6.1.13

pico do pico

O brilho da manhã não se repete. Separo-me porque te amo, vou-me assim porque te quero, abandono alguns sonhos no teu peito porque preciso ficar só. Deixo você porque parece que atingimos o pico. Também sei que poderíamos ir mais além — juntos. Seria um risco, eu sei, mas o risco maior é irmos mais além — separados. Entre dois riscos, devemos escolher sempre o mais profundo, o mais radical, o mais incerto, o mais dançante, o mais alegre, o mais aberto. Vamos dar chance ao mundo para que possa ver e sentir quem somos nós, vamos deixar que outras borboletas visitem nossos doces corações... E se em vez de borboletas nos visitarem urubus, não tem problema, pois nós agora já sabemos distingui-los. Quando vivemos em absoluto estado de alerta, conscientes — todas as experiências valem a pena. Inclusive a perda.

25 comentários:

sonia k. disse...

Bom dia!
Linda forma de despedida!
Assim explicado e colocado, jamais será uma perda.
Será só um sair de cena mansa e carinhosamente.
E como diz: "todas as experiências valem a pena".

Tenha um lindo e florido dia com borboletas fazendo voos rasantes.

Edson Marques disse...

Isso eu disse para ela (JA), naquela noite de domingo. Mas a história continua — nos dois sentidos. E continua porque, depois daquela noite de domingo, toda noite é de segunda...

É a vida — nos dois sentidos da expressão.

http://mude.blogspot.com.br/2013/01/pico-do-pico.html

Melhor tomar um café com água benta e ouvir que têm a dizer esses insistentes passarinhos que me acordam.

Suzi disse...

Edson,
Bom dia!

Já tentei essa poesia toda com o Gustavinho. O rapaz é cabeçudo. Fez que sim, mas não. Disse que está Suzi-dependente. Agora me resta desenhar para ele. Ou dar-lhe o endereço deste blog.

Ou... deixá-lo largado no vício, até o encanto perder o efeito. Pode ser...

Tenho que ter empatia e compreensão... Rs..

Nem irônica, nem cínica... Ó sumo pensador!

Lisa libanesa disse...

Bom dia, poeta...

Toda despedida é dolorosa, mas é como se fôssemos tomar um remédio, amargo para ficarmos curados...É ruim, mas faz bem...Infelizmente, a vida nos reserva situações, que só mesmo a gente pode tomar as decisões...
quando se refere às emoções sentimentais, ficam ainda mais difíceis...

Que você ,com toda sabedoria, saiba mais uma vez receber da vida, o golpe de misericórdia, assim como
eu também consegui receber muitos e ainda ter mais vontade de ser livre e viver em paz!

te amo, poeta!

É a vida...em todos os sentidos!

beijos!!!

Torcendo por você viu, menino!sempre!

Lisa

Edson Marques disse...

Sempre que pressinto um golpe de misericórdia, eu me esquivo!

Ao contrário de quase todo mundo, para mim, a despedida NUNCA é dolorosa.

Depois eu volto para comentar mais. Pois os passarinhos me chamam, aguardando suas bananas, melancias e tomates açucarados...

Flores!

Suzi disse...

“O brilho da manhã não se repete.

...depois daquela noite de domingo, toda noite é de segunda...”

Adorei. São quase versos de poema nem iniciado...

Li e fiquei pensando, mastigando... Seu post! Por isso voltei. Concluí.

Nas duas situações, coragem há que se ter. Para ficar. Para ir. E, pelo equilíbrio relativo de tudo, a covardia – ou como queiram chamar - vai também ficar no outro prato da balança, nas duas situações-riscos.

Escolhas, sempre escolhas... Fundamentais, assim como seu ônus.

Se o pagamos com gosto, o risco escolhido foi a melhor escolha.

Cadê o brilho da manhã?!! Tá tudo gris aqui... Mas em compensação, tem sol no coração.

Dormi pouco. Acordei infantilmente feliz. Sambinhas bobos vindo na mente...

Até amanhã, se Deus quiser
Se não chover eu volto pra te ver
Oh, mulher
De ti gosto mais que outra qualquer
Não vou por gosto
O destino é quem quer

Até amanhã se Deus quiser, se não chover volto para te ver ó... Edson!

Um lindo domingo a todos!

Sonia, amanhã eu te pego.

Edson Marques disse...

Enquanto fazia o café (a água ainda nem ferveu, mas já está benta!), fiquei pensando no significado de "perda" e do modo tão diferente como eu a encaro.

Há vários tipos de "perda" (em se tratando de relações humanas. A morte é um deles.

Por exemplo: nos últimos treze meses, "perdi" dois irmãos. Ambos jovens, na faixa dos 40. Morreram.

Depois eu volto: a água do café ferveu... rs!

Edson Marques disse...

Uso coador de pano, talvez nostalgicamente, mas parece que, dessa forma, o café fica mais gostoso... Enquanto coava o café (nunca paro de pensar, esteja fazendo o que estiver), pensei na seguinte hipótese: Se eu fosse cristão, se eu acreditasse em Deus (como as pessoas geralmente acreditam), jamais lamentaria a perda de um ente querido. Jamais! Pois, se Deus existe, e é tudo isso que falam Dele, Ele sabe o que faz. Ou não seria Deus... rs! Então, se Ele DECIDIU levar meu(s) ente (s) querido (s) para o Céu — lamentar essa transferência seria uma cabal demonstração de desrespeito à Vontade Divina.

Isso me parece tão claro, que me recuso a crer que os crentes possam lamentar a morte de alguém, mesmo sendo um ente querido.

Mas, vou agora tomar meu café. Calmamente, ouvindo a 40 de Mozart...

Edson Marques disse...

Tive o cuidado de procurar na internet pra vocês:

Sinfonia 40 de Mozart.

Enjoy it!

sonia k. disse...

Sempre acho que as religiões ou teorias sobre a morte, renascimento, reencarnação etc são formas de nos consolarem de perdas irreversíveis.
Despedidas enquanto vivos são pequenas e menos ou nada sofridas.
A morte nos remete ao desconhecido e a dor maior é da não volta, a questão do nunca mais... É difícil lidar com isto. Com Deus ou sem Deus.
Sempre digo que gostaria de viver muito e muito, mas sei que assim terei de enfrentar perdas imensas que deixarão marcas profundas, como já aconteceu com as perdas que tive.
Vou deixar aqui algo que creio que nem chegou a ver, mas foi dedicado a você:
http://nonnabuka.wordpress.com/2012/12/13/esta-terra-nao-te-pertence/

Lisa libanesa disse...

Ai....ai.... só mesmo suspirando, para ver se os maus fluídos...rs.....
consigam sair...deste maravilhoso blog...
Xô.... ou chô? rsrsrsrskkkkkkk
Morro de rir, mas é porque sou mesmo assim, nada me deixa triste nem infeliz... A vida é bela poeta...

Vamos vivê-la cada vez mais PLENAMENTE!!!

TE AMO!!!

Vou almoçar aqui, na marginal... Uma gostosa churrascaria "Beira Mar"....(deveria ser Beira Marginal não é???? rsrsrsr)....

A picanha ...e a costela de lá são dos deuses....

Indooooo........... fui.......

Volto a falar com você meu querido poeta!

beijossss e mais beijos


Lisa

Edson Marques disse...

Lisa,

Não consigo ver (nem sentir, nem pressentir, nem intuir, nem supor) "maus fluídos" aqui neste blog Mude!

Sinceramente: não consigo!

Onde você pressentiu isso? Se foi o caso da "maluca" lá do Facebook, ela nem vem aqui... rs!

Flores e boas picanhas no almoço!

Edson Marques disse...

Suzi,

Sim, concordo: essa frase que escrevi de manhã:
...depois daquela noite de domingo, toda noite é de segunda..." - pode dar um poema!
Depois te conto.

Flores...

Edson Marques disse...

Sonia,

Como você predisse (e desejou-me) logo de manhãzinha, estou tendo "um lindo e florido dia com borboletas fazendo voos rasantes."


Quanto às teorias sobre a Morte, prefiro aquelas que nos levem a compreendê-la e aceitá-la como algo simples e normal.

Flores...

Edson Marques disse...

Acabo de falar com minha Mãe.
Em todos os Sentidos...
Flores para ela!

Suzi disse...

Edson,

Hoje tomei bolo, tempestades, queda de barreira... Tá feia a coisa aqui. O dia está noite!

Antes, rs... marotos e atrevidos!

Queria muito te ver falando com tua mamãe. Eu ficaria, em silêncio, sentada a uma distância razoável para a devida contemplação. Queria ver suas expressões faciais e - se não fosse muito particular - até ouvir, tuas palavras pronunciadas no exato momento.

Lembrei agora de frutas... sei lá porquê, desejos talvez. Rs...

Algo mais... você e a Sonia já estão me assustando com tanta sintonia e sincronia de lances e lancinhos... Coisas que mencionam... Esta, agora, Quatro Estações de Vivaldi foi de doer... Sei não... Será que você consegue me ver aqui, meus arquivos do pc...?!!

sonia k. disse...

Acho uma emoção quando acontecem sincronias e sintonias. Bons os encontros mesmo a distância.
A Sintonia 40 de Mozart fazia muito tempo que não ouvia. Preciso analisar a que ela me remete no passado, pois me dá uma certa angústia daquelas que parece saudade mas não é.
Vou depois buscar onde foi que a ouvi e senti.
Agora aqui o dia virou noite e a chuva promete ser linda!

Anônimo disse...

Realmente uma despedida é muito dolorosa,mas tem que haver um motivo acho que é para crescimento não sei...
minha terapeuta me mostrou o video mude e nossa parece que foi feito pra mim preciso fazer tantas mudanças que não me canso de ouvi-lo.hoje achei seu blog e estou adorando.
Devo confessar que essa facilidade de se despreender me assusta mas é assim que quero ser!tenha um lindo fim de tarde.

Edson Marques disse...

Dê-me o teu nome, "Anônimo", que eu te beijarei os pés...

Flores!

Suzi disse...

Edson,
Não sou de orações engessadas. Faço as minhas próprias. Considero até uma inspiração de ar, bem sentida e observada, como tal.

Mas... Em todo o caso e por via de todas as dúvidas, tenho comigo, ao lado de minha cama, o salmo 70 completo – foi indicado a mim na pré-adolescência - O papel está amarelo, encardidim... Algumas vezes sinto necessidade. Vou lá, leio as palavras dele. Sugestão ou não, saio bem.

Acontece que a versão que tenho é um tanto sanguinária, você saberia me indicar um site – confiável - com os salmos completos atualizados?

Estou falando com a pessoa errada?

Lógico que não... Rs... Ó eclético polímata.

Grata se atender... E feliz se você o (re) ler uma vez que seja. Hoje ainda!

Sôniaaaaaa... Para te dizer que não tem uma mensagem tua que eu não pense igual, nem que seja uma linha. Legal, né?

Ah! Quando quiser ficar mais inspirada e alegrinha, ouça o “Quatro Estações – Vivaldi”, periga sair dançando como Isadora... te garanto!

Beijos.

Edson Marques disse...

A Isadora a que Suzi se refere é a Duncan.... Certamente!

Suzi disse...

Edson,

Perdoe invadir, mas não resisto.
Depois você puxa minhas orelhas, ok?

Anônimo,ola!

Se gostou do poema, arrisque ver o vídeo do post anterior. Aposto todas as minhas fichas que vai amar.

Providencie estar tranquilo e sem interrupções.

Quando gosto muito de algo, com qualidade bem entendido, fico fascinada em dividir.

Bem-vindo!

Suzi disse...

Certamente...

Isadora Duncan, talvez um projeto de Edson de saias!

Ah! E te digo, quando você estiver com seu auto, conversível, certamente vai me convidar para um passeio. Certo? Tudo bem, pego senha. Minha vez há de chegar.

Daí, vou tomar o cuidado de guardar na bolsa a echarpe que estiver no meu pescocinho.

É ruim de me parecer com ela neste sentido. Prefiro copiá-la se soltando junto à natureza, como faço, entre árvores, pássaros e flores, sem medo do ridículo!

Da biografia dela:

“Isadora morreu em um acidente de carro conversível, quando a sua echarpe ficou presa a uma das rodas, estrangulando-a. Durante anos uma amiga disse que as últimas palavras proferidas antes de entrar no carro conduzido por um jovem, foram: "Adeus, amigos! Vou para a glória.", tendo anos depois rectificado que eram "Adeus amigos. Vou para o amor". A sua intenção era que Isadora fosse recordada com uma frase mais elegante que aquela que realmente proferiu.”

http://pt.wikipedia.org/wiki/Isadora_Duncan

Anônimo disse...

Oi meu nome é Alessandra esqueci de assinar rsrsr bjs

Edson Marques disse...

Ah! Alessandra... agora que me deste o nome, e conforme prometi, te beijarei os pés...