13.4.16

nao penso que te possuo

Não penso que te possuo — nem quero te pertencer. Não importa se isso dure, nem é preciso que se acabe. Não sei se será sempre tão bom assim, e nem busco certezas eternas. Mas, como as delícias do agora me encantam — e bastam — até posso dizer que já estou começando a te amar. Por isso eu me entrego como um ponto de luz nos teus olhos de mar e um toque sutil na tua pele de Amor. Pois eu só te quero como um risco delicado, um perigo iminente, transitória gostosura — nada mais. Eu não te quero compromisso: eu te quero dança. Te quero paixão e alegria. Sem excesso de presença e sem sufoco da esperança. Desse modo, nem meu mundo termina aqui, nem você será prisioneira de mim. Afinal, somos livres um do outro — para sempre.

Um comentário:

Edson Marques disse...


Reescrevi esse texto hoje de manhã, logo após ter beijado a minha Mãe e dançado no infinito. Logo após ter descoberto que meu pai é descendente direto de Leonardo da Vinci.

Logo após ter concluído que a velocidade da Luz é maior do que a velocidade da luz.

Logo após também ter descoberto que eu tenho muita sorte. E que a levo para onde quer que eu vá.

Vou agora tomar meu terceiro copo de café. Que fiz com água benta, é claro. Os treze pezinhos de lírio, acabei de aguar na memória. E já coloquei banana para os azulões e os sanhaços que jamais esquecerei...

Mas tenho, ali no canto, um novo jardim.

É a vida.


http://mude.blogspot.com.br/2016/04/nao-penso-que-te-possuo.html