6.12.13

sou livre de Mim

Nada me prende porque sou livre até de Mim. Não há posse no território que habito a partir do meu corpo, não há busca nem comércio em minha alma zen. Nada tenho que possa perder e nem há coisa alguma que eu queira ganhar. Hoje, nada me interessa além do que me toca o coração ensolarado, e nada mais divino do que essa inocência pura que trago no peito, humana e gloriosa. Produto do meu próprio trigo, gume da minha própria faca — sou apenas o verso da poesia que me encanta. Sou meu movimento, meu voo, meu Deus. Minha pátria, meu partido, meu clã. E vivo a delícia dessa incerteza dançante que se faz presente, aqui e agora.

Hoje, nada mais urgente para Mim do que ser Eu.

3 comentários:

Edson Marques disse...

Vou agora encontrar-me com Joyce Ann lá no Mosteiro de São Bento.

É a Vida, deliciosa, como sempre!

http://mude.blogspot.com.br/2013/12/sou-livre-de-mim.html

Edson Marques disse...

Quando o ritual vira festa, Deus também dança...

Eu ... disse...

Adorei como você externou o que sente. Você escreve muito bem!