18.6.14

colher o que plantou

Quando eu era pequenino, na fazenda onde meu pai era meeiro, plantei um pedacinho de terra com feijão. Não me lembro bem da medida, mas acho que era uma "quarta". Fiquei tão contente. Ganhei até uma enxadinha de presente, com cabo de guatambu. E eu cuidava das plantinhas todo dia, com amor e poesia. Tinha até um regadorzinho de alumínio. Eu imaginava tornar-me agricultor, talvez futuramente até mesmo um dono de fazenda... Mas, em fins de fevereiro, bem na véspera da colheita, uma bela tempestade de granizo destruiu toda a plantação.

Portanto, falso aquele ditado que diz que a gente sempre colhe o que plantou...

2 comentários:

Edson Marques disse...


Porém o ditado deve ser lido de outra forma. Naquele cantinho da fazenda, no sopé da montanha, os grãozinhos de feijão todos espalhados pela terra, eu colhi uma experiência inestimável.

É a vida.

http://mude.blogspot.com.br/2014/06/colher-o-que-plantou.html

Edson Marques disse...


Quanto menos uma pessoa sabe, mas rapidamente ela tira conclusões. O idiota conclui com rapidez impressionante. Num assunto em que Sócrates demoraria duas horas analisando as premissas; num mesmo assunto em que Descartes talvez demorasse dois dias — um idiota conclui logo em dois segundos. O idiota não usa os neurônios para tirar conclusões. Usa glândulas. Não reage com o cérebro: reage com as mandíbulas.



Texto a ser revisado. Escrito agora, na horizontal, ainda na cama.