3.6.14

morte link

Eu tenho uma compreensão absoluta desse fato inexorável que é a morte biológica das pessoas que eu amo. A primeira morte marcante de que agora me lembro é da minha Vó Vitalina. Depois, há mais de vinte anos, a de meu pai. A mais recente (e certamente a mais marcante) foi a do meu irmão Paulo, na véspera do Natal de 2011. E a segunda mais recente, em 2010, a do meu amigo e mestre José Ângelo Gaiarsa. São essas as quatro mortes que poderiam me fazer chorar. E mesmo assim não fizeram. Porque, para mim, hoje, a morte biológica nada mais é que uma separação radical irremediável. Porém, como não tenho sentimento de posse sobre aquele que morre, como não me apeguei a ele enquanto ainda vivia — não posso dizer que lhe sinto a falta. Não há luto na situação que me resta. E se algum dia eu chorar por alguém que morreu, será mais por lembrança daquilo de bom que algum dia fizemos, um para o outro. (...)
Continua AQUI.

2 comentários:

Edson Marques disse...


Ainda revisando esse texto sobre a morte. Mas, agora, quero um café com pão de queijo e uma conversa em mandarim — porque o que importa mesmo é a Vida!

http://mude.blogspot.com.br/2014/06/morte-link.html

O sol continua brilhando aqui, nesta manhã deliciosa de terça-feira...

ᄊム尺goん disse...

[sou fã pra sempre
do Gaiarsa... que
bom saber que são
amigos até na eternidade]

beijo