1.9.13

mae

Eu visito a minha Mãe todos os dias — de manhãzinha. Passo lá no jardim do Paulo meu irmão, peço licença a Deus para colher o espírito da rosa mais bonita, e em seguida vou ao quarto dela, em silêncio. Então, sem acordá-la, cubro-a delicadamente com o espírito da flor e a luz do grande Amor que trago em mim. Todos os dias. Religiosamente...

Há cerca de vinte anos o poeta marxista que eu era seria incapaz de escrever um texto assim, como esse de hoje. Do alto da minha então respeitável sabedoria filosófica materialista dialética, eu me recusava, logicamente, a ver mais longe... Eu não acreditava na existência do Espírito. O ferramental teórico de que eu então me servia não deixava brechas para o inexplicável.
Mas, mudei.

4 comentários:

Edson Marques disse...

Saudades da minha Mãe!

Edson Marques disse...

Todos os domingos, pontualmente ao meio-dia, eu telefono para minha Mãe. Conversamos, sorrimos, gargalhamos — e nos abençoamos, mutuamente.

Nossa história de amor continua. Inabalável.

sonia k. disse...

Amei o que falou acima.
E v. é o autor da frase e sabe bem o sentido: só não MUDA quem morreu.
Tenho notado mesmo algumas mudanças em seus pensamentos.
Acho ótimo este reconhecimento de que a vida nos muda e estamos em constante evolução.
Carinhos e desejo para uma linda semana.

Edson Marques disse...

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