21.9.13

sou poeta

Sou poeta, macio, carinhoso e pequenino.
Sou criança, tenho a pele delicada,
e sou feito para o beijo e a ternura,
o afago e a carícia.
Se me envolvem com verdades e doçura,
com poesia e com romance,
eu me deixo conduzir alegremente.
Dou a minha mão com a mesma gostosura
com que entrego a minha alma.
Dou-me todo, viro um anjo sensual...

Tenho fé nos que me encantam.

Mas, se me exploram
ou me enganam;
se me mordem — eu reajo
feito a salamandra de pele áspera:
Viro veneno.
Se me oprimem e me engolem por maldade,
produzo toxina fulminante
no interior de quem me come.

Ainda assim, e porque sou grande por dentro,
eu me salvo de quem me prende,
e saio de novo para a Vida
— louco e livre, como sempre.

E volto a ser macio, inocente, poeta,
doce, carinhoso e pequenino
— e pronto outra vez
para o beijo e a lambida,
o afago e a ternura.

4 comentários:

Edson Marques disse...

Alterei um pouco esse poema, ainda nesta cama, neste meu berço tão esplêndido. E agora vou tomar café, e depois estudar como se pode produzir a mais fulminante ação judicial cautelar do mundo. Sou bom nisso.

É a vida.

http://mude.blogspot.com.br/2013/09/sou-poeta.html

Edson Marques disse...

Vocês buscam primeiro a chave para depois tentar encontrar a porta que ela consiga abrir. Não seria melhor inverter o processo?

Edson Marques disse...

Não é preciso que você me mande sinais. Eu mesmo vou buscá-los no teu próprio coração, meu amor.

Suzi disse...


Edson, buenas...

Usando um pouco de imaginação, acho que vi um gatinho!

Contornando todo o teu poema do post de hoje, está desenhado um gatinho ali.

Usando a imaginação eu disse. Rs...

É isso mesmo, um gato, nada do cãozinho azul, tudo de gato.

Sentado sobre o próprio, macio e fofo, rabinho. Rs...

Beijo,

Suzi