21.3.15

desapego amoroso

O desapego é a mais pura forma de amor. Essa minha frase é apenas um resumo do que me disseram dois grandes mestres: Sidarta, o criador do Budismo, e Jesus, aquele que fez o Sermão da Montanha. Eles sussurram todo dia essas coisas para mim. Ambos pregavam exatamente isso: o desapego. Sei que é difícil desapegar-se. Demora muito. Mas, mesmo assim, é preciso ir além. É preciso que nos tornemos não só desapegados, como também desnecessários. Ou seja, é preciso permitir que o outro também de nós se desapegue. Libertar-se — e permitir que o outro também se liberte. Todas as grandes religiões e filosofias orientais pregam exatamente isso. Mas, nós, aqui no Ocidente, apressados e materialistas, ainda estamos longe disso. Somos muito pesados. É uma pena.

Estou revisando esse texto. Talvez eu ainda o altere um pouco mais.

2 comentários:

Edson Marques disse...


Vou acrescentar algo que comecei a escrever esta manhã:

Desapegar-se só das coisas que estão fora de nós é muito fácil. Mas é preciso ir além...

Desapegar-se do carro, das casas, do saldo bancário, dos empregos ou das empresas – isto é fácil. Mas precisamos mesmo é nos desapegar do que está dentro de nós. Daquilo que somos. Daquilo que amamos. Sem isso, impossível entrar no Reino de Deus.




Mas só depois da feijoada no Olimpo, e da dança com as bacantes...


http://mude.blogspot.com.br/2015/03/desapego-amoroso.html

É a vida.

Edson Marques disse...

Não tenho pretensões de sempre marcar gol. Eu fico só chutando as coisas por aqui. Às vezes bate na trave, às vezes vai lá na bandeira de escanteio...

É a vida.