23.2.14

vida

A Vida é um jogo, belíssimo, onde só podemos ganhar aquilo que arriscamos.
Mas você parece que não anda ganhando muito, nem perdendo muito.
Nenhuma derrota acachapante, e nenhuma vitória inesquecível.
Nenhum ato grandioso, nenhum espetáculo...
Nenhuma desgraça horrorosa, mas também nenhuma paixão infinita.
Nenhuma queda profunda, nenhum salto mortal.
Nem pra cima, nem pra baixo.
Nada!
Nem escuridão, nem brilho, nem glória, nem tragédia.
Assim — a tua vida.
Segura, pacata, certinha, e normal.
Tudo em ordem, tudo estável e bem comportado.
Tudo em brancas nuvens.
Tudo meio morno, meio tépido, meio frouxo, meio mole.
Meio apagado.
Meio cinzento e meio sem graça.

Assim — a tua morte.

3 comentários:

Edson Marques disse...


Eu e as Madrugadas nos amamos, mútua e profundamente.

http://mude.blogspot.com.br/2014/02/vida.html

O texto de hoje é muito significante para mim. Ano passado... em 25 de maio!

Jamais me esquecerei.

Ygo Maia disse...

Mais uma vez, um belo texto. É sempre bom vir aqui para mergulhar nessas maravilhosas reflexões. Outro dia eu escrevi algo sobre a rotina. Bem assim: pacata, sem graça, sem brilho.
Adorei! Parabéns!
http://ymaia.blogspot.com.br/

Ygo Maia disse...

Mais uma vez, um belo texto. É sempre bom vir aqui para mergulhar nessas maravilhosas reflexões. Outro dia eu escrevi algo sobre a rotina. Bem assim: pacata, sem graça, sem brilho.
Adorei! Parabéns!
http://ymaia.blogspot.com.br/