3.12.12

suzana patricia

Enquanto Patrícia oferecia-me a morte em bandejas de prata, Suzana dava-me a vida na palma da mão. Patrícia era uma Fedra sensualíssima, e Suzana, uma pequenina e doce Ariadne. A primeira queria enforcar-me com cordinhas de seda; a segunda deu-me os fios do amor com que me salvei do labirinto. As duas diziam me amar... Mas a primeira me queria boi, e a segunda — Minotauro.

7 comentários:

Edson Marques disse...

Com qual delas você acha que eu fiquei?

Edson Marques disse...

Naquele tempo (1998) elas eram irmãs.

sonia kahawach disse...

Entre a vida e a morte, a vida sempre! Por que Suzana tão doce ia lhe querer tão destruidor e Patricia, apesar de trazer-lhe a morte, iria amenizar querendo-o só um simples mortal?
Difícil a escolha, meu caro! Nem com jeitinho daria pra ficar com as duas?

Suzi disse...

Dia senegalesco. Noite morna, gardênia exibida, exala, hipnotiza e faz pensar. Respondendo: Nenhuma. Partiu e foi quebrar alguns pratos com Afrodite. Que sabia mais das coisas que as duas juntas. Magnética, misteriosa e sensual só queria te encantar. E você liso como um bagre achou que estava de bom tamanho. Sambou com ela até gastar as sandálias. Foi bom para você?

Edson Marques disse...

Fiquei com as duas por um tempo (até que a crise familiar se instalou na casa delas), mas depois, ao final (e
como sempre) optei por nenhuma.
Mas, não fosse Suzana ter sido despachada para a Inglaterra (para bem longe de mim), eu teria ficado com ela mais um pouco. Ela era muito interessante. Alegre. Libertária. Não ciumenta. Colegial... rs!

É a vida.

Amanhã conto mais a respeito.

Edson Marques disse...

Estou aqui, tomando café, e ouvindo passarinhos livres. Bem-te-vis que se destacam com melodias encantantes. Um chamado entre eles, certamente. E outros. Os azulões já vieram comer sua banana, e eu já aguei as plantinhas do vaso grande, inclusive as pequeninas que nasceram sem convite.
E acabei de escrever isto lá no Facebook:

Abraço sempre a loucura santa das minhas ideias loucas, e escrevo. Escrevo — como se estivesse fazendo amor... Escrevo com a gostosura toda na pontinha dos meus dedos excitados. Na pontinha da caneta que os meus olhos viram. Na pontinha delicada e amorosa sobre o rio escandaloso em que flui a minha Vida.

É a vida.

VIDA E LIBERDADE disse...

Lendo você... como sempre ...como todos os dias... e a qualquer momento....