5.6.15

trama tecida com ternura

Enquanto meus dedos tecem com ternura e alegria a trama do tecido que descobre a tua pele — e com ela se confunde — minhas bêbadas e rútilas pupilas procuram resgatar teu gesto cheio de surpresa, e que perdura. Essa trama tecida com ternura me acalenta. O vermelho prazer das tuas unhas costura com a linha do horizonte do teu corpo a essência mesma da carícia mais profunda, e eu sinto teus cabelos derramados como trigo por sobre o silêncio do meu corpo absoluto. O que sinto, eu sei, é mais do que Amor. Busco então, com perplexa emoção, aquele ponto único que faz de mim um deus entusiasmado com sua própria criatura. E então te amo...

2 comentários:

Edson Marques disse...


Revisando esse texto nesta manhã de sol, enquanto ouço mandarim, e vejo ali na mesa um Baron d´Arignac ainda não aberto...

http://mude.blogspot.com.br/2015/06/trama-tecida-com-ternura.html

É a vida.

Edson Marques disse...


Não deixe que lhe escapem as grandes oportunidades de se apaixonar. Saiba que no Dia do Juízo Final você terá de prestar contas perante Deus. E terá de confessar quantos amores você teve. Quanto mais amores, maior a chance de entrar no Céu.