtorno de qualquer espécie, então essa escolha dele me faz mal — e deve ser rechaçada com o máximo vigor!

Em hipótese alguma, nunca — absolutamente nunca — nunca devemos compactuar com quem nos fere ou nos amputa.


Acontece que a recíproca também é verdadeira!



Pense um pouco sobre isso: Até que ponto você também não anda cerceando a liberdade do teu amor?



Texto básico original no livro Beijos no Céu da Boca, página 92.

A você – que é uma pessoa livre – pode parecer estranho, mas existem pessoas que realmente suprimem a liberdade do ser amado, em nome do seu suposto amor. E o que é pior: tem gente que aceita esse tipo de opressão...




Upgrade: Código Civil.

Bom lembrar que o Código Civil prevê uma pena de até dois anos de prisão para aquele que impede um outro de fazer aquilo que a Lei permite. Basta mover uma Ação Judicial. Jogar futebol, tomar cerveja, dormir na sala, se trancar no quarto, ir ao cinema com um desconhecido, fazer amor, viajar sozinho, morrer solteiro: tudo isso a Lei permite.

Tudo isso e muito mais..

26.12.07

poeta libertario

Hoje, não queira muito de mim... Sou apenas um poeta libertário, nada mais. Minha biografia cabe em duas ou três linhas de um caderno azul adolescente. Sou amante da Liberdade Absoluta, e é por isso que meu coração inocente se apaixona toda hora. Sou também humanista, existencialista e provocador. Sou rebelde, sou maluco, radical, inconformista. Não tenho pressa e não tenho medo, nem ciúmes ou rancor. E vivo virando o Abismo de ponta-cabeça, todos os dias.

Porque a alegria me excita – e o risco poético, também.

Gosto de mim e de você, gosto de música e de vinho, de flores e estrelas. E adoro dançar à beira do teu orgasmo, em cordas bambas de seda.


De olhos bem fechados.

25.12.07

jogo de cena

Jogo de cena

Depois de acender estrelas no teu céu da boca, depois de vasculhar os teus encantos, depois de dançar nos teus mistérios, depois de ultrapassar os teus limites, acabei concluindo que só a união de duas grandes espontaneidades pode gerar — e manter — por algum tempo, um belo caso de amor.

O resto, o resto é jogo de cena, simplesmente.

24.12.07

jesus vinho

Tudo era metáfora, tudo era parábola em Jesus. Água em vinho, multiplicação de peixes, pobres de espírito, face esquerda, pão repartido, reino dos céus, ressurreição de Lázaro, mãe virgem, Sermão da Montanha, lírios do campo, Madalena, Marta, Pedro — tudo. Dizem até que a própria vida dele foi uma grande encenação.

Mas isso não tem a mínima importância: Jesus de Nazaré será sempre um dos meus três maiores heróis. Um filósofo. Um mestre absoluto. Um poeta revolucionário. Compreendo agora suas metáforas geniais e deliciosas. Dia desses vou convidá-Lo para um vinho aqui comigo.

À luz de velas.

22.12.07

descubro me

Descobrindo a vida

Descubro que no jardim do meu peito tem um pé de cabeças e uma roseira branca. As cabeças, colho-as porque maduras; e as rosas, porque vermelhas.

Descubro que para dançar numa corda de seda à beira do abismo tem que ser bamba. Descubro ainda que as coisas que hoje mais amo cabem numa calça jeans e na camiseta branca de algodão gostoso que eu uso agora.


Descubro... me!

20.12.07

abafar o meu grito

Houve um tempo, quando eu era pequeno, quando eu era pequenino, em que algumas pessoas conseguiam tosquiar-me, prender minha alma, domar o meu ânimo. Elas sufocavam meu grito de liberdade na garganta inocente. E diziam, vejam só, que tudo aquilo era em nome do amor...

Mas agora, agora ninguém mais consegue abafar o meu grito, nem parar o meu gesto, nem calar o meu canto. Agora ninguém mais consegue dobrar minhas asas de pássaro livre.


Ninguém mais!

19.12.07

aurora

Minhas palavras não têm limites: nem mesmo as regras da gramática me impedem de dizer as verdades que eu questiono... Nesta meia noite enluarante, em que cavalgo estrelas para buscar a Aurora, minhas mãos dançam no teclado — e meu texto vira melodia. Meu coração poeta se acordou dançando. Estas coisas que agora escrevo são feitas de sonho. E eu me escrevo como se me lesse — e vice-versa. Sou criador das palavras que me criam, e do modo como são lidas. Porém, as melhores leituras que de mim se fazem, você sabe, são as dos teus olhos abertos quando me (des) cobrem de espanto!

18.12.07

Metade do meu coração eu a tenho sob relativo controle.
A outra metade é totalmente descontrolada.

17.12.07

loucura

MEU CONCEITO DE LOUCURA

Embora seja insuportável para quem já perdeu a lucidez, a Loucura é a única salvação. Por isso recomendo aos "normais ainda saudáveis" que procurem o caminho poético da Loucura. Claro que não me refiro à loucura inconsciente, transtorno bipolar, psicose, depressão, esquizofrenia, nem algo semelhante. Eu me refiro à loucura criativa de Osho, de Dali, de Paritosh. Eu me refiro à loucura brilhante de Nietzsche, de Jesus e de Artaud; à loucura sagrada de Van Gogh, Henry Miller e Picasso. Eu me refiro à loucura que está ali — aqui — a quase 360 graus da sanidade. Eu me refiro à fuga da escuridão chamada Norma. À quebra radical das as correntes opressoras. Ao abandono puro e simples do rebanho.

Eu me refiro à loucura luminosa dos criadores de mundos.

À loucura dos amantes da liberdade absoluta.


Esta, a loucura que (me) (te) (nos) encanta...

16.12.07

poetas e deuses

Só quatro tipos de pessoas vêem graça na Loucura:
os sábios, os poetas, os deuses — e as mulheres apaixonadas.

15.12.07

The Rose

Onde a sombra é mais forte a luz também é.
Esta é a minha maior obra.

Uma obra de arte: consertei com um barbantinho achado no chão a fratura no caulezinho da roseira. Um pedreiro preocupou-se mais com o cimento do que com as flores — e acabou cometendo esse desastre imperdoável.
Dê um click sobre a foto para ver o detalhe da fratura e do barbantinho. Foto feita por mim.

14.12.07

projeto sv

Nas horas vagas eu trabalho:

E como tenho muitas horas vagas — eu trabalho muito. Veja o Projeto revolucionário que desenhei (a pedido da Construtora NorteSul) para o quinto dos onze prédios de um Conjunto Residencial. Levemente inspirado em Gaudí, com cerâmicas Portobello, 9.5 x 9.5. Ano 2007. /// Agora você talvez entenda o que ontem eu quis dizer sobre o projeto louco para uma parede nova...


Estas paredes não são virtuais: estão prontas desde maio de 2007. Desenhadas por mim, mas a colocação das cerâmicas foi feita pelos pedreiros da NorteSul. Fotografei com uma máquina simples, digital, foco automático. Se quiser ver detalhes (e os defeitos de rejunte), dê um click sobre a foto. Amanhã tem mais.


Viva Oscar Niemeyer — que amanhã completa 100 anos.

13.12.07

portas escancaradas

Sento-me aqui, ao lado do Oceano Atlântico — e fico pensando na vida. Olhando este mar azul do Guarujá, e ouvindo a Barcarolle de Offenbach. Dois ou três cacos de céu no meu caminho, dois pedaços de silêncio onde se ampara a minha voz. Tomo outro gole de vinho branco logo no primeiro quiosque, e vejo que meu corpo tem muitos sentidos e muitas razões. Talvez por isso é que eu preciso de metáforas lógicas para dizer-me todo.

Não sei para onde vou hoje.

Talvez fique aqui mesmo, fazendo nada como se fizesse tudo — ou vice-versa. Talvez escreva um poema de amor praquela menina de azul, ali; talvez termine aquele ensaio sobre Jesus que comecei ontem. Talvez desenhe um outro projeto louco para uma parede nova, ou talvez volte simplesmente a ler Montaigne...

Não sei.


Só sei que o Mundo tem paredes e muros, mas também tem portas e janelas. E as portas estão completamente escancaradas para nós!

12.12.07

planos

Na vida, sempre que você fizer um plano, procure fazê-lo um pouquinho inclinado — e cubra-o delicadamente com óleo de amêndoas doces. Depois, deslize por sobre ele, até a borda...

E então, salte!



Eu uso Amande Douce Sève, da Natura, todos os dias.

11.12.07

meu pai

Meu Transquerido Pai.

Por mulheres já me apaixonei duzentas e trinta e quatro vezes de forma profunda. Por homem, esta é a primeira. O processo desse amor pode ter sido longo, mas a percepção que dele tenho se deu agora, amparada em inocências complementares. Vejo-o deitado de costas, um terno de linho antigo, azul escuro e sem gravata, olhos fechados, como a pensar nas coisas da vida.

E quando muda sua boca vai falando como antes: "No céu não há luta de classes". Questão pertinente. No fundo, é o socialista mais sentimental que eu conheço. Apesar de não ter estudado, virou um defensor da lógica. Seu raciocínio é quase perfeito. "Contradições, tenho-as, mas são todas não-antagônicas" — sempre me dizia. É noite na sala da nossa casa. Fico olhando para ele, e acho que o coitado não suportaria mesmo a santa austeridade celestial: nenhuma mulher pelada, só jejuns e orações, padres por todo lado, freiras, irmãs, cardeais...


Amanhece devagar, meio sem querer. "Melhor que teu sorriso, só o orgasmo da tua mãe" — ele continua me falando. Gosto da frase, mas Édipo detesta a comparação. E me lembro das duas ou três amantes que dizem que ele teve. Deu-me vontade de perguntar sobre aquela loira gostosa da Rua 15.

Eis que interrompem nosso diálogo mágico, atarraxam-se os parafusos da tampa, mas ainda há tempo de escorrer, pela fresta que se fez entre a tampa e o caixão, belíssima, sua frase mais marcante:

É sempre bom um pouco de ficção pra realçar a verdade.

Sufocam minha esperança, engasga-se a minha dor. Sinto falta de ar. Sinto-me derrubado por dentro. Que me dessem só mais um minuto, para só mais um abraço, para um beijo de amor, para um simples toque de mãos desesperadas... Mas, não! Levam-no — discreto e silencioso.

Definitivo.

Só me resta seguir o cortejo a pé, de braços dados com minha história. Foram 2616 passos até o portão do cemitério.

Meu mundo fica fora de foco, misturo a visão com memória, o chuvisqueiro, longo, enviesado, me bate suavemente na cara. Lembro-me do nosso último abraço, com força, com emoção. Um abraço compreensivo. E lembro-me daquelas abobrinhas verdes colhidas no barranco alheio, e da lição de honestidade. A charrete azul imaginária passa por mim outra vez, puxada por estrelas e ternuras. Uma cruz de cimento, fria, pálida e sem mãos, me acena com insistência.

Desnaturam-se os critérios, falseiam-se-me as perspectivas. O cemitério vira jardim. E ao meu lado, um Deus que se ajoelha.

Tento me afastar. Mas, de novo, a cruz me acena. Como fogo, ela me chama. Disfarço então a falta de coragem, abro caminho por entre as pessoas que estão perto, subo no túmulo ainda aberto — e deixo lá, crucificada em azul fraquinho e desbotado de caneta bic, minha última e trêmula mensagem de amor ao meu pai:


— Espero que você vá para o inferno!




Hoje é aniversário da morte de meu pai. Morreu aos 49 anos. Causa mortis: pressa. E veja bem, que tristeza: 49 anos e só duas ou três amantes! /// Claro que as pessoas que me viram escrever essa última frase na cruz sobre o túmulo ficaram horrorizadas. Mas agora, lendo o poema, talvez me entendam: ele detestaria o tédio celestial. "Uma chatice", ele dizia: "sem vinho, sem churrasco, sem cerveja e sem mulher!". /// A cruz ainda existe, mas a inscrição já se apagou. Talvez um dia eu mande fazer uma nova, em bronze. O vídeo Mude foi dedicado a ele. Veja.

10.12.07

surrealismo

O amor livre de todas as formas, o escândalo consciente, a poesia entusiasmada, e um profundo respeito à Liberdade. Um profundo respeito ao Ser Humano Livre. Arte em estado puro, e desgovernada.

Era mais ou menos isso o que os Surrealistas queriam. Eles gritavam para que nunca deixássemos a bandeira da imaginação hasteada no meio do mastro da Vida. Eles repudiavam os conservadores e os hipócritas. Xingavam os acomodados e os autoritários. Chegaram a escrever um Manifesto maravilhoso — que você deve ler agora mesmo. Porque os realistas, ainda hoje, temos muito a aprender com os Surrealistas.



Hoje é Dia Internacional dos Direitos Humanos

Ser Livre é um deles.

9.12.07

livros

Livros que estou lendo. Na ordem em que estão, e na desordem em questão: Sexteto: Henry Miller. Por Amor a Freud: Diane Chauvelot. Hipnodrama e Psicodrama: Moreno. Ser Feliz faz parte do meu Show: Joyce Ann. O Espelho Mágico: Gairarsa. Biografia de Nietzsche: Daniel Halevy. Memórias Sonhos Reflexões: Jung. A Importância de Compreender: Lin Yutang. Ócio Criativo: Domenico De Masi. Grandezas e limitações do pensamento de Freud: Fromm. A Anarquia da Fantasia: Werner Fassbinder. Solidão a Mil: Edson Marques. O Manifesto do Surrealismo vai servir de inspiração para escrever o texto de amanhã. Muitos ficaram fora da foto, porque estão espalhados pela casa. Mas, cito três outros que estão aqui ao meu lado: "Picasso, o sábio e o louco", de Marie-Laure Bernadac; "Trópico de Câncer", de Henry Miller, e "As Paixões segundo Dali", de Dali/Pauwels. No banheiro está o Alan Watts, "Em meu próprio caminho" - rabiscadíssimo. Na cozinha, "O Eu Dividido", de Ronald Laing, e "Jesus: ensinamentos essenciais", de Anthony Duncan. Tem mais na sala, nos quartos, nos corredores, e no carro. /// A bonequinha nua sobre os livros é um presente de Rose, e o quadro ao fundo é uma releitura de Modigliani, feita por Joyce Ann. E, como disse Felipe Fanuel em seu comentário, eu leio "a partir da boneca, a partir da pintura, ou seja, a partir da arte".

8.12.07

esmagar conceitos

Eu não nasci para satisfazer as expectativas de ninguém. Em verdade, eu só quero é provocar intelectualmente as pessoas criativas, como suponho você seja. Eu quero questionar tudo. Quero questionar os teus padrões, tuas verdades e medidas. Esmagar as tuas convicções, assim como esmago as minhas.

Não pense que eu quero muita coisa, não: eu só quero fazer chuva quando o mundo fica meio seco, e fazer o sol nascer brilhante no meu peito todo dia. Abraçar a metade do infinito quando me deito na praia em noites de luar escandaloso. Quero escrever poesias, falar de amor e liberdade, saltar profundo — e gozar a vida.

Quero balançar a cabeça de quem me lê, delicadamente. Esparramar minhas loucuras no coração dos meus amigos e dos meus amores. Repartir com todos a poesia do meu entusiasmo e dos meus delírios.


Nada mais.

7.12.07

girassol

Ontem à noite, quando fui me deitar, uma delicada flor amarelo-laranja me olhava firme. De manhã, ao acordar, ela continuava da mesma forma — me olhando com amor. Depois, quando saí do meu quarto, ela virou-se para mim, como se virasse mulher. E eu me virei para ela, como se me virasse a cabeça.

Só então percebi: era um girassol na minha cama..

6.12.07

debra


Debra Lafave, americana, linda, professora, aos 23 anos foi presa em 2004 pelo crime de ter feito amor com um seu aluno de 14 anos... Acusada de assédio sexual, foi condenada a três anos de prisão, mais sete de liberdade condicional. E ontem, presa de novo por supostamente ter violado a condicional, pois essa sua pena brutal inclui a suspensão dos seus direitos de conversar a sós com qualquer pessoa que tenha menos de 18 anos!

Essa é uma das notícias mais tristes da semana.


Uma sociedade que adota mecanismos repressores que permitem um absurdo desses não tem o meu apoio. Alguém que mantém esse tipo de moralidade medieval, no início do século 21, só demonstra seu ódio ao Prazer. Sua repulsa ao Sexo. Sua impotência de ser Livre.


Upgrade-1

Eis um tema relacionado ao post de hoje, sobre a inocência dos adolescentes:

12 anos: menina ou mulher?

Se puderem, leiam. Sobre a decisão do Ministro Marco Aurélio de Mello, do STF, quando emitiu sentença (e portanto firmando jurisprudência) sobre a maioridade sexual da mulher brasileira.

Particularmente, eu penso que essa tal maioridade sexual só acontece aos 35 anos. Mas isso é apenas minha opinião. Você pode achar que acontece aos 18, e isso também é apenas uma opinião. Porém, quando o Ministro do Supremo Tribunal Federal entende que ela acontece ao 12 anos — a palavra dele é (quase) Lei.


Upgrade-2

Mudei de opinião. Agora considero que essa tal maturidade, no Brasil, acontece aos 17. Também depende muito da classe social e da cultura formal dos respectivos pais.

5.12.07

amar a liberdade

Há uma enorme contradição entre ter ciúmes e amar a liberdade. Portanto, eu tive que optar — com veemência — quando me apaixonei por Sandra, uma bela menina de treze anos que havia decidido ter dois namorados. Eu era o outro... E acabei concluindo que o que se passa entre dois seres humanos quaisquer, por mútuo consentimento e em nome do amor, não pode nem deve ser gerenciado por mim. Mesmo que eu ame profundamente um deles.


Eu tinha então só doze anos — mas essa conclusão me libertou para sempre.





No Amor, exclusividade é uma coisa que se oferece. Jamais deve ser exigida. Oferecê-la, espontaneamente, e por algum tempo — pode ser uma sublime demonstração de Amor. Mas, exigi-la eternamente — é de uma pequenez monumental de fazer dó. Uma ofensa à própria Liberdade.

4.12.07

Em verdade, em verdade, eu vos digo: Há dois Jesus Cristo: o teológico e o histórico. O Jesus da Teologia é Filho de Deus, personagem central da Mitologia Cristã — e sobre Ele não quero falar agora. Nem é preciso, pois os estudiosos se encarregam disso.

Mas o Jesus histórico — esse era o Filho do Zé. Um poeta, um verdadeiro Maluco: amava mulheres e homens, era completamente livre, adorava uma festa, bebia vinho, dançava, brincava com todo mundo, fazia milagres, vivia sorrindo, gostava de perfumes caros, namorou Madalena, dormia pelado — e jamais trabalhou...

Os dois eram Sábios, e ambos merecem meu respeito.

Mas eu gosto muito mais do Maluco!

3.12.07

pressa

Se você estiver com pressa vá fazer qualquer outra coisa.
Mas, se tiver cinco minutos disponíveis, leia o texto:
Porque te amo só posso dizer-te adeus.

1.12.07

fim do ano

Já estamos quase no fim do ano que vem...

E você continua aí,
do mesmo jeito,
andando pelas mesmas ruas,
girando as mesmas chaves
para abrir as mesmas portas?

Sentando nas mesmas cadeiras,
ao lado das mesmas mesas,
fazendo sempre as mesmas coisas?

Com os mesmos amigos,
os mesmos amores,
e a mesma visão do mundo?

Com os mesmos medos e preconceitos?

Abraçando as mesmas pessoas,
tocando os mesmos corpos,
beijando as mesmas bocas,
com o mesmo jeito,
os mesmos toques e o mesmo estilo?

A mesma instável estabilidade?

Repetindo a mesma angustiante rotina?


Onde está aquele projeto de Vida?!

Onde está a coragem de mudar,
a coragem de criar?

Onde aquele entusiasmo e aquela ousadia de outrora?

Onde aquela gostosura tão buscada?

Onde estão aqueles sonhos todos?

Reaja!