19.7.17

coloniazinha

Ainda existe aquela colônia de vermezinhos graciosos no fundo de um lodaçal. Todos aqueles que sobem à superfície nunca mais voltam, pois, assim que chegam aqui, conhecem coisas novas, veem a Luz, transformam-se em aves definitivas — e voam livres para o azul do céu. Nunca mais voltam para o fundo. Já não mais prometem que voltarão. Certas promessas nunca serão cumpridas. Certas promessas nem devem ser feitas.

18.7.17

mude

Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

17.7.17

olhe para os lados

Agora mesmo, onde você estiver, olhe para os lados. Ajuste a consciência, apure a sensibilidade, abra seu coração, respire fundo, olhe para os lados outra vez, e responda-me, sinceramente: — As pessoas com as quais você hoje convive (em casa, na escola, no trabalho ou na internet) são amorosas, compreensivas, inteligentes, excitantes, audaciosas, livres, saudáveis, brilhantes, honestas, sensíveis, delicadas, independentes, e cheias de entusiasmo pela vida?
São?!
Porque, se assim não forem, responda-me:
— O que é que você continua fazendo aí?

16.7.17

cantinho enorme

Meu coração tem um cantinho onde guardo os amores todos que eu já cantei. E um outro canto (enorme) onde aguardo os mil amores que ainda cantarei.

15.7.17

Dia do Homem Livre

Em 15 de Julho comemora-se no Brasil o Dia Internacional do Homem. Uma curiosidade histórica: tal dia foi instituído em julho de 1992, pela escritora Mariazinha Congíglio, pelo maestro Mário Albanese, pelo jornalista João Marcos Ciccarelli, e por mim. E o dia escolhido (15) foi uma brincadeira minha, homenagem indireta à Mãe de um certo aniversariante...

E assim, num jantar da Ordem Nacional dos Escritores, no Terraço Itália, no ano de 1992, foi criado o Dia Internacional do Homem, com notícia publicada nos jornais da época. Chegamos até a escrever um "Estatuto", que foi redigido por Roberto Vidigal. Porém, como sou co-autor da ideia, estou sugerindo que se mude o nome para: Dia do Homem Livre.

Afinal, se não for livre — vai comemorar o quê?

14.7.17

eterno que morre

Quantas vezes você já pensou que seria eterno um certo amor — que depois morreu?

13.7.17

jesus louco

A reflexão filosófica sobre as Religiões me encanta. Cada uma delas tem o seu mistério profundo, seu corpo doutrinário, seus dogmas e deuses. E eu acho isso muito belo — desde que não seja para sugar dinheiro dos pobres... A propósito, e porque sou marxista, eu me sinto bastante à vontade para dizer que Jesus é um dos meus heróis preferidos. Como Deus, ele é igual a qualquer outro, mas, como Mestre, é único! Seu Sermão da Montanha é uma leitura indispensável. Com Ele, olhamos os lírios do campo e os pássaros no céu de modo novo. Com Ele, consagramos os vinhos todos que tomamos neste maravilhoso Reino de Deus. E sua morte nada mais é que a metáfora mais perfeita da transformação pessoal. Da mudança de Vida.
Portanto, viva Jesus!

E se hoje ele estivesse por aqui, eu iria convidá-lo para almoçar comigo...

12.7.17

musa deusa

Não basta transformar a musa em deusa. É preciso que você também se deusifique.

11.7.17

ignorancia

Hoje eu descobri que minha ignorância é enciclopédica. E você, já descobriu se a tua também é?

10.7.17

aprendendo a voar

Quando saltamos em buracos rasos, logo batemos no fundo. Mas, quando saltamos em abismos enormes, antes que o choque aconteça, acabamos aprendendo a voar.

9.7.17

casar borboletas

Quando éramos pequenos, em Varanasi, eu e Paritosh adorávamos casar borboletas. Com dois sanduichinhos de mortadela e pão sovado no bolso, nós íamos ao campo e ficávamos horas e horas correndo atrás delas e juntado-as aos pares — mentalmente. Aquela azul marinho com esta quase branca; aquela verde ali que enorme! com esta amarelinha; a outra violeta com essa toda preta; aquela vermelho-rubi com esta cor de rosa...

Então passávamos a imaginar os possíveis resultados: nasciam borboletas cor de anil, azul-celeste, outra cor de vinho, além de prata, ouro, púrpura... Até que um certo dia chegamos a criar uma com as cores dos olhos de Buda!

E assim nós ficávamos brincando de casar borboletas...

Mas, confesso agora, algumas eram tão lindas, mas tão lindas, que nós não conseguíamos casá-las com ninguém. E por isso nós as deixávamos deliciosamente solteiras!

8.7.17

atomo

Entender o átomo é mais difícil do que entender a Galáxia. Faz uns dois ou três anos que ando estudando Física Quântica. Mas o átomo parece muito grande para entrar na minha cabeça... O átomo talvez contenha Deus naquele espaço enorme que existe entre o núcleo e os elétrons. Eu quero descobrir onde fica o espírito santo do átomo. Passo noites inteiras lendo, pesquisando e rabiscando. Descobri que Deus, antes de criar o mundo, criou a Tabela Periódica. E acabo me lembrando do meu professor de Química lá no colegial, Pedro Pinto — que também era poeta. Mas vejo que minha ignorância nas coisas do átomo ainda é enorme. Talvez maior até que a própria Via Láctea... Como eu disse nessa folha cuja imagem publico ao lado (click nela), se eu não entender nem mesmo o átomo, vou entender o quê?

7.7.17

ave do paraiso

A ave do paraíso em que eu me transformei tem duas asas coloridas e saudáveis. A primeira delas é o amor desgovernado; a segunda é a liberdade absoluta. E se eu não bater ambas as duas — simultaneamente — eu caio.

5.7.17

lapidar cascalho

Não perca tempo lapidando pedregulho. Só merece ser lapidada aquela pedra que já é preciosa. Um cascalho pode até vir a se transformar em diamante, um dia, talvez, quem sabe — mas vai demorar um milhão de anos... Lapidar cascalho é perda de tempo.

4.7.17

jesus e suas metaforas

Tudo era metáfora, tudo era parábola em Jesus. Água em vinho, multiplicação de peixes, pobres de espírito, face esquerda, pão repartido, reino dos céus, ressurreição de Lázaro, mãe virgem, lírios do campo, Sermão da Montanha, Madalena, Marta, Pedro — tudo. Dizem até que a própria vida dele foi uma grande encenação. Não importa: Jesus é um dos meus heróis, um mestre absoluto. Compreendo agora suas metáforas geniais e deliciosas. Dia desses vou convidá-Lo para um vinho aqui comigo. Cabernet Sauvignon, produzido com água...

3.7.17

2.7.17

amo voces duas

Eu amo vocês duas:

Ela é indispensável, e você — fundamental.
Você é maravilhosa, ela é fascinante;
você é um amor, ela é minha vida.
Você é divina — ela é perfeita.
E ela não te exclui da relação: ela te ama,
Ela te aceita...
Mas você às vezes pretende excluí-la,
afastá-la de mim.
Por isso,
se eu tiver que optar
por uma apenas de vocês duas,
é claro que ficarei com Ela.

Mas eu amo vocês duas.


Será preciso dizer que o nome Dela é Liberdade?

30.6.17

pontos de vista

PONTOS DE VISTA

Quero te fazer umas três ou quatro perguntas, cujas respostas podem me dizer quem você é: Especialmente em questões subjetivas — tais como política, amor e religião — quando você não concorda com determinadas concepções, também considera que a razão pode estar lá no OUTRO LADO? Em certas discussões, você tem abertura intelectual suficiente para às vezes considerar que o ponto de vista contrário ao teu pode estar até mais próximo da verdade? Você já não defendeu valores, ideias e proposições que depois envelheceram — envelheceram desesperadamente? Desde a infância ou adolescência, você já não teve tantas certezas absolutas que mais tarde foram fulminadas pelo tempo, pela experiência e pelo estudo? Sobre certos assuntos, você já não mudou de ideia muitas e muitas vezes? E será que agora nunca mais vai mudar?

Será que você já chegou a todas as conclusões possíveis?

29.6.17

maiores emocoes

As maiores e melhores emoções da minha vida, eu as vivi em situações contrárias aos padrões morais ou legais vigentes. As grandes emoções estão sempre ligadas à superação das regras e dos limites. Quem faz as regras é geralmente um velho tolo e decrépito, que não entende nada de emoção nem de prazer.

Quem faz a maioria das regras morais — ou quem cuida para que elas sejam cegamente obedecidas com rigor — é geralmente uma pessoa insensível às coisas do coração maravilhado. Não pode ser um poeta. Geralmente é um ditador.

ex cravo

O ex-cravo nunca mais será uma flor.

28.6.17

meia de seda

Quando eu era mais piquinininho, minha Mãe às vezes fazia Meia de Seda, aquela bebida deliciosa, com gostinho de licor de chocolate e amendoim, e que, por ser meio proibida, a gente só podia tomar um copinho. Pois, é: hoje, aqui nesta tarde ensolarada de SP, eu fiz Meia de Seda... Com licor de cacau, gin, leite condensado, creme de leite e paçoquinha (não tinha creme de amendoim). Um litro! E agora estou tomando, tudo, deliciosamente, sem pressa, sozinho, de mãos dadas com o Crepúsculo, escrevendo mais um capítulo do meu livro Teoria do Acaso — e me lembrando de minha Mãe...

Não é isto a felicidade?!

27.6.17

irresponsavel

Irresponsável... Irresponsável é aquele que não se aventura, não se joga inteiro no belo azul profundo da Vida. Irresponsável é aquele que só segue os caminhos já trilhados, e só visita os lugares que existem nos seus mapas. Irresponsável é aquele que se acomoda ou segue apenas o rebanho. Não corre mais riscos, não aspira ser mais, não deseja, não vibra — e pouco a pouco vai deixando até de sonhar. Não mais responde quando a vida o chama. Esse é o verdadeiro irresponsável: em vez de voar, chafurda no triste patético lodo do medo...

25.6.17

hoje na praia

Ninguém tropeça em sua língua ao ler o que eu escrevo. Mas no meio da frase passou por aqui, falando só, um senhor catando lata. Dei-lhe a minha e um sorriso. Não sei quanto lhe vale, se mais a lata ou meu sorriso, mas dei-lhe a minha mesmo assim, como se fosse a minha alma, minha calma, o meu amor.
São 16h09. A tarde ainda é cedo.
Hoje na praia.
Dê um click na imagem para ver o texto todo e as outras fotos.

lacos livres

Você tem laços livres de amor solto, ou foram todos dados com nó cego?

24.6.17

meu testamento

Meu testamento tem apenas três palavras: ME ENTERREM PELADO. E se possível me lambuzem todo com óleo de amêndoas doces, que é para que os vermes deslizem por sobre o meu corpo, dancem feito loucos sobre mim, e depois me beijem, poeticamente, ao vivo.

Em pelo!

23.6.17

po ou potencia

Se você não transformar tuas ideias em potência, alguém vai transformá-las em pó.

21.6.17

meus olhos

Meus olhos vivem buscando uma bela e gostosa imagem para apresentá-la ao meu coração. Se meu coração for convencido da beleza e da gostosura dessa imagem, ele faz soar o sino mágico do meu desejo — imediatamente. A partir daí, já não é mais comigo... Meu coração é livre, autônomo — Senhor de Mim. E se ele se apaixonar pela imagem bela que meus olhos trazem, como poderei eu dizer "não"?

20.6.17

escrevo pra voce

Eu não escrevo para qualquer um — eu escrevo pra você. Eu escrevo para gente que pensa e brilha como você. Gente que reflete. Por isso é que meus textos são breves, puros, cortantes, refinados e cuidadosamente loucos. Desenhados com doçura, demoro a escrevê-los. Tem dias que eu demoro duas horas para escrever uma frase. Mas tem dias que eu preciso me cegar para te abrir os olhos. Porque você passa o tempo todo em busca de uma coisa inexistente. Você quer segurança, estabilidade e certezas absolutas... Parece que você não sabe que isso é impossível. E parece que você vai continuar procurando quimeras: o homem da tua vida, a mulher da tua vida, o emprego ideal definitivo, um amor eterno, um filho perfeito, um milagre exclusivo. Essas coisas não existem. Mas você, ingenuamente, continua desperdiçando energias vitais nessa luta inglória. As coisas vivem dançando. O mundo é um bailarino. Reaja. Mude. Viva. Dance.

18.6.17

minha reta vida curva

Toda minha vida é uma curva deliciosa, mas também um risco só. A gostosura da surpresa é o que me encanta de verdade. Meu coração pulsa sempre em nome da alegria. Tenho noventa mil quilômetros de vasos sanguíneos, repletos de flores, amores, estrelas. Sou movido a emoções. Eu vivo saltando profundo. Toda hora, todo primeiro, todo segundo...

17.6.17

livre ou encurralado

Nas tuas atuais relações de família, de amor e trabalho, você se sente meio livre ou meio encurralado?

16.6.17

oficio de ser louco 3

Eu me equilibro nesse ofício louco de ser solto, dançar sempre livre numa corda bamba de seda branca, saltar todas essas linhas sinuosas imprecisas e desfilar com minha alma pelos versos desta vida. Eu sempre me equilibro neste desgovernado instante doce, em que o mundo se desfaz em regras e o eterno se desfaz em risco. Neste inexato momento lúcido em que só sei que não sei nada.

15.6.17

jesus na cruz

Dizem que tem aí um arruaceiro que vive se metendo em belas encrencas. Anda sempre em companhias duvidosas e até já foi condenado pela Justiça. É contra o casamento e rejeita seriamente a hipocrisia. Os conservadores o detestam. Vive contestando a Autoridade. Dizem que ele costuma beijar uma adolescente em público, cujo nome é Madalena. Nunca trabalhou — mas festa é com ele mesmo. Dizem que é bonito, cabeludo e adora dançar... Corre até um boato que na semana passada, a pedido da própria mãe, chegou a transformar água em vinho branco. Deve ser um feiticeiro genial. Um poeta, um mago, talvez um deus! Dizem que ele trepa num caixote de madeira ali na praça, e fica falando coisas que ninguém entende, criando parábolas mirabolantes:
"Olhai os delírios do campo..."

Dia desses o viram balançando numa cruz.

14.6.17

o que sao os meus amores

Eu respeito sempre os meus amores. Assim mesmo: no plural. Tenho muitos. Sempre os tive. Mas, quando eu digo "respeitar os meus amores", às vezes refiro-me às pessoas que eu amo, outras vezes às coisas que eu sinto. Portanto, respeitar os amores tanto pode significar respeitar as vontades (desejos, critérios, preconceitos) de pessoas que eu amo (e que suponho me amem), quanto seguir livremente as paixões (desejos, critérios, loucuras) que eu trago no meu próprio peito.

Dito de outra forma: respeitar os meus amores é seguir meu coração.

13.6.17

ultrapasagem

Eu sempre ultrapasso meus heróis e sempre abandono meus amores. Mais cedo ou mais tarde, isso acaba acontecendo. Porém, essa ultrapassagem não é por mera competição, e esse abandono não é por simples maldade: ultrapasso meus heróis por uma questão de crescimento, e abandono meus amores... por Amor!

12.6.17

dia da mae

Era um dia de duplas esperanças. Era uma noite de luar azul escandaloso. Era um sábado de alelúias, era hora de metáforas e loucuras. Era uma casinha de madeira e primavera ao lado de uma roseira branca no finzinho de uma rua principal. Como toda mulher inocente, minha mãe havia sido deflorada por um delicado Inspírito Santo. Era madrugada e ela estava sozinha outra vez. Foi então que essa Mulher me deu a Luz. Era o começo de uma história de Amor.

Antes do leite, antes do açúcar, antes do arroz com feijão — eu queria mesmo era o amor que ela me dava. Este foi meu primeiro e mais querido alimento: o Amor. Como se pode notar, eu sempre me alimento de Amor e de Mãe, de risco e paixão, de glória e loucura, flores, estrelas, matemática, poesia, lógica e mulher. E liberdade — é claro.

Ela jamais quebrou as lanças da minha ousadia, e nunca pensou em cortar-me as asas de pássaro livre. Ela me apoia com entusiasmo, incentiva os meus saltos profundos e me aplaude todas as conquistas. Compreende os meus gestos, mesmo quando parados no ar. Ela me aceita como sou, inteiramente. E me faz acreditar, cada vez mais, que o verdadeiro amor é a união delicada de duas espontaneidades, a fusão poética de dois devaneios. Ou mais.

Até hoje é assim a minha Mãe. Daqui a pouco vou ligar pra ela.

8.6.17

livros que estou lendo

Livros que estou lendo. Na ordem em que estão, e na desordem em questão: Sexteto: Henry Miller. Por Amor a Freud: Diane Chauvelot. Hipnodrama e Psicodrama: Moreno. Ser Feliz faz parte do meu Show: Joyce Ann. O Espelho Mágico: Gairarsa. Biografia de Nietzsche: Daniel Halevy. Memórias Sonhos Reflexões: Jung. A Importância de Compreender: Lin Yutang. Ócio Criativo: Domenico De Masi. Grandezas e limitações do pensamento de Freud: Fromm. A Anarquia da Fantasia: Werner Fassbinder. Solidão a Mil: Edson Marques. O Manifesto do Surrealismo vai servir de inspiração para escrever o texto de amanhã. Muitos ficaram fora da foto, porque estão espalhados pela casa. Mas, cito três outros que estão aqui ao meu lado: "Picasso, o sábio e o louco", de Marie-Laure Bernadac; "Trópico de Câncer", de Henry Miller, e "As Paixões segundo Dali", de Dali/Pauwels. No banheiro está o Alan Watts, "Em meu próprio caminho" - rabiscadíssimo. Na cozinha, "O Eu Dividido", de Ronald Laing, e "Jesus: ensinamentos essenciais", de Anthony Duncan. Tem mais na sala, nos quartos, nos corredores, e no carro. /// A bonequinha nua sobre os livros é um presente de Rose, e o quadro ao fundo é uma releitura de Modigliani, feita por Joyce Ann. E, como disse Felipe Fanuel em seu comentário, eu leio "a partir da boneca, a partir da pintura, ou seja, a partir da arte".

7.6.17

doce de figo

Hoje to com vontade de comer o doce de figo que minha Mãe fazia — com amor e açúcar cristal. O figo era colhido no quintal da nossa casa, num pé, enorme, que ficava perto da mangueira... Claro que o pé de figo já morreu, mas minha Mãe ainda está lá, com toda sua deslumbrante ciência e cuidadosa paixão pelas coisas da vida.
(Semana que vem vou lá, deitar no colo dela...)

6.6.17

cume

Alguns sobem o Monte porque aspiram ao cume. Outros só querem mesmo um sopé arejado.

5.6.17

nossas igualdades

Nas questões do amor, o que nos une não são só as nossas igualdades, mas principalmente a possibilidade aberta de que um dia as nossas diferenças se dissipem. Eu me refiro a diferenças conceituais, sobre o que vem a ser a liberdade, o ciúme, a paixão e o delírio. Diferenças básicas de visão do mundo. Por isso é que decido dar-te por uns tempos minha mão: porque sei que ninguém vai além dos seus limites, e porque também creio que um dia você ainda vai preferir o amor livre a qualquer outro tipo de amor.