28.8.14

chove na enseada

Gotinhas de madrepérola caem delicadas sobre mim. Vou à praia tomando chuva. Na areia, histórias onduladas, deliciosas, navegantes. Calígula, você sabe, antes de invadir a Britânia, ordenou aos soldados das legiões romanas que catassem conchinhas à beira-mar. Começo a pensar na beleza dos legionários tomando sol em vez de fazer a guerra.

Decido então distrair o meu espírito na Enseada, como fosse um Tibério na Ilha de Capri. E começo a catar conchinhas nesta plena quinta-feira, entre suspiros de amor e riscos na areia. Exercito a coragem fazendo arte. Tomo água de coco, e penso em ócios e negócios, em reais e fantasias. Medito girando — e a praia dança.

Só me resta lembrar do que ontem me disse Kierkegaard: "Arriscar-se é perder o equilíbrio por uns tempos... Mas não se arriscar é perder-se a si mesmo para sempre".

2 comentários:

Edson Marques disse...


É a vida.

http://mude.blogspot.com.br/2014/08/chove-na-enseada.html

Gabriel disse...

muito interessante. não é ato que você é um mestre. tuas palavras tem a essência de um ensinamento. Abraços ..bom fim de semana