23.2.18

iluminado luiz

Hoje eu quero homenagear meu Pai. O nome dele era Luizito, e já escrevi algumas coisas sobre ele. Porém, o que ainda não disse (mas considero importante) é que ele era um aventureiro. Por exemplo: aos 29 anos de idade, ele já era dono de um pequeno armazém de grande sucesso, tinha uma casa própria com quatro quartos num terreno de 1.200 m2 na rua principal da cidade. Tudo na mais perfeita ordem. Então, inspirado por um Deus cuja voz só ele ouvia, largou tudo, fechou o armazém e a casa, e foi morar num ranchinho de sapé numa fazenda perdida, perto de Sengés, no Paraná. "Uma loucura" — diziam todos, sem compreender o que realmente se passava na cabeça dele. Acontece que eu, hoje, depois de conhecer Jesus, Osho e Nietzsche, compreendo esse gesto zen, esse maravilhoso gesto zen do meu Pai.

E, num caminhão azul de mudanças, lá se foi ele, com a esperança, a esposa e os filhos — menos eu, que entraria na escola dois ou três meses depois. Não me senti abandonado; ao contrário: escolhido. Segundo ele, eu precisava estudar.

E eu estudei. E estudo até hoje.

22.2.18

paulo coelho


PAULO COELHO E OS PLÁGIOS QUE COMETEU EM VÁRIAS PUBLICAÇÕES DO POEMA MUDE






Se isso não for PLÁGIO, temos que redefinir esse conceito...










Esta frase é minha!

Significa que as 26.000 pessoas que curtiram e as 1780 que comentaram foram iludidas,
e precisam ser informadas da verdade: essa frase não é de Paulo Coelho!

Isso sem contarmos os milhões que leram sem se manifestar!


E no Twitter em português, ele alterou um pouquinho a minha frase:
Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

Alterou sem minha autorização: não gostei.
E "esqueceu" de citar o autor... rs!
Mas esse é um "detalhe" que ele terá que resolver urgentemente.


UMA RESSALVA:

Eu sempre defendi Paulo Coelho. Primeiro, como compositor (junto com Raul Seixas), e depois, como escritor. Mesmo nos meios acadêmicos e literários, onde ele nunca foi bem-visto (nem benquisto), a minha voz era (e ainda é e acho que será sempre) uma voz discordante. Eu o considero, num certo sentido, o maior escritor brasileiro. Gosto de Machado, de Clarice, Guimarães Rosa, etc. Sabemos que Paulo não tem um grande domínio formal da língua portuguesa. Nem eu tenho. Estamos muito aquém de Fernando Pessoa ou de Eça de Queiroz, por exemplo. Mas Paulo Coelho, sem dúvida, é um grande escritor (do ponto de vista do mercado). Pois ele tem uma extraordinária capacidade de "enfeitiçar" os leitores. Tem um estilo que considero muito interessante (embora cometa plágios aos montes). Tem uma biografia encantadora. Foi maluco... viajou muito, arriscou tudo, saltou profundo. Como escritor, merece o meu respeito.

Repito: eu sempre defendi Paulo Coelho. Mas, no caso do poema Mude, Paulo Coelho não está sendo muito honesto comigo. Mesmo já sabendo que sou eu o autor do poema Mude, tem publicado esse poema em vários jornais do Brasil, sempre dizendo ter "esperança de encontrar o verdadeiro autor" (sic). Mais grave é o caso da minha frase em inglês [Change. But start slowly, because direction is more important than speed], que ele publicou no Twitter e no Facebook, onde esqueceu-se de citar o autor — dando a falsa impressão de que é dele. No Twitter em português, Paulo Coelho modificou um pouquinho a minha frase — mas o resultado ficou quase igual (vide acima). Reclamei, e ele parece não ter gostado: mandou-me cinco mensagens pelo Twitter, meio indignado. Não gostou da forma como eu reclamei. Mas, pergunto, sinceramente: eu deveria me calar, simplesmente? Isto não é plágio?!

Aguardo que ele tome providências e cite o meu nome como autor, em todas as publicações, especialmente no Twitter e Facebook — republicando-as com o mesmo destaque.

O caso do Mude é um pouco mais grave. Ele tem publicado esse meu poema com o título alterado para "Mudança", e com MUITAS (e desautorizadas) modificações no texto. Eu não autorizei ninguém (nem o Paulo Coelho) a mexer no meu poema Mude.


Resumindo:


1. Paulo Coelho publicou os versos iniciais do Mude em inglês no Twitter
2. Também no Twitter em português, alterando o original.
3. Idem no Facebook em inglês, tudo sem citar o autor.
4. Já havia publicado em português no seu blog Guerreiro da Luz em 2003.
5. Também no blog em inglês Warrior of the Light, alterando o original.
6. Em sua coluna no Diário de Pernambuco em 28.02.2011
7. No jornal O Estado do Paraná - em 20-02-2011.
8. Em sua coluna no site 40Graus.com.br
9. Na Gazeta Digital de Cuiabá em 22.03.2011
10. No jornal A Tribuna de Santos - AT Revista - em 27.03.2011
11. E em sua coluna no Diário do Nordeste - também em 27.03.2011
12. Na Rede Bom dia - em 11.04.2011
13. No Jornal de Santa Catarina - em 09.04.2011
14. No ParanáOnLine - em 27.05.2003 - sim, há QUASE OITO ANOS!!!
Aqui no ParanaOnline o próprio jornal fez, no fim do texto, uma citação correta de autoria.

15. Depois disso minha frase já é de Paulo Coelho em muitos sites e blogs mundo afora.
16. Em alguns blogs, o poema Mude inteiro também já é "de Paulo Coelho" (sic)...
17. Espalha-se a notícia de que Paulo é autor do Mude... rs!
18. No tumblr virou febre - tudo como se fosse de Paulo Coelho!
19. Até na Palestina!
20. Hungria.
21. Coreia..
etc.

No Twitter e no Facebook ele simplesmente assina, como se a frase fosse dele. Nos demais casos (blogs, jornais e revista) ele publica o poema todo (alterado, sem minha autorização, repito), e embora não cite o autor, diz ter "esperança de encontrar o verdadeiro autor". Já lhe mandei muitos e-mails (desde 2004) dizendo que sou o autor, mas ele e sua equipe ainda não se mostraram muito interessados em fazer as devidas correções. Até que, recentemente, pelo Twitter, ele falou comigo, conforme descrevi logo acima. Mas, como já disse, não tomou providências. Aliás, pelo contrário: fez mais meia dúzia de publicações idênticas em vários outros jornais!



Finalizo com uma pergunta séria e irônica:

Se é verdade que Paulo Coelho, desde 2003, tem interesse em conhecer o verdadeiro autor do poema Mude, será que nunca soube da existência e das funções do Google?


Paulo continua publicando o Mude (sem citar o autor), mesmo após nossos contatos por e-mail: O Girassol - Na coluna dele, dos dias 04 e 11 de maio no mesmo jornal.


Por que será que Paulo Coelho continua publicando esse texto?





De tanto que ele insiste, o poema Mude, na net, já começa a ser "dele" também. Veja:


Eis link de um dos blogs irresponsáveis que replicam acriticamente o texto, sem checar as fontes.






Apesar de eu já ter dito a Paulo Coelho, várias vezes, que não autorizo e não quero que ele publique meu poema Mude em suas colunas, ele não se emenda. Continua, insistente, publicando. Desta vez, publicou meu poema em sua coluna no jornal Clarin, da Argentina, sem sequer citar o título. Suplemento Vida, edição de 29 de maio 2011:




Sem citar o autor. E ainda me chama de "un autor sin nombre"...


Nessa publicação no Clarin, ele diz que o poema Mude é um texto "anônimo, porém conhecido". Paulo Coelho chega até a fazer-me um elogio, ainda que de forma indireta: "Um autor sem nome [que] enumera as transformações possíveis e desejáveis. Desde as minimalistas até as essenciais — que nos levam a ser quem somos." Também diz que eu posso ter escrito esse poema "num momento de inspiração, único e irrepetível" — mas suficiente para deixar nele a minha marca. Pena que não cita o autor, apesar de já saber que sou eu.


Mas o pior é que Paulo Coelho mexeu no meu poema. Adulterou o texto. Mudou a frase final, além de adulterar muitas outras partes também. Portou-se com deselegância, ou até mesmo com falta de ética. Falta de inspiração, talvez. Estou publicando logo abaixo essas "mudanças" que ele — sem minha autorização — fez no meu poema Mude. E eu digo, em princípio, que foi ele o autor de tais adulterações, posto que no Google só Paulo Coelho publica o texto nesse formato. Ninguém mais. Entretanto, se ele negar ser o autor de tal crime, terá que citar suas fontes. Exigirei isso por via judicial. Depois de quase oito anos tentando, em vão, resolver essa questão de forma amigavel, não me resta alternativa.


É uma vergonha!


Veja como Paulo Coelho adulterou meu poema, sem minha autorização:

Alterou o título imperativo: de Mude para Mudança.

Suprimiu "o novo amor, a nova vida" — e acrescentou "a nova posição".

Logo após eu ter dito: "Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes", Paulo Coelho (ou alguém em seu nome) acrescentou uma frase estranha: "Mesmo achando que a outra pessoa pode ficar assustada, sugira o que sempre sonhou fazer, na hora do sexo." Essa frase eu jamais colocaria nesse poema, pois, quando eu o escrevi, imaginei que seria lido também por crianças. Nesse caso, falar de sexo é uma estultice!

Quando eu disse: procure andar descalço alguns dias, ele acrescentou "— nem que seja em casa". (Eu jamais ressalvaria essa normalidade!)

Quando, jogando com as palavras, escrevi "leia outros livros, viva outros romances", ele acrescentou uma besteira: "— nem que seja em sua imaginação". Aqui ele parece querer "guiar" o leitor, como se este fosse incapaz de fazer ilações...

Quando eu digo "Tire uma tarde inteira para (...) ouvir o canto dos passarinhos", ele acrescenta "ou o ruído dos carros". Eu jamais diria isso! Tirar uma tarde inteira para ouvir ruido dos carros?! Que horror!

Ele suprimiu estes versos:
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.


Suprimiu também estes:
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.


Suprimiu isto:
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.


Suprimiu também esta frase que é muito significativa para o tema do poema:
Lembre-se de que a vida é uma só.

Também retirou este verso, que eu, como autor, considero fundamental:
Veja o mundo de outras perspectivas.

Além disso, mudou alguns outros versos de lugar, mexeu em outras coisas, acrescentou palavras, suprimiu outras tantas. Intrometeu-se!

E ainda acrescentou "e você está vivo" no último verso.
Ou seja, tirou o impacto que eu pretendi no final: Só o que está morto não muda!



Só me resta perguntar: — Com ordem de quem, Sr. Paulo Coelho?


Se, por acaso, não foi Paulo Coelho o autor de tais adulterações, terá que provar que não. E apontar quem foi — ou citar suas fontes. Pois ele é o único que publica esta "versão" do poema Mude na internet e em suas colunas em jornais e revistas (no Brasil e no exterior) — além de já tê-la publicado em seu blog e no próprio site, desde 2003!


Esta frase "Change.But start slowly, because direction is more important than speed" — que ele, plagiando-me, publicou como dele, é também um caso grave. Se dermos um Google nela, veremos milhares de citações, todas dando Paulo Coelho como autor. Pergunto: como agora corrigiremos isto?


Veja aqui o original do poema Mude, conforme publicado pela Pandabooks, e interpretado por Simone Spoladore no CD Filtro Solar, de Pedro Bial.

19.2.18

meu testamento

Meu testamento tem apenas três palavras: ME ENTERREM PELADO. E se possível me lambuzem todo com óleo de amêndoas doces, que é para que os vermes amáveis deslizem por sobre o meu corpo, dancem feito loucos sobre mim, e depois me beijem, poeticamente, ao vivo.

Em pelo!

18.2.18

quando me apaixono

Quando me apaixono por alguém não lhe peço a identidade. Não quero saber de onde veio, qual a cor da sua pele ou seu estado civil. Não me importa a sua idade, nem o CEP, nem as coisas que já fez. Sobrenome, CPF, pretensões — nada disso me interessa.

Não requeiro experiência. Aliás, eu a dispenso...

Quando me apaixono por alguém, dou-lhe toda a minha alma, e não exijo recompensa. Não lhe peço nada em troca: não se trata de um negócio. Não lhe tiro coisa alguma — especialmente a liberdade. E a fidelidade, é uma questão que nem se põe. Eu me entrego inteiro, e do resto nem quero saber. O que importa é ser feliz.

Quando me apaixono por alguém, eu me apaixono — simplesmente.

16.2.18

caminho da verdade

Sempre que deixamos o caminho da verdade acabamos violando nosso direito de ter sorte. Temos que reagir a cada batida do coração. Só quando assumimos ter um dono é que ficamos dispensados de lutar. Ser escravo é muito fácil: qualquer idiota consegue. O difícil é ser livre — livre de verdade!

15.2.18

amizade amor

A amizade nunca impõe restrições aos atos do outro, nem constrói barreiras para impedir o crescimento do ser amado. A amizade pressupõe compreensão absoluta. Confiança irrestrita. E assim também deveria ser o amor. O verdadeiro Amor. Sabe, depois de ter amado tanto e estar amando ainda mais; depois de conhecer — inclusive no sentido bíblico — milhares de pessoas, eu acabo concluindo que o Amor só acontece em sua plenitude numa deliciosa relação de amizade.

Mas uma amizade coloridíssima, daliniana, picassante!


Tentarei me explicar.

Já imaginou passar a vida toda com um amigo só?! Já imaginou assinar um documento se comprometendo que só vai ter esse amigo pelo resto da vida? Almoçar só com ele, jantar só com ele, ir ao teatro, ao cinema, à praia — só com ele! Viajar só com ele — e só se ele permitir! Dormir ao lado dele todo dia, na mesma cama! Conversar sobre os mesmos assuntos, ver os mesmos programas de tv, entediar-se mutuamente — todo dia!


Ah... a amizade com certeza não resistiria...


Então, por que você acha que o amor é capaz de resistir?

13.2.18

olhe para os lados

Agora mesmo, onde você estiver, olhe para os lados. Ajuste a consciência, apure a sensibilidade, abra seu coração, respire fundo, olhe para os lados outra vez, e responda-me, sinceramente: — As pessoas com as quais você hoje convive (em casa, na escola, no trabalho ou na internet) são amorosas, compreensivas, inteligentes, excitantes, audaciosas, livres, saudáveis, brilhantes, honestas, sensíveis, delicadas, independentes, e cheias de entusiasmo pela vida?
São?!
Porque, se assim não forem, responda-me:
— O que é que você continua fazendo aí?

11.2.18

olimpo

Tenho vontade de reunir esses deliciosos loucos e loucas, esses santos e santas que eu amo e amei, essas deusas e musas que já conheci e outras que ainda vou conhecer, convidá-los a subir num barco, enorme — um navio, transatlântico — levá-los todos para uma ilha luminosa, deserta e grega, e viver com eles para o resto das nossas vidas. Em liberdade absoluta. Falando todas as línguas, amando de todas as formas livres, bebendo de todos os vinhos, rezando a todos os deuses... A vida será uma festa interminável! Viveremos dançando todas as danças, ouvindo todas as músicas, escrevendo belíssimas poesias de amor, plantando flores e colhendo estrelas, tomando sol, sorrindo e gargalhando. E transando com a própria Vida — todo dia, o dia todo.

10.2.18

horas vagas

Eu só trabalho nas horas vagas. Mas como tenho muitas horas vagas, até parece que eu trabalho muito...

9.2.18

carnaval

Às vezes, referindo-me ao Carnaval, eu digo que sou contra "alegria com hora marcada" — mas preciso fazer uma ressalva. Carnaval é coisa de amadores, sim. Daqueles que só tiram a fantasia nesses quatro dias, e depois voltam a vestir suas armaduras da normalidade. Porém, como qualquer festa em que haja música e dança, sexo e alegria, o carnaval merece o nosso respeito, se não o nosso apoio. Embora seja alegria com hora marcada, defendo esse momento de festa. Mesmo porque alegria com hora marcada é bem melhor do que alegria nenhuma. Além do mais, especialmente no Brasil, o carnaval torna-se a Sagração da Sensualidade. O elogio da Safadeza Bacante. A veneração do desbunde. A consagração do amor livre. Um belo tributo dionisíaco à dança. A glorificação do Corpo. Portanto, viva o Carnaval... Viva o Bacanal!

7.2.18

pernilongo

Quando estou aqui na selva e mato com força consciente um pernilonguinho criança não cometo nenhum assassinato infantil. Eu apenas elimino na fonte uma possibilidade futura de ser sugado na veia.

6.2.18

meia de seda

Quando eu era mais piquinininho, minha Mãe às vezes fazia Meia de Seda, aquela bebida deliciosa, com gostinho de licor de chocolate e amendoim, e que, por ser meio proibida, a gente só podia tomar um copinho. Pois, é: hoje, aqui nesta tarde ensolarada de SP, eu fiz Meia de Seda... Com licor de cacau, gin, leite condensado, creme de leite e paçoquinha (não tinha creme de amendoim). Um litro! E agora estou tomando, tudo, deliciosamente, sem pressa, sozinho, de mãos dadas com o Crepúsculo, escrevendo mais um capítulo do meu livro Teoria do Acaso — e me lembrando de minha Mãe...

Não é isto a felicidade?!

4.2.18

jogo de xadrez

Quando você arrisca num determinado projeto, seja ele comercial ou amoroso, você calcula antecipadamente a probabilidade de vitória — ou joga a esmo, simplesmente?

2.2.18

blog mude

Este é um blog experimental, no mais amplo sentido que a Palavra possa ter. Aqui não defendo posições conservadoras nem contemporizo com adeptos da normalidade radical. Também não busco ser compreendido, nem pretendo apenas te agradar... Eu quero, primordialmente, te fazer pensar. Contra ou a favor ao que proponho — não importa. Mas, pensar.

Experimente-me.

1.2.18

espirito amoroso

O espírito amoroso e excitado da consciência abraça sempre a minha alma e dançam juntos no meu próprio coração. Para que não se possa mais deter minha loucura, nem frente ao juízo em contrário que as paixões sinceras acabam provocando. Minha alegria não precisa nunca mais de recompensa: ela mesma já se paga e abençoa porque existe simplesmente. Afinal, ninguém consegue desfazer o que foi feito — se foi feito com razão e gostosura, com amor e liberdade.

31.1.18

deseo

Hoje
eu só quero sentir
o perfume Deseo,
da Jennifer Lopez.







No pescoço dela..

30.1.18

eramos dois

ÉRAMOS DOIS

Éramos dois
como se fôssemos mais,
e éramos tantos
como se dois
apenas.

Então,
a porta do meu peito
se abriu
como um sorriso terno
que beijava o sol
daquela tarde:

As dobradiças não rangeram,
não havia perfume
de amores antigos,
nem se crisparam as mãos.

E o sorriso da porta
cresceu
de forma tranquila
e se fez palavra.

Naquela tarde
não houve sombras
na minha espera.

Edson Marques

29.1.18

excludere

Ter filhos de modo amoroso competente e amar a liberdade ao mesmo tempo — são coisas mutuamente excludentes. A menos que você seja um milionário saudável e extremamente inteligente.

27.1.18

minhas ideias

Minhas idéias sobre o que é ser feliz quase sempre assustam, eu sei. Mas são apenas os que as compreendem é que ficam espantados com elas. Os demais só as consideram inaplicáveis. E talvez sejam mesmo, pois o mundo ainda não está pronto para o sublime.

25.1.18

felicidade

Para os filósofos cínicos, a felicidade não é algo passageiro: uma vez alcançada, nunca mais a perdemos. A princípio, parece um absurdo, mas é uma teoria bastante sustentável. Digo isso, e concordo plenamente, porque aconteceu comigo! Sou a prova viva de que isso é possível. Meu conceito de felicidade — já por mim alcançada — é ser bem-aventurado. É ter um corpo saudável, completo domínio dos estados de espírito, e liberdade total. Muita alegria, bom humor inabalável e gostosura transbordante, além de amores infinitos. Ausência de pressa, de ciúmes e de ódio, ausência de medo, inveja e vergonha. E completa ausência de apego. Basicamente isso.

Estou escrevendo algo mais a respeito, que vou publicar no meu livro Sermão da Cordilheira.

22.1.18

se meus amores fossem eternos

O amor é simples

Se meu amor por Marina (aos sete anos) fosse eterno, eu estaria com ela ainda hoje — e não teria conhecido Suzana, que é uma deusa inesquecível. Se eu tivesse ficado com Suzana para sempre, não teria conhecido Patrícia, nem Vera, nem Alessandra, nem Janaína, nem Carol, nem Beatriz. Se eu tivesse sido exclusivo de Vera ou Janaína, não teria me apaixonado por Joyce Ann — que ainda é a musa número um. Mas se eu ficasse apenas com Joyce, não teria conhecido a morena maravilhosa de ontem à noite. E assim por diante... O que me encanta é a liberdade absoluta, incondicional. Aliás, pensando bem, se o amor de Marina por mim também tivesse sido eterno, ela não teria conhecido nenhum dos seus outros amores. Assim deve ter acontecido com todas que eu amei e que me amaram — e que depois tomaram novos rumos. Se eu esperasse (ou, o que é pior, se eu tivesse exigido) que cada uma delas ficasse só comigo, nem consigo imaginar como as coisas estariam hoje. Minha vida certamente seria um pandemônio. Ou eu já estaria totalmente morto e soterrado por uma avalanche de complicações que isso envolve. A ideia de exclusividade amorosa e sexual não me agrada nem um pouco. O amor tem que ser livre — em todos os sentidos — e de todas as formas.

20.1.18

rotinas

Também tenho certas rotinas. Todos os dias acordo naturalmente. Abro a janela do meu peito, sorrio, gargalho, saúdo-me, estico-me, alongo-me, beijo-me. Amo-me, loucamente. Celebro-me! Dou uma espreguiçada orgástica, felina, demorada, inspiro fundamente muitas vezes, leio algo leve, como Lorca ou blog Mude, excito meus neurônios, faço alguns planos, desfaço muitos outros — e então me levanto, em todos os sentidos. Arrumo a cama zen que me abraçou a noite toda e beijo a foto de quem me deu a vida. Dez minutos de pilates, mil e quatro socos poéticos no ar, e me torno Bruce Lee. Nem sequer me lembro da palavra pressa. Arrumo as flores, rego as plantas, rasgo alguns papéis, falo sozinho, canto, giro e danço. Viro uma festa. Depois, medito com ajuda de Beethoven, como fosse um jogo. Faço café com amor e água benta, quase fervida na chaleira que ganhei de minha mãe. Aprendo uma palavra nova numa língua diferente, e então me sento aqui, ao lado do segundo pé de lírio, pra te contar os meus sonhos.
Mais tarde, vou ver o mar azul do meu jardim — e caio no mundo...
É a vida!

17.1.18

meu verbo vibra em ti

Abraço sempre a liberdade das minhas concepções estéticas — e escrevo. Na verdade, eu rabisco palavras de amor em defesa da Vida. Não para que você concorde comigo, mas para transmitir emoções — racionalmente. Escrevo para te provocar — amorosamente. Para que você pense um pouco mais sobre essa vida que hoje leva. Para que você veja o mundo de outra forma. Escrevo principalmente para excitar teu intelecto e abrir teu coração ainda mais. Por isso eu vibro tanto a cada vez que o meu verbo livre entra no teu peito e dança.

16.1.18

40

QUARENTA COISAS PRA FAZER EM 2018:

01. Tome mais água, mais vinho e mais sol.
02. Escolha melhor os teus próximos amores. Prefira os livres.
03. Viva com mais Entusiasmo, com mais Energia, e com mais Coragem.
04. Arranje sempre algum tempinho pra falar com Deus.
05. Faça atividades que estimulem o teu cérebro.
06. Leia mais livros do que leu em 2017.
07. Fique em silêncio alguns minutos todo dia. Pense. Reflita. Medite.
08. Procure dormir tranquilamente, para acordar de bom humor.
09. Faça exercícios físicos. Caminhe pelo menos 30 minutos por dia.
10. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
11. Não compare a tua vida com a de ninguém. Cada um tem sua história.
12. Seja um otimista racional.
13. Mantenha o controle absoluto dos teus estados de espírito.
14. Não se torne sério demais. Só os alegres vão pro Céu.
15. Só gaste tua preciosa energia com coisas gostosas.
16. Sonhe mais. Sem sonho não se cria nada.
17. Saiba que a inveja é um desesperado sinal de fracasso.
18. Jamais conclua apressadamente. Analise antes as premissas.
19. A vida é curta demais para ser tão pouca. Viva mais!
20. Faça as pazes com o teu passado para não estragar o teu presente.
21. Ninguém comanda a tua própria felicidade, a não ser você mesmo.
22. Já que a vida é uma escola — aproveite pra aprender.
23. Sorria mais. Encontre motivos para dar umas boas gargalhadas.
24. Não é preciso vencer todas as discussões. Aceite a discordância.
25. Entre mais em contato com teus amigos e com teus amores.
26. Nunca perca uma oportunidade de ajudar alguém.
27. Se não puder perdoar a todos, ao menos os compreenda.
28. Misture-se aos melhores.
29. Jogue fora tudo que não presta.
30. O que outros dizem a teu respeito nunca vai mudar a tua essência.
31. Não permita que um simples idiota comprometa o teu destino.
32. Faça sempre o que é correto, justo e verdadeiro.
33. Procure não trair jamais a tua própria natureza.
34. Deus cura todas as doenças — exceto o mau humor e a maldade.
35. Valorize a própria liberdade, acima de qualquer outra coisa.
36. Não importa como você esteja se sentindo: pratique uma boa ação.
37. O melhor ainda está por vir — em todos os sentidos.
38. Só o que está morto não muda.
39. Preencha o teu coração com alegria, esperança e gostosura.
40. Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

TransCriação de Edson Marques sobre um texto da internet + partes do poema Mude.

15.1.18

amar

Amar é permitir sempre. Amar é deixar que o outro vá — ou que fique, se assim o desejar. Amar é ter um respeito absoluto pela própria liberdade — e pela liberdade do OUTRO. Amar é compreender sempre. E isso não significa apenas entendimento racional. Vai além, muito além...
Amar é reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas.
Mesmo que essas escolhas eventualmente me excluam.

9.1.18

labios indecisos



Minha alma hoje foi tocada, foi marcada pela imagem da tua boca. Tua boca — breve, doce, leve, quente...

É disso, menina, é disso mesmo que o meu coração precisa: é de uma boca que suporte — indecisa — uma paixão não revelada, e os meus olhos de vertigem!

8.1.18

verdades

Não existem verdades definitivas. O que existem são interpretações (bem ou mal) elaboradas sobre determinados aspectos da realidade — cientificamente comprováveis ou não — mas necessariamente condicionadas pelo ponto de vista, pelos interesses, visão do mundo e capacidade intelectual de quem as propõe.

4.1.18

palavras de amor

Exclusividade.

Os poemas que te dou
são de amor, naturalmente,
e feitos por mim quando me espanto
no meu canto encantador.

Certos poemas eu escrevo com os olhos
nos teus olhos, meu amor;
outros, muito longe de você.
A maioria,
com meu coração ainda pendente,
pulsando no peito de um amor
que às vezes encontrei
nos caminhos desta vida,
por acaso e de repente.

Algumas das poesias
eu as te fiz diretamente,
outras foram feitas para amores
diferentes,
mas depois eu as trouxe até aqui
— para você, naturalmente.

Muita coisa bela eu sinto por você
enquanto ainda estou colado
no outro corpoamante,
suspirando de amor também por ela,
alegremente.
E sei também que muitas coisas
que hoje você diz
já foram ditas para outros
— mas isso não lhes tira
a beleza e a semente.

Sei que essas palavras de amor
se repetem entre nós
com a mesma intensidade,
e muitas das verdades
que dizemos um ao outro
são bem ditas,
simplesmente,
com a mesma liberdade.

2.1.18

capela da Mae

Capela de Nossa Senhora de Iracy

Esboço da Capela que vou construir no jardim da minha Mãe. Lembrem-se de Arquimedes, quando disse: "Deem-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu levantarei o mundo". Só agora eu vejo que tem relação com isso. Essa obra terá um único ponto de apoio. Eu a tinha feito apenas com dois traços: o V e o círculo. Depois, acrescentei (em traços um pouco mais finos) a "Cruz" estilizada, que em verdade é o ideograma em mandarim 上 (shàng), que significa "pra cima, alto, superior, excelente". E que compõe 上帝 (shàng dì), que significa Deus. O altar ficará no círculo (que na execução será uma esfera). Ainda estou extasiado com a beleza dessa ideia. Ela me surgiu de repente, assim que me acordei, anteontem. Acho que foi o espírito do Niemeyer que SUBIU até Mim. Do Niemeyer e daquele Outro Arquiteto, que, dizem, desenhou este Universo...

1.1.18

viva

Eu vivo gritando Viva! — mas você faz de conta que não ouve. Sei que quase todos temos uma tendência neurótica em deixar as coisas como estão. Em salvar as aparências. Em manter as estruturas — mesmo que apodreçam. Parece que temos uma enorme preguiça de viver. Nem queremos agitar as circunstâncias. Propendemos a deixar tudo como está, embora vivamos fazendo promessas de mudar o mundo. Mas você radicaliza no conformismo. Você vive adiando. Você chuta o agora. Você adia o instante. Você posterga o hoje. Deixa tudo pra depois. Até parece que você pensa que ainda vai viver mais mil anos...

Mas não vai, não!

30.12.17

pico de mim mesmo

Sou livre. Por isso, nada mais é necessário porque nada é tão preciso. Não existe mais busca, não há posse no território que habito a partir de mim mesmo. Nada tenho que eu possa perder, nada existe que eu queira ganhar. Produto do meu próprio trigo, gume da minha própria faca, sou o verso da minha poesia, e a fantasia de um espírito em repouso. Meu movimento, meu ócio, meu verbo, meu Deus. Minha pátria, minha religião, meu partido, meu clã. Sou a saudade e a ausência de suspiros, a sorte que sustenta-me o corpo, sonho enlouquecido da minha alma, porta que se abre sobre si, a paisagem, a luz — e o olho. (...) Nada me falta e nada me sobra: sou a exata medida de todas as coisas, um conjunto pleno de vazio e de amor, mestre discípulo de Mim, um barco sem destino navegando um coração — num verdadeiro Himalaia de razões.
Sou portanto o Pico de mim mesmo.
Amém.

29.12.17

se faz sol

Se a palavra me fere, não sou eu que desmaio — ela que perde o sentido.
Se um verbo me agride, não revido: me esquivo.
Se quebram meu brinquedo, eu conserto.
Se me roubam o carro, compro outro.
Se furam minha bola, tenho mais.
Se acaba o vinho, tomo leite.
Se chove, danço na chuva.
Se faz sol, me bronzeio.


Para mim, tudo é motivo pra viver.
Só se um dia me faltar a Liberdade é que me sentirei morto!

28.12.17

sem pressa e sem pressoes

Sem fome, sem sono, sem culpa, sem dor. Sem pressa, sem apego, sem pressões. Sem esperas, sem cobranças, sem promessas. Sem medo e sem controle, sem ódio e sem juízo. Sem maldade — e sensível. Sentindo-me eterno no transitório. Buscando equilíbrio no instável, no incerto. Amado com delícia e liberdade, e amando com grandeza e ousadia. Passageiro numa viagem sem destino, percorrendo caminhos ainda não trilhados. Cada vez mais fascinado e encantado com os novos horizontes que se abrem. Adorando as surpresas no momento em que acontecem, e vivendo a primavera em qualquer das estações. Quebrando as barreiras, de modo irreversível. Ultrapassando limites... Encontrando a essência de cada coisa nela mesma. Compreendendo as razões também daqueles que não conseguem me compreender. Vivendo o mais profundo, o mais criativo, o mais sensual, o mais inocente e o mais sagrado período da minha vida. Sugando a doçura de todas as coisas... Vivendo as maiores e melhores paixões da minha vida, e vibrando com tudo que me toca. Sentindo-me a cada momento como se Deus me cobrisse de glórias, de flores e estrelas. Dançando nas minhas próprias e nas tuas emoções. Inundado de carinho e gratidão. Com a cabeça nas nuvens — e o coração no infinito.

Portanto, o que mais posso eu querer da vida, além de amores livres e brilhantes, crepúsculos cor de abóbora na praia que eu prefiro, óleo de amêndoas doces, um buquê de rosas brancas e vermelhas, duas ou três taças de vinho transbordantes, muita liberdade, alegria, saúde, poesia, gostosura — e tempo livre para viver tudo isso? O que mais posso eu querer da vida?!

27.12.17

troque de coração

Procure cometer livremente essas delícias todas que o teu coração te pede — mas não as justifique, pois, para quem te compreende, não é preciso; e para quem não te compreende, não adianta. Entretanto, se o teu coração anda pedindo certas coisas loucas com as quais você hoje não concorda, reaja e mude — antes que ele mesmo um dia te abandone para sempre. Porém, se o teu coração anda meio amolecido e não te pede nada; se ele está perdendo o brilho e a cor; se ele já nem te assusta mais — troque de coração, urgentemente.

A pior coisa que existe é um coração desanimado.

26.12.17

raiva

Para a solução de um problema qualquer, a raiva é sempre irracional. Eu suponho que existam boas alternativas, inclusive mais elegantes.

24.12.17

desobedeca

Se nós pensássemos e agíssemos exatamente como nossos pais; se nossos pais pensassem e agissem exatamente como nossos avós; se nossos avós fossem exatamente como os pais deles — e assim por diante — o ser humano ainda hoje certamente viveria trepado em árvores e abanando moscas com o próprio rabo...
Sem mudança não há progresso.
Mude.
Desobedeça!
Mas desobedeça criativamente, com inteligência e disciplina.

22.12.17

feliz natal

O presente de Natal que eu quero te dar
não pode ser comprado:
Não tem nas lojas, nos mercados, nas feirinhas, nos balcões.
Não é feito de plástico, não é eletrônico, nem precisa de manual.
O presente de Natal que eu quero te dar
já está dentro do teu próprio coração.

Basta que você agora o desperte para a vida:
É o amor pela liberdade absoluta.
É a admiração extrema pela Arte de Viver.
A defesa inabalável da ideia de justiça, de verdade e de prazer.
A coragem de sonhar transformações.
A busca cotidiana por tudo que é sublime,
e o doce desejo de sugar o açúcar de todas as coisas.
Feliz Natal !

19.12.17

sou rebelde

Sou rebelde.
Fui, sou — e sempre serei contra os conservadores.
Sou revolucionário em todos os sentidos.
Amo a vida, a liberdade, o amor.
Isso já vem de família. Não é genético mas é hereditário. Meu bisavô Luiz Marques já era um rebelde: trocou o futuro garantido e certo por um presente gostoso e mais incerto ainda. Um belo dia jogou fora o velho baú das verdades antigas, e tomou aquelas decisões que só os grandes homens conseguem tomar: Montou o cavalo negro do risco absoluto e partiu!

Abandonou tudo para não ter que abandonar sua própria alma — sua própria existência! — naqueles caminhos já percorridos. Ele também já sabia que o único crime que não tem perdão é desperdiçar a vida.

Não fosse por isso, eu certamente não estaria aqui, agora, todo coração, tomando essas duas taças de vinho vermelho e contando minhas histórias de amor pra você.

Sou portanto bisneto da rebeldia.

Bisneto da rebeldia, neto da emoção, filho da loucura, irmão do desejo, primo do prazer, amigo da liberdade — e amante de todos os meus amores.

E existo, por incrível que pareça:
No céu da minha boca não há fogos de artifício:
— Só estrelas.

16.12.17

bilhete no espelho

Tem dias que eu varo a noite tomando vinho com ela e Zaratustra. O computador ligado, e a tela descansando à beira-mar. Mas de madrugada, o sol quase raiando, o velho Nietzsche desabraça o belo cavalo negro da Razão — e ficamos ali, só nós dois, eu e ela. Então escrevo um bilhete lindo, amoroso, azul-clarinho, que deixo ali, pregado no espelho da sala — e também me vou...

Talvez para sempre.

11.12.17

pensem

Eu quero que vocês pensem, mas vocês parecem desperdiçar as possibilidades de reflexão séria que lhes proponho. Vocês acham que estou apenas brincando quando levanto estas questões, quase sempre de forma bem-humorada. Quando eu lhes digo para que reflitam seriamente sobre as coisas mais importantes da sua vida — que são o Amor e a Liberdade — vocês acham que estou ficando louco. Vocês riem de mim... Dizem que os meus livros não prestam e que eu nem sou deste mundo. Acham até que inventei essa história da Vó Vitalina, do Paritosh Keval e Filosofia na USP. Mas eu não desisto! E todo dia, assim que me levanto, eu me acordo pela segunda vez. Depois, tomo um café com Deus, coloco a mão no ombro Dele, e lhe digo:
— Pai, essas pessoas não sabem o que dizem nem o que fazem... Perderam a consciência, mataram a Lógica e vivem dormindo. Perdoe essas pobres criaturas...
E acorde-as, por Amor!

10.12.17

ninguem mais

Houve épocas,
quando eu era menor,
quando eu era pequeno,
em que algumas pessoas, muitas pessoas,
diziam me amar,
mas na verdade elas me tosquiavam,
atavam minhas mãos, tutelavam meus desejos,
me sufocavam...

Só aplaudiam meu bom comportamento
e minha submissão.

Diziam me amar,
mas contraditoriamente me impediam de ser livre.

Cerceavam minha naturalidade,
matavam minha ousadia,
e amputavam minha glória.

Exigiam que eu só obedecesse,
como se Deus jamais morasse em Mim.

Mas agora,
agora ninguém mais consegue
sufocar o meu grito de liberdade;
ninguém mais quebra
minhas asas de pássaro livre.

Ninguém mais.


Ou me amam de verdade
e voam comigo,
cada vez mais alto e mais fundo
— ou ficam no chão,
simplesmente.

9.12.17

honestidade pessoal

Minha honestidade pessoal sempre me leva a nunca fazer o que eu não queira. Porque não preciso fazer aquilo que não quero. Posso até perder algumas coisas por ser assim, agir assim, pensar assim. E seguramente perco mesmo muitas coisas — mas todas não significativas para mim. Perco coisas, mas não perco liberdade. Não perco aventuras, nem amor, nem gostosura, desejos, tentações. Ou seja, posso perder algumas coisas, mas ganho na dimensão da minha personalidade, da minha alma, da minha alegria. Pois não abro concessões àqueles que possam querer me prender. Não jogo minha própria vida em troco de salário, prestígio, poder, posses, coisas, tranqueiras. Não permito que me roubem esse único presente que hoje tenho. Não aceito promessas de um futuro que nem sei se vai haver... Não assumo compromissos que me sufoquem, ou que me levem à exaustão para cumpri-los. E também não crio dependências que me prendam, em hipótese alguma. Não me casei, não tenho filhos, não tenho noivas, não tenho muitas namoradas, não faço juras de amor eterno, nem tenho planos mirabolantes que possam sugar minha existência gostosa de agora.

Faço só o que me dá prazer — e apenas pelo prazer. Sem maldade. Sem dor, sem pressa, sem cansaço, sem inveja, sem ciúmes, sem mágoas, sem esforço desumano. Sem explorar quem quer que seja. E isso não é um mero jogo de palavras: eu sou assim. Sou o dono do meu tempo.

E isto — por enquanto — me basta.