18.6.13

nem todos podem saltar

Eu sei que nem tudo são flores e estrelas na vida das pessoas. Nem todos conseguem livrar-se dos apegos, dos medos — e dos preconceitos. Nem todos conseguem livrar-se da pressa e da opressão. Nem todos conseguem mudar valores errados que herdaram. Inteligência emocional é coisa rara. Nem todos podem sonhar e dançar. A liberdade não se compra por quilo. Nem todos têm a chance de preparar-se, de refinar-se como se deve. O sistema acaba nos atropelando quase todos. O tempo fica escasso. Eu compreendo. Saltar profundo não é pra todo mundo...

Mas que os teus "limites" sejam todos desrespeitados!
Para que o teu espírito pássaro não morra jamais.

17.6.13

minha maior conquista

O domínio absoluto sobre os meus estados de espírito é a minha maior conquista como ser humano. Há mais de vinte anos que não perco a calma. Há mais de vinte anos que não produzo adrenalina desnecessariamente. Não brigo, não xingo, não bato. Não sinto raiva nem ódio, nem ciúmes, nem rancor. Não me irrito por absolutamente nada. Nunca tive mau humor. Não tenho sequer aqueles nozinhos horrorosos na garganta. Não me descontrolo jamais! Não há motivos racionais que possam me abalar. Não discuto, a não ser filosofia. Sou amorosamente zen...
Como consigo tal façanha? — você pode perguntar.
É muito simples: Dou valor secundário às coisas secundárias. E considero secundário tudo aquilo que não é fundamental... Tudo aquilo que não tem poder de causar mudanças significativas no rumo da minha vida. Considero secundário tudo aquilo que não interfere na minha felicidade.

É muito simples — e é uma delícia!
Experimente.

15.6.13

planos

Toda mudança requer um plano. Algumas vezes, plano esboçado numa pequena folha de papel, outras vezes, plano intuído no próprio cérebro de Deus. Mas a mudança mais gostosa é aquela que requer apenas um plano inclinado, amoroso, por onde a gente desliza sensualmente, como se o mundo fosse um enorme lençol de cetim... Desliza até a borda — e então salta na gostosura do belo e fascinante profundo azul da Liberdade.

14.6.13

deus sabe o que faz

Quando Deus coloca em teu caminho alguém que precisa de alguma coisa, dê. Porque Deus sabe o que faz — e é competente. Deus é um estrategista. Ou será que essa minha frase não tem nenhum sentido, e tudo não passa de uma obra do Acaso?

13.6.13

bananas e lirios

Ontem de manhã, enquanto eu tomava meu segundo café e lia o jornal em São Paulo, fiquei pensando nos azulões que podem estar sem a banana que eu lhes dava todo dia, e nos pezinhos de lírio, que talvez estejam sem a água benta que eu lhes aspergia — todos eles talvez sentindo a minha ausência...

Espero que sobrevivam!

É a vida.

vida

Mude com "Walk on the Wild Side" - Lou Reed.
Só quem salta inteiro no belo azul profundo da vida é que pode viver de verdade.

12.6.13

namorados

Neste Dia dos Namorados eu quero que você faça esta profunda Declaração de Amor ao teu Amor.
E que ouça dele a mesma coisa, talvez em outros termos — mas com a mesma gostosura:

Eu te amo quando não preciso mais dizer te amo.
Eu te amo quando reconheço teu Direito de Fazer Escolhas.
Eu te amo quando respeito tua própria liberdade tanto quanto a minha.
Eu te amo quando compreendo tua vontade de às vezes ficar só.
Eu te amo quando não te sufoco com chiliques ou pressões.
Eu te amo quando ponho afeto entre as nossas distâncias.
Eu te amo quando aplaudo os teus desejos de voar.
Eu te amo quando me convenço de que o ciúme é o câncer do amor.
Eu te amo quando te ajudo a ser mais livre do que eras quando eu te conheci.
Eu te amo quando a recíproca a tudo isso também é verdadeira.

11.6.13

Deus ri

Deus ama quem ri, Deus adora quem gargalha — por isso nos dá tanta alegria, tanta energia, tanto entusiasmo. Mas Deus não ama aqueles que são sérios demais — por isso mesmo que os faz tão tristes, rabugentos e sem graça. Lembre-se: Quanto mais sério, mais longe de Deus! Quanto mais ranzinza, mais perto do Capeta. Pensando nisso, eu fico aqui — rindo... rs!

10.6.13

Tia Felicidade

Quando nasci ganhei um frango e um saco de algodão. Eu tinha uma tia chamada Felicidade, e outra, cuja nome talvez fosse Guilhermina. Não me lembro de nenhuma delas. Em verdade eram tias adotivas de minha mãe, negras, ambas, sendo Dade a mais clarinha. E foi esta quem me deu o frango. De Mina ganhamos o algodão, com o qual minha Mãe mandou fazer um acolchoadinho azul. Do frango, é bem provável, se fez uma bela canja, como as evidências sugeriam. Vieram de muito longe esses presentes. Suponho que esperávamos ouro, incenso e mirra — que só vieram bem depois.

9.6.13

hoje

— Hoje é o dia mais feliz da minha vida.
— Por quê?
— Ora, porque ontem não existe mais, e amanhã não existe ainda...
Só pode ser hoje!

8.6.13

helenas

Logo de manhã, assim que abro a janela do meu peito e ouço pássaros cantando, já tomo a minha dose diária de fascínio — por mim e pela Vida. É por isso que, como o Mefistófeles de Goethe, em cada mulher eu vejo uma Helena de Tróia. Dizem que esse é o meu maior defeito. Mas eu acho essa a minha melhor virtude.

7.6.13

reabrir o vinho

Todo jogo tem suas regras. E o que é a vida, se não um jogo? O melhor deles — e o mais gostoso de ser jogado. Acho que vou reabrir este capítulo como se reabrisse a garrafa do vinho francês que acabei de buscar. Tomo então um gole redondo do Baron D’Arignac, rouge, respiro fundo — e ataco minhas lembranças como se fosse um leão. Às vezes você precisa pôr uma pedra enorme no próprio sapato para sentir-se vivo. Quem só pisa em espumas não cria coragens. Quem só vê o macio não sabe a dor.

mercado divino

Encontrei esta loja ontem no Mercado Municipal de SP. Mercado Divino!

6.6.13

milagre

A inteligência faz milagres.

perguntas

Algumas Perguntas.


Quantas vezes você hoje meditou sobre a Vida?
Quantos minutos você hoje caminhou livremente?
Quanto tempo hoje você acariciou um corpo humano?
Quais os alimentos saudáveis que você vai comer?
Tem seguido o que te pede o teu próprio coração?
Quanta gostosura existe nos teus atuais relacionamentos?
Quais são as coisas novas que você aprendeu hoje?
Quantas pessoas você hoje abraçou de verdade?
Quantos livros você está lendo?
Quando foi o teu último êxtase?
Quantas vezes hoje você pensou no Amor?
Quantas vezes você hoje abençoou uma criança?
Quanto de prazer e de alegria o teu trabalho proporciona?
Hoje, quais as coisas maravilhosas que você vai criar?
Como vai a liberdade dos teus amores?
Terá tempo de contemplar a lua e as estrelas?
Tem olhado os pássaros do céu e os lírios do campo?
Como anda o teu Planejamento Estratégico Pessoal?
Quantos anos você supõe que ainda vai viver?
Como vai a tua própria Liberdade?
Quais são os teus Sonhos?
O que é que você quer da Vida?

5.6.13

amores relampagos

É melhor que o nosso amor seja brilhante, escandaloso e carregado de energia, louco e forte como um relâmpago — ainda que seja breve — do que ser apenas o reflexo assustado de uma vela branca acesa pela metade, fraquinha, quase apagando, tremeluzindo em desespero por toda a eternidade...

sou otimista racional

A produção de bons resultados não depende da esperança, mas sim de planejamento. Acreditar num sistema racional que se monta visando uma determinada conquista vai além da crença passiva de que as coisas aconteçam por acaso. Sou otimista porque creio na qualidade do meu pensamento. Creio na capacidade que tenho de analisar circunstâncias e, a partir delas, concluir com ciência e lógica. Ciência, lógica e amor. Ciência, lógica, amor e liberdade. Meu histórico, nesse aspecto, é glorioso. Às vezes mergulho, é claro. Mas sempre volto aqui, à tona. É onde enxugo as minhas asas para voar, de novo, ao Pico. Todo salto profundo é pra cima.

4.6.13

mirta

Hoje de manhã, enquanto eu tomava café no restaurante de um hotel de São Paulo, escrevi (na página 113 do meu livro Beijos no Céu da Boca) um texto para publicar aqui. Mas então, lá naquela mesa do fundo, surgiram os olhos de Mirta, e eu dei a eles tudo que eu tinha nas mãos. O livro, o texto, a caneta, o café... Tudo. Absolutamente tudo. Tudo que eu tinha nas mãos, tudo que eu tinha na alma. Afinal, quem escreve o meu livro Teoria do Acaso é o próprio Destino!

Daqui a pouco vou escrever sobre os olhos de Mirta.
Mas eu gostaria mesmo é de escrever sob os olhos de Mirta...

3.6.13

fluir alegremente

Tornar-se desnecessário e desapegar-se de tudo e de todos, do corpo e do espírito, amar o amor e a liberdade, fluir alegremente como um riacho cantante — não são invenções minhas. Os mestres todos, zen, budistas, orientais, todos eles, Jesus inclusive, até os gregos antigos, pregam essas coisas há séculos. É só uma forma saudável de viver a vida... Aliás, a única!

cerebro sorrindo

Meu coração aplaude sempre as escolhas loucas que meus olhos fazem. E eu prossigo cavalgando propósitos — de ponta-cabeça — como se a Vida fosse uma potranquinha, puro-sangue, cor de vinho, indomável, contradita e deliciosa. Faço analogias em silêncio, invento coisas que ainda vão existir, crio conceitos, e me questiono sobre tudo e todas as coisas. Depois, destruo as minhas convicções, como se estivesse destruindo as tuas.

1.6.13

se faz sol

Se a palavra me fere, não sou eu que desmaio — ela que perde o sentido.
Se um verbo me agride, não revido: me esquivo.
Se quebram meu brinquedo, eu conserto.
Se me roubam o carro, compro outro.
Se furam minha bola, tenho mais.
Se acaba o vinho, tomo leite.
Se chove, danço na chuva.
Se faz sol, me bronzeio.


Para mim, tudo é motivo para viver.
Só se me faltar a Liberdade é que me sentirei morto!

31.5.13

perigosamente normais

Eu sempre me afasto das pessoas perigosamente normais.

inveja

Hoje eu quero escrever um breve texto sobre essa coisa horrorosa chamada inveja. Vou começar alterando uma frase genial de José Ingenieros, para deixá-la mais ou menos assim:
A inveja é o modo mais aberrante de prestar homenagem à superioridade alheia.
Escrevi algo sobre as invejas sublimada, neurótica e perversa. Contudo, ainda estou refinando o texto, pois passei a considerar desnecessária tal classificação. No fundo, toda inveja é essencialmente perversa. Está prevista e condenada nos Dez Mandamentos, e expressa entre os Sete Pecados Capitais. Ou seja: imperdoável por Deus! Ela também é condenada em todos os livros e códigos que tratam da ética nos relacionamentos humanos. Até Shakespeare a colocou no rodapé da moral. A inveja é condenável, em si.

Roedores da glória alheia, os invejosos são simplesmente abomináveis.

"O coração tranqüilo é a vida da carne; a inveja, porém, é a podridão dos ossos."
Bíblia. Provérbios 14:30

29.5.13

o que voce

Agora mesmo, onde você estiver, olhe para os lados. Observe o ambiente em seus mínimos detalhes. Apure a sensibilidade, ajuste a consciência, abra seu coração, respire fundo, olhe para os lados outra vez, e responda-me, sinceramente: — As pessoas com as quais você hoje convive são amorosas, compreensivas, inteligentes, excitantes, audaciosas, livres, saudáveis, brilhantes, honestas, sensíveis, delicadas, independentes, e cheias de entusiasmo pela vida?
— São?!
Pois, se assim não forem, responda-me:
O que é que você continua fazendo aí?

O que é que você continua fazendo aí?!

28.5.13

assim como

Assim como um pintor vai colocando cores diferentes, novos traços e riscos nos seus quadros, eu também coloco palavras novas, traços e rabiscos, cores e sentidos, novos riscos e voos nos meus saltos profundos. Novas carícias, novos toques e retoques, novos falos e falas e dedos e línguas e verbos e bocas. Sou poeta, viro artista, escrevo, danço, pinto e salto no corpo livre dos amores meus romances. Entusiasmado, mas sem pressa. Salvador Dali às vezes demorava dois anos para terminar um quadro. Joyce demorou dezesseis para escrever Ulisses, e quase outro tanto no Finnegans Wake. Goëthe, mais de sessenta no Fausto... Ninguém precisa ter pressa para terminar uma obra prima. Logo logo eu te completo, meu Amor.

25.5.13

vida

A Vida é um jogo, belíssimo, onde só podemos ganhar aquilo que arriscamos.
Mas você parece que não anda ganhando muito, nem perdendo muito.
Nenhuma derrota acachapante, e nenhuma vitória inesquecível.
Nenhum ato grandioso, nenhum espetáculo...
Nenhuma desgraça horrorosa, mas também nenhuma paixão infinita.
Nenhuma queda profunda, nenhum salto mortal.
Nem pra cima, nem pra baixo.
Nada!
Nem escuridão, nem brilho, nem glória, nem tragédia.
Assim — a tua vida.
Segura, pacata, certinha, e normal.
Tudo em ordem, tudo estável e bem comportado.
Tudo em brancas nuvens.
Tudo meio morno, meio tépido, meio frouxo, meio mole.
Meio apagado.
Meio cinzento e meio sem graça.

Assim — a tua morte.

23.5.13

liberdade permite

Eu não faço nada além daquilo que a Liberdade permite.

Quando se trata de uma verdadeira relação de amor — se eu concedo liberdade ao outro, não tem como ele negar-me a minha. /// Eu gosto de escrever sobre Amor e Liberdade. Acho que são estas as coisas mais importantes do mundo. Sem elas, ambas juntas, é impossível ser feliz.

22.5.13

quatro coisas

Eu hoje te desejo as quatro coisas mais importantes do mundo: Tempo, Amor e Liberdade — e uma saúde inabalável!

E o meu conceito de Saúde vai muito além do corpo meramente físico. Não basta ter um corpo em forma, com tudo funcionando bem. Não basta ter o cérebro e os rins, o coração e as glândulas, as artérias e os músculos, o pulmão e o fígado — todos os órgãos, enfim — funcionando bem. É preciso também ter um crescimento emocional, intelectual e, principalmente, espiritual. Aliás, para mim, a Vida de um corpo (qualquer corpo) consiste na presença gloriosa do Espírito. Sem este, aquela se vai.

Mas às vezes me perguntam por que eu defendo como indispensável o crescimento intelectual — além do emocional e do espiritual. Minha resposta: porque a burrice também é uma doença. Tão imperdoável quanto a ira, a gula, o ódio, a inveja, o apego e a maldade. As igrejas costumam chamar essas coisas todas de "pecados", mas para mim são apenas doenças. Curáveis... Plenamente curáveis. Basta que o doente cresça. Emocionalmente, intelectualmente e espiritualmente. Fácil? Não muito. Mas não impossível.

ninguem me segura

21.5.13

sou poeta

Sou poeta, sou macio, carinhoso e pequenino.
Sou criança, inocente, tenho a pele delicada,
e sou feito para o beijo e a ternura.
Para o afago e a carícia.
Se me envolvem com verdades e doçura,
com poesia e com romance,
eu me deixo conduzir alegremente.
Dou a minha mão com a mesma gostosura
com que entrego a minha alma.
Dou-me todo, viro um anjo sensual.
Tenho fé nos que me encantam.

Mas, se por acaso me exploram e me enganam;
se me mordem — eu reajo
feito a salamandra de pele áspera:
Viro veneno.
Se me oprimem e me engolem por maldade,
produzo toxina fulminante
no interior de quem me come.
Ainda assim, e porque sou grande por dentro,
eu me salvo de quem me prende,
e saio de novo para a Vida
— louco e livre, como sempre.

E volto a ser macio, inocente, poeta,
doce, carinhoso e pequenino
— e pronto outra vez para o beijo e a lambida,
o afago e a ternura.

produto vida

Hoje cedo sentei-me frente ao fascinante espelho do mundo que trago no peito, e fiquei fazendo algumas reflexões. Vi que vocês têm nas mãos um produto chamado Vida, um verdadeiro tesouro — e não sabem bem o que fazer com ele. Então saem desesperados querendo vendê-lo a todo custo, por qualquer preço, nesse mercado esquisito em que se expõem. Desgraçam-se. Viram comerciantes de si mesmos. Exploram-se. Bêbados de uma espécie triste de álcool, dilaceram seu próprio presente com voracidade absurda de piranha faminta. Despedaçam-se. Consomem-se. E acabam desperdiçando, um a um, todos os instantes mais gloriosos que a Vida tem.

Até quando?

20.5.13

salvar-se de si

Primeiro você tem que salvar-se de si mesmo. Só depois é que vai salvar-se desse outro que te oprime por fora. Teu maior carrasco mora dentro de você.

Às vezes, tenho vontade de escrever algo mais sério e mais profundo, mas logo me contenho, porque aqui é só um blog de ensaios poéticos e loucuras despretensiosas. Não sou especialista em Freud, mas gosto muito dele, e o leio bastante. Suas teorias encantam a todos que procuram conhecer um pouco da alma humana. O genial criador da Psicanálise tem sacadas brilhantes. Essa da interiorização é uma delas. A chamada interiorização simbólica da autoridade, que ocorre desde a nossa primeira infância, levanta em nosso peito uma barreira impressionante. Quase intransponível. Não vou contar a história toda, mas, se o tema te interessa, dê um Google por aí. O fato é que a culpa, o medo, o ciúme, a inveja, os preconceitos, a ignorância — todas essas coisas horrorosas nos afastam do amor e da alegria, da liberdade e do prazer.

19.5.13

tardes de domingo

Eu quero mesmo é retirar o vermelho de uma rosa de Amsterdam — e pintar com ele as minhas tardes de domingo. Eu quero é retirar um pouquinho do azul que me trazem os olhos de Fernanda, e tingir com esse tanto as minhas noites de luar. Eu só quero o lado lúdico das coisas. E o lado lúbrico dos dias. Se são úteis, não quero jamais me aproveitar dessa santa utilidade. No fundo, aqui e agora, eu só quero mesmo é Vida — nada mais. Nada menos.

desobedeca

TEORIA DA EVOLUÇÃO

Se nós pensássemos e agíssemos exatamente como nossos pais; se nossos pais pensassem e agissem exatamente como nossos avós; se nossos avós fossem exatamente como os pais deles — e assim por diante — o ser humano ainda hoje certamente viveria trepado em árvores e abanando moscas com o próprio rabo...
Sem mudança não há progresso.
Mude.
Desobedeça!
Mas desobedeça criativamente, com inteligência e disciplina.

18.5.13

darwin triste

Charles Darwin demorou vinte anos para publicar A Origem das Espécies, por causa da esposa, que era religiosa e não aceitava a Teoria da Evolução. Charles então somatizou angústias, ficou triste, ficou doente. Quando enfim deixou de respeitar os preconceitos da esposa e publicou sua obra — sarou completamente. Moral da história: se você tiver que fazer algo que considera justo, verdadeiro e necessário, não espere autorização de ninguém. Vá — e faça!

duas metades

Para que dois se tornem um, cada qual tem que usar apenas metade de si mesmo.
O que, obviamente, seria um absurdo.

17.5.13

spagheti alla jesus

Jesus não era vegetariano, pois adorava tagliatelle a Bologna. Mas, em noites mais amorosas, preferia spagheti al sugo. Está lá no Evangelho de Paritosh Keval. Como todo mestre zen, Jesus também cozinhava. Jesus também era humano… Depois do amor a dois, Madalena ainda rolando satisfeita nos tapetes da sala, Jesus ia pra cozinha, preparar um macarrão. Barilla. Pomodori pelati. Parmesão recém-ralado. Cabernet Sauvignon. Se não tivesse, ele pegava do pote... E assim a noite continuava — cada vez mais iluminada. Cada vez mais amorosa e brilhante. Divina.

15.5.13

naquela que me fortalece

Eu crio metáforas como se fizesse amor. Logo de manhã, acordo sempre alegre — e duas vezes. A vida é uma delícia. Mesmo na quarta, a vida é um sábado. E hoje não importa se chove ou se faz sol; se comerei um pão seco ali na esquina ou um croissant em Paris; se como uma feijoada, ou se farei um jejum... Eu tudo posso Naquela que me fortalece. A vida é um orgasmo.