3.3.13

vida

Enquanto teus dedos tecem com ternura e ousadia a trama do tecido que descobre a minha pele — e com ela se confunde — minhas bêbadas e rútilas pupilas procuram resgatar o teu gesto cheio de surpresa, e que perdura. O vermelho prazer das tuas unhas costura com a linha do horizonte do meu corpo a essência mesma da carícia mais profunda, e eu sinto teus cabelos derramados como trigo por sobre o silêncio do meu corpo absoluto. Busco então, com a mais perplexa emoção, aquele ponto único que faz de mim um Deus entusiasmado com sua própria criatura. E, por fim, o meu cansaço, protegido pela dulce carne dos teus lábios nacarados, se converte em desejo novamente. É a Vida, ávida e pulsante, breve, sanguínea, transitória e delirante. Que prossegue, com suspiros, com certeza — e com paixão.

5 comentários:

Edson Marques disse...

Ainda estou na cama. Ou já estou na cama. Já ou ainda — já não sei. Ou ainda não sei...
Melhor levantar.
E fazer um café comm água benta.
http://mude.blogspot.com.br/2013/03/vida.html

a Porta Verde disse...

Tenha um dia extra-ordinário!

Jeemima disse...

poema ja foi excluido do meu blog,
abraço

cibellerenata disse...

Obrigada pela informação

Tony Manna disse...

muito bom...