25.11.05

Mudançar...

Eu vivo a deliciosa incerteza a cada instante. E exceto a defesa radical da Liberdade absoluta, não tenho convicções inabaláveis.

Não tenho caminho certo, não ando por sobre um bloco de cimento frio, não gosto de muros, nem gosto de grades.

Eu decido se mudo ou se danço.

Mas adoro mudançar...

A instabilidade de uma corda bamba de seda à beira do abismo me excita.

Eu não quero ordens — eu quero música.

Ninguém me prende, ninguém me dirige, ninguém me sufoca, não aceito invasões.

Não ponho meu rabo entre as pernas, não abaixo a cabeça.

Não estou à venda.

Jamais darei procuração para que alguém viva minha vida em meu nome.

Sou eu que faço as minhas escolhas.

Sou livre.

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