7.1.15

marques e morin

O Homo Sapiens é um ser instável e de amor imenso,
Que ri e chora — e se angustia até sem dor.
Um ser gozante, passageiro, embriagado, inteiro, amante.
Invadido pela doce eterna liberdade, conhece a vida e nela crê.
Um ser que abraça o mito e a magia e se deixa penetrar por espíritos e deuses.
Que se alimenta de ilusões e de quimeras, de feijão e de poesia.
Um ser errante cujas relações com o mundo ojetivo só são subjetivas.
Bailarino e questionante, dança o tempo todo envolto em devaneios.
Um ser que se conduz numa infinita e necessária gostosura.
E como chamamos de loucura àquela conjunção da ilusão e do desconhecido,
do instável, da incerteza entre o real e o imaginário,
da confusão vitoriosa entre o subjeto e o sujeito;
da questão irrespondível da Teoria do Acaso e da desordem
— só nos resta concluir que esse Homo Sapiens é um Homo Sapiens Demens.

O texto acima foi inspirado num poema de Edgar Morin.

3 comentários:

Edson Marques disse...


A vida é uma delícia!

http://mude.blogspot.com.br/2015/01/marques-e-morin.html

Edson Marques disse...


O original do Edgar Morin é assim:

Homo Sapiens Homo Demens

Trata-se de um ser de uma afetividade imensa e instável,
Que sorri, ri, chora;
Um ser ansioso e angustiado;
Um ser gozador, embriagado, estático, violento, furioso, amante;
Um ser invadido pelo imaginário;
Um ser que conhece a morte e não pode acreditar nela;
Um ser que segrega o mito e a magia;
Um ser possuído pelos espíritos e pelos deuses;
Um ser que se alimenta de ilusões e de quimeras;
Um ser subjetivo cujas relações com o mundo objetivo são sempre incertas;
Um ser submetido ao erro, ao devaneio;
Um ser híbrido que produz a desordem.
E como chamamos loucura à conjunção da ilusão, do desconhecimento,
da instabilidade,
da incerteza entre o real e o imaginário,
da confusão entre o subjetivo e o objetivo,
do erro, da desordem,
somos obrigados a ver o Homo Sapiens
como Homo Demens.


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O meu é este:

O Homo Sapiens é um ser instável e de amor imenso,
Que ri e chora — e se angustia até sem dor.
Um ser gozante, passageiro, embriagado, inteiro, amante.
Invadido pela doce eterna liberdade, conhece a vida e nela crê.
Um ser que abraça o mito e a magia e se deixa penetrar por espíritos e deuses.
Que se alimenta de ilusões e de quimeras, de feijão e de poesia.
Um ser errante cujas relações com o mundo ojetivo só são subjetivas.
Bailarino e questionante, dança o tempo todo envolto em devaneios.
Um ser que se conduz numa infinita e necessária gostosura.
E como chamamos de loucura àquela conjunção da ilusão e do desconhecido,
do instável, da incerteza entre o real e o imaginário,
da confusão vitoriosa entre o subjeto e o sujeito;
da questão irrespondível da Teoria do Acaso e da desordem
— só nos resta concluir que esse Homo Sapiens é um Homo Sapiens Demens.


Confira!

Aceito críticas, é claro... rs!


Edson Marques disse...


Um samurai raivoso não acerta nenhum golpe.

Pense nisso.