2.2.15

se faz sol

Se a palavra me fere, não sou eu que desmaio — ela que perde o sentido.
Se um verbo me agride, não revido: me esquivo.
Se quebram meu brinquedo, eu conserto.
Se me roubam o carro, compro outro.
Se furam minha bola, tenho mais.
Se acaba o vinho, tomo leite.
Se chove, danço na chuva.
Se faz sol, me bronzeio.


Para mim, tudo é motivo pra viver.
Só se um dia me faltar a Liberdade é que me sentirei morto!

3 comentários:

Edson Marques disse...


Quando chove eu adoro chuva.
Se faz sol, adoro sol...

Abençoado por Epicuro, eu sou!

http://mude.blogspot.com.br/2015/02/se-faz-sol.html

É a vida.

Edson Marques disse...

Às vezes, fico abismado ao concluir que estas coisas que se transformaram em mim já existiam — separadas — e se uniram exclusivamente para que eu me tornasse o que sou. E que outras muitas ainda vão chegar para tornarem-se-me. E eu fico pensando... Qual a sensibilidade divina que as conduz até mim? Por que me escolhem? Ou por que é talvez que aceitam meu convite poético e sutil para que venham? De qualquer forma, sinto como se um Deus gostoso derramasse flores e estrelas na minha cabeça.

Todos os dias..

Edson Marques disse...

Quem se casa só porque se apaixonou, certamente vai acabar numa situação de absoluta pancadaria emocional.


Quem se casa por amor se fode... rs!