25.8.14

depressao

Eu era radicalmente contrário às soluções químicas para problemas mentais. Depois, evoluí, e concordo com seu uso racional, comedido e temperado. Mas hoje ainda prefiro a psicanálise, o psicodrama, a meditação, e, é claro, a velha sabedoria de fazer escolhas. O assunto é muito sério para ser discutido pela rama. O que sou contra é o fato (eu disse fato) de uma pessoa (não me refiro a você, mas inclusive a você) ser levada a precisar de soluções químicas para seus questionamentos mentais. Acho que um dia ainda escrevei sobre esse assunto, também.

3 comentários:

Edson Marques disse...


Vou escrever logo mais sobre esse tema. Polêmico tema.


http://mude.blogspot.com.br/2014/08/depressao.html


poetarose. disse...

garras.
Sufocada pensava que não poderia suportar.
Músculos doídos queria se deitar, não podia, por enquanto não!
Como garras afiadas tinha algo no ar, uma presença abstrata, mas estava lá.
Diluindo-se, como vapor subindo e os pensamentos em rotação alterada, doída magoada muito cansada.
Queria as margaridas e nem rosas tinha, o jardim secando o canto ainda não existia.
Como cigana como petéca, jogando a sós, ia e via, fugia e dormia, acordava e chorava, sem fantasia sem sequer sentir esperança, de ter abraços ou laços.
Descia a ladeira e caia, levantava e mais caia, se ralava e sofria.
Queria poesia alguma magia, um encontro de sí pois já se perdia, e não mais sorria, só envelhecia, e comia, muito ela comia, e no novo dia dizia: a vida ainda existe, saia déssa agonia, e não saía e cada vêz mais se perdia, e ouvia o choro o grito e a patifaria.
A mãe adoecia e o mêdo à cutucava como garras afiadas, e lá longe ave maria alguém cantava, e ela se enternecia.
Maltrapilha e fora de sintonia se julgava uma refém de sí mesma, tentava se soltar e não conseguia.
Que bom arrumar um sarau de poesias, pintar a bôca de carmim e maravilha, soltar seu grito bloqueado, não deixar seu corpo arcado e seus pés taõ parados.
Que bom passar pela estrada jogar sementes de futuro e acreditar em seu crescer desnudo de crer em contos de carocha, pois só o que não vai mais acontecer, será um abraço apertado e muitos beijos de alguém amado.O que amou já passou, não tem mais como chegar alguém, resta só o cansaço, e continuar à ouvir choros e gritos, e abrir os braços para o abraço de pequenos meninos.
È sómente o que resta!, tudo se foi, até mesmo sua pequena menina e grande mulher.
Foram-se os encantos os encontros e contos, conversas gostosas e preces para não desistir.
As grandes noites e os dias mornos, as fogueiras e a dança de quadrilha, as praias e o encanto das estrelas.
As margaridas não brotaram e seus pés se racharam, e hoje só pede ardentemente:Preciso de mais tempo por aqui, quero ver meus pequenos crescendo, e me encantar com seus conhecimentos.
Postado por Roseli Sarilho às 13:46

poetarose. disse...

falemos de depressão.