6.4.15

botão fruto

Ao ver agora a flor que desabrocha eu me pergunto onde está o botão que aqui havia ontem. E sei que amanhã, ao voltar, verei um fruto novo — e também perguntarei onde estará a flor que aqui havia hoje. E no dia seguinte, matarei a minha fome comendo as formas resultantes do novo fruto da poesia nova. Mas não é nada: é só Deus me alimentando de flores e estrelas.
Inspirado em Hegel.

3 comentários:

Edson Marques disse...


A vida é uma delícia!

E as madrugadas me adoram...

http://mude.blogspot.com.br/2015/04/botao-fruto.html

Vou comer agora um pedaço de panetone Bauducco. Ouvindo Ravel...

E pensando em minha Mãe!

Edson Marques disse...


Sem Hegel não haveria Marx. E sem Marx não haveria Edson Marques.

Teoria do Acaso.

E sem mim não haveria esse texto que publico agora, e que você pode ler. E que, se não estivesse aqui, lendo-me, estaria fazendo outra coisa, exercendo e recebendo outras influências. Isto vai determinar quem você será daqui alguns anos. E assim por diante...

Teoria do Acaso.

Etc.

Edson Marques disse...


Nunca gostei de pescar. Eu tinha oito anos e logo constatei a maldade que é fisgar o coitadinho do peixe pela boca enquanto simulamos matar-lhe a fome. Horrorosa maldade!


Escrito agora, enquanto vejo o filme June e Cash.

Noite deliciosa, quase madrugada.