11.3.14

nao penso que te possuo

Não penso que te possuo — nem quero te pertencer. Não importa se isso dure, nem é preciso que se acabe. Não sei se será sempre tão bom assim, e nem busco certezas eternas. Mas, como as delícias do agora me encantam — e bastam — até posso dizer que já estou começando a te amar. Por isso eu me entrego como um ponto de luz nos teus olhos de mar e um toque sutil na tua pele de Amor. Pois eu só te quero como um risco delicado, um perigo iminente, transitória gostosura — nada mais. Eu não te quero compromisso: eu te quero dança. Te quero paixão e alegria. Sem excesso de presença e sem sufoco da esperança. Desse modo, nem meu mundo termina aqui, nem você será prisioneira de mim. Afinal, somos livres um do outro — para sempre.

4 comentários:

Edson Marques disse...


Reescrevi esse texto hoje de manhã, logo após ter beijado a minha Mãe e dançado no infinito. Logo após ter descoberto que meu pai é descendente direto de Leonardo da Vinci. Logo após ter concluído que a velocidade da Luz é maior do que a velocidade da luz.

Logo após também ter descoberto que eu tenho muita sorte. E que a levo para onde quer que eu vá.

Vou agora tomar meu terceiro copo de café. Que fiz com água benta, é claro. Os treze pezinhos de lírio, acabei de aguar na memória. E já coloquei banana para os azulões e os sanhaços que jamais esquecerei...

É a vida.

http://mude.blogspot.com.br/2014/03/nao-penso-que-te-possuo.html



Gil Façanha disse...

Adorei esse texto!! Como seria bom se tudo fosse simples assim... assim como exatamente é, mas escolhemos complicar tudo. É... temo que mudar sem pressa... mas, temos que mudar.

bjs.

Gil Façanha disse...

Você tem face? Alguma página com teus textos por lá? Vou compartilhar esse texto no meu mural, com os devidos créditos, claro. Se desejar que eu não faça, por favor, me avise e retiro de lá. Abraços.

Gil Façanha disse...

Bom, como não dá pra copiar, já vou entender que vc prefere que não compartilhe...rsrsrs. Então, ok! Respeito. Até breve.