24.3.13

solitude

Jamais experimente a Liberdade se você não for capaz de suportar a Solidão.

Eu diferencio claramente solidão de solitude: esta é voluntária e corajosa; aquela nos é imposta pelo Medo. Solidão é carência. Solitude é suficiência. A solitude tem beleza e esplendor: por isso, positiva. A solidão é humilhante, escura e melancólica: portanto, negativa. A primeira é saudável; a outra, uma doença. Solitude é coisa do indivíduo. In-divíduo. Inteiro. Único. Indivisível. Porém, a solidão vive sempre em busca de caras metades. Sempre pede companhia, implora companhia. Mas só companhia não resolve essa questão. Tanto, que existe solidão a dois e solidão a mais. Escrevi até um livro a respeito, com 380 páginas, cujo título é Solidão a mil — com o duplo louco sentido que o termo sugere. Mas o tema é complexo, e eu fico pensando.
O texto continua aqui.

Um comentário:

Edson Marques disse...

Mas Solidão pode ser outra coisa.
Veja o link.
É a vida...
http://mude.blogspot.com.br/2013/03/solitude.html