24.3.13

lissa

Ontem à noite eu vi uma Deusa vestida de preto e açúcar. Ela tinha acabado de descer do céu, sozinha, numa carruagem de fogo da General Motors. Estávamos na fila da mitológica balsa (Santos-Guarujá). Dei-lhe o meu livro Solidão a Mil. Ela o folheou, sorrindo, e agradeceu com o olhar mais impressionante que já vi em toda minha vida. Peguei a sua mão só por dois ou três minutos, mas o beijo que me deu durou um século. Nem perguntei o nome dela. Talvez nunca mais eu a veja de novo, mas vou para sempre chamá-la de Lissa.

2 comentários:

Edson Marques disse...

Baseado em fatos deliciosamente reais...

http://mude.blogspot.com.br/2013/03/lissa.html

Edson Marques disse...

Se todo amor fosse eterno, aquele teu primeiro já teria sido.