22.8.15

jesus reduced

Se as maravilhosas virtudes de Jesus forem atribuídas exclusivamente à sua origem mitológica, à sua controversa condição de "Filho de Deus", acabamos retirando-lhe o que ele teria de melhor, ou seja, a sua capacidade impressionante de empolgar multidões e fazer história. Se tudo o que ele foi se deveu apenas à sua "genética divina" — e não ao seu esforço, ao seu estudo, à sua dedicação, às suas capacidades físicas, emocionais, espirituais e intelectuais — então ele teria sido apenas um porta-voz do Chefe. Nada criou de seu. Não tinha talento próprio, não era original no que dizia: ele apenas repetia as vozes do Além... Não creio que Jesus fosse tão insignificante assim. Não posso aceitar que o reduzam a um ser meramente mitológico. Ele não merece esse rebaixamento. Ele era grande demais para ser tão pouco.

2 comentários:

Edson Marques disse...


Jesus é um dos meus cinco maiores heróis.

http://mude.blogspot.com.br/2015/08/jesus-reduced.html

Um gênio.

Caso tenha realmente existido...

Edson Marques disse...


É bom pensar, é bom falar, raciocinar e escrever. É bom amar a lógica e o cálculo, é bom saber tabuada e equações exponenciais. É bom ler romances, ver teatro e filmes, visitar museus, tomar sol em novas praias. É bom dançar, comer, beber, dormir. É bom transar com liberdade absoluta. É bom amar demais, é bom se apaixonar desgovernadamente. É bom estudar, meditar, saltar profundo e agitar as circunstâncias. Tudo isso é muito bom e necessário. (Sem isso viramos um zero à esquerda.) Mas o que nos leva mesmo ao Templo da Sabedoria, ao Paraíso, ao Nirvana – é outra coisa...

É a contemplação.