27.8.13

cartilha

Meu livro é uma cartilha, que ajuda o leitor a ter sucesso. Não sucesso em arranjar um emprego, mas em perder o emprego... Sucesso relativo, portanto. Porque eu o ajudo a libertar-se ainda mais. Faço com que ame a liberdade acima de todas as coisas. Se for corajoso, salta comigo — e dançamos juntos no espaço infinito que criamos ao saltar. Mas, se não for tão corajoso assim, se já estiver abraçado ao poste horroroso das crenças insensatas, pelo menos fica sabendo que na hora certa não se salta: tem que ser na hora incerta. E não importa a idade que tenha: acaba sabendo quanto tempo de vida já perdeu — e que ainda pode saltar antes que morra. O exemplo é meu bisavô, que só saltou aos 62 anos de idade. Mas se o leitor é do tipo que não salta de jeito nenhum, que prefere até morrer antes mesmo de morrer, tudo bem: dou-lhe uma dose mortal de compreensão. Como se vê, meu livro é uma cartilha...
Mas só serve pra quem já sabe ler.

4 comentários:

Edson Marques disse...

Vou mudar um pouco esse texto. Estou tomando iogurte e ouvindo os sinos do Mosteiro. Quero falar hoje sobre a desgraça que é arranjar um bom emprego logo no início da vida profissional. É como arranjar uma grande esposa logo no primeiro casamento: isso fode a nossa vida para sempre... rs!

http://mude.blogspot.com.br/2013/08/cartilha.html

Ritinha disse...

Uau! Mais objetivo em suas palavras, impossivel. Gosto de jeito firme e convicto de escrever, determinado, forte, envolvente até...
As vezes vemos que perdemos uma oportunidade pelo medo de arriscar e você não se enquadra nesse quesito, pelo pouco que li, vai fundo, sem medo, com coragem e determinação.
Vim aqui ontem ao acaso, fiquei depois disso mais de uma hora lendo suas postagens, observando esse seu jeito e digo... Apaixonante leitura, tanto nas mensagens, como nas críticas que faz entrelinhas.
Parabens!
ganhou uma fã.
bjs
Ritinha

Bandys disse...

Rsss poeta, as vezes não... serve pra colocar no curriculum e impressionar...vai saber.


Hoje um vinho caia bem e depois um pulo dançando..

Beijos

Suzi disse...

Edson, boa tarde!

Só para te devolver a chave da "tua" cidade, estou voltando para a "minha"...

Depois de tanto calor, em todos os sentidos, hoje, um batismo de despedida, garoa e frio.

Ontem passei a tarde próxima ao "teu" mosteiro, lembre-me de você!

Por que a raspa da panela é sempre mais gostosa? Sempre é... gostinho de quero mais.

Beijo paulista,

Suzi