22.1.14

rotinas

Também tenho certas rotinas. Todos os dias acordo naturalmente. Abro a janela do meu peito, sorrio, gargalho, saúdo-me, estico-me, alongo-me, beijo-me. Amo-me, loucamente. Celebro-me! Dou uma espreguiçada orgástica, felina, demorada, inspiro fundamente muitas vezes, leio algo leve, como Lorca ou blog Mude, excito meus neurônios, faço alguns planos, desfaço muitos outros — e então me levanto, em todos os sentidos. Arrumo a cama zen que me abraçou a noite toda e beijo a foto de quem me deu a vida. Dez minutos de pilates, mil e quatro socos poéticos no ar, e me torno Bruce Lee. Nem sequer me lembro da palavra pressa. Arrumo as flores, rego as plantas, rasgo alguns papéis, falo sozinho, canto, giro e danço. Viro uma festa. Depois, medito com ajuda de Beethoven, como fosse um jogo. Faço café com amor e água benta, quase fervida na chaleira que ganhei de minha mãe. Aprendo uma palavra nova numa língua diferente, e então me sento aqui, ao lado do segundo pé de lírio, pra te contar os meus sonhos.
Mais tarde, vou ver o mar azul do meu jardim — e caio no mundo...
É a vida!

2 comentários:

Edson Marques disse...

Ainda na cama, nesta madrugada fascinante. As coisas estão dando tão certo, que só pode ser Deus me dando abraços!

É a vida...

http://mude.blogspot.com.br/2014/01/rotinas.html

ᄊム尺goん disse...

[ e eu quero o redondo
quero o giro absurdo
quero e preciso
do que é iluminado]