21.4.13

crianca que eu sou

A CRIANÇA QUE EU SOU ESTÁ VIVA

Hoje eu quero de volta a bicicletinha vermelha que ganhei do meu Pai. Quero de novo abraçar minha Mãe e comer o manjar de bananas que ela fazia pra mim. Quero ser recebido com festa pelo Swing quando eu chegava da escola. Acariciar com raspadeira de alumínio os pelos macios do Estrela, meu alazão espanhol. Quero jogar bolinha de gude na rua São Pedro, e depois comer queijo assado na palha de milho na casa da Vó. Hoje eu quero de novo minha vida um carrossel. Quero torná-la roda gigante, girassol, montanha russa outra vez. Não posso parar nunca, meus amores. Sem colírio, chorarei. A criança que eu fui não morreu. Eu descendo de mim.

5 comentários:

Edson Marques disse...


Swing nasceu no mesmo dia em que eu nasci. Era um cachorro, preto, lindo.

Estrela, meu cavalo, tinha os pelos prateados, como se fossem grisalhos. Manso, mas não bobo. Gostava que eu lhe desse o milho na boca.

Os dois já morreram.

É a vida.


http://mude.blogspot.com.br/2013/04/crianca-que-eu-sou.html

Edson Marques disse...

A vida é uma brincadeira deliciosa. Sou criança, exatamente para poder aproveitar a festa toda. Passar meu dedinho inocente na cobertura do bolo — e sugar o açúcar da existência plena.

Ygo Maia disse...

Se fosse possível voltar no tempo, talvez quiséssemos viver tudo exatamente igual.
Gostei!!!
(:
Não devemos JAMAIS matar a criança que vive dentro de nós.

Lisa libanesa disse...

A minha criança ultimamente, está apagada, poeta!!!

Coisas da vida!!!

Te amo!

Lisa

Francisco Dalsenter disse...

Nós somos os mesmos. Só crescemos e ganhamos contornos mais ásperos no corpo...

Tem gente que não gosta de crianças porque virou adulto demais pra entender o quanto é legal brincar de esconde-esconde e depois apostar corrida até cansar.

Leia um pouco de você aqui: http://muitomaisquesonhos.zip.net/arch2013-04-21_2013-04-27.html

Abraço poeta!
Francisco Dalsenter