27.6.15

familia

Minha louca e poética visão do mundo — entusiasmada e racional — decorre também do fato de eu ser solteiro e não ter filhos. Isto, é claro, me dá uma enorme mobilidade existencial, que me permite viver aventuras maravilhosas e abraçar a Liberdade o dia inteiro. Entretanto, devo dizer que, embora não seja o melhor lugar para se fazer amor — a família é o melhor lugar para se criarem os filhos. E o fundamental é que se tenha, na família, uma atmosfera de liberdade, de compreensão amorosa e de respeito absoluto pela individualidade do outro. Pela personalidade do outro. Se a tua for assim, parabéns!

Ainda é madrugada, e os passarinhos nem começaram a cantar. E eu fico aqui pensando que devo mexer no texto acima para acrescentar duas ou três coisas. Que no seio da família devem existir, por exemplo, algumas atividades intelectuais, como xadrez e discussões filosóficas, além de exercícios de criação artística, tais como música, dança, teatro e pintura. E os filhos devem ser educados em duas ou três línguas diferentes. Isto é indispensável. Porque usar a família apenas como local de comer, beber e dormir deixa o processo todo muito animalesco...

3 comentários:

Edson Marques disse...


E ainda tenho mais coisas a dizer a respeito desse tema.

http://mude.blogspot.com.br/2015/06/familia.html

Ouvindo o sino do Mosteiro bater cinco vezes, em mandarim.

Edson Marques disse...


Minha mãe sempre foi democrática. E amorosíssima! Meu pai, com algumas fortes ressalvas, também era.

Edson Marques disse...


O que eu digo acima são apenas idéias dançantes que lanço ao vento. Ao vendaval... Não são sentenças pétreas. São teorias. Hipóteses que eu levanto. E considero-as com bastante fundamento, principalmente porque não tenho filhos — e por isso mesmo consigo escrever a respeito com um saudável distanciamento crítico. Eu gosto é de provocar as pessoas, intelectualmente. Mesmo porque nada é definitivo. Aliás, conheço casos de crianças que cresceram em famílias autoritárias, fechadas, fechadíssimas, quase soturnas — mas que souberam reagir com amor e sabedoria, e se tornaram pessoas saudáveis, inteligentes e até brilhantes.