2.3.15

inexclusividade

A exclusividade não é natural. Não é inerente ao ser humano, não vem gravada no DNA das pessoas. Se alguém diz que me ama, mas quer me controlar — em verdade não me ama. Melhor comprar um bichinho de pelúcia, para dizer que é seu. Claro que se alguém tiver algum encanto que me pareça suficiente, eu lhe ficarei eternamente aos seus pés. Eternamente, ou pelo menos enquanto durar o fascínio. Portanto, se saio às vezes para alguns voos livres em vez de ficar no ninho, é sinal que esses voos me são mais engraçados, mais bonitos, mais necessários, ou mais interessantes do que a simples permanência no ninho. Então — como pode alguém culpar-me por ter asas? Desde quando é proibido gostar de voos livres? Olhai os pássaros do Céu...

2 comentários:

Edson Marques disse...


Voar livremente não é pecado...

http://mude.blogspot.com.br/2015/03/inexclusividade.html

É a vida!

Edson Marques disse...

Nada mais belo do que mostrar ao inimigo que ele não nos pode vencer. E, para vencê-lo, não precisamos nem de grito, nem de força, nem de horror. Bastam-nos a lógica, a inteligência, o amor.