22.7.14

oficio de ser louco 2

Eu me equilibro nesse ofício de ser solto, dançar sempre na corda bamba, saltar todas essas linhas sinuosas imprecisas e fazer minha alma poética desfilar gostosa pelos versos desta vida. Eu sempre me equilibro neste desgovernado instante em que o mundo se desfaz em circo e o eterno se compõe trapézio. Neste inexato momento louco — racional e amoroso — em que só sei que não sei nada.

2 comentários:

Edson Marques disse...


Lendo Antígona, de Sófocles.

Agora, ao restaurante, pensar, tomar um café, e depois almoçar.

É a vida!

http://mude.blogspot.com.br/2014/07/oficio-de-ser-louco-2.html

Graça Pires disse...

O equilíbrio no arame da vida...
Bom texto.
Abraço.