28.12.12

exclusividade

No Amor, exclusividade é uma coisa que se oferece. Jamais deve ser exigida. Oferecê-la, espontaneamente, e por algum tempo — pode ser uma sublime demonstração de Amor. Mas, exigi-la do outro, eternamente — é de uma pequenez monumental de fazer dó. Uma desgraçada ofensa à própria Liberdade.

Eu aqui fiquei pensando: Você já imaginou o quão vergonhoso e humilhante é exigir fidelidade de alguém que amamos — e que supomos que nos ama?

28 comentários:

Edson Marques disse...

Quem exige exclusividade em suas relações de amor, geralmente é ciumento. E, por isso mesmo, nunca é feliz nos seus relacionamentos.

Essa exigência descabida diminui a estatura emocional do seu autor.

sonia k. disse...

Para sempre... eternamente... promessas que não existem. Cada dia é cada dia e tudo se altera pra mais ou pra menos, não tem jeito.
Ciúme é sentimento que faz parte da existência. Temos de pessoas, de animaizinhos e até de coisas. Acho normal dentro das relações, desde que não seja doentio e exacerbado impedindo o direito à liberdade de cada um. E liberdade é algo que todos nós viventes temos ânsia. E nada impede de nos sentirmos livres nos prendendo a quem ou o que deliberarmos. Daí se torna livre arbítrio.
O amor... ah, o amor. Tão cantado em prosa e verso... Ele é exclusivo, passional, ilimitado e diferente a cada vez que renasce.
Nesta linha, todos os sentimentos se envolvem e se entrelaçam tornando-se o que chamamos vida.

Suzi disse...

Você, certamente, tem consciência que está num grau de evolução lá nos píncaros, sim?
Mesmo assim, dou-me o direito, sou desconfiada e duvido de tudo. Sou assim. Dou-me o direito de imaginar que uma pequena agulhada deva sentir de vez em quando. Pode até não manifestar, mas posso imaginar que sinta.
Sobre medo e coragem. Covardes e corajosos.
O valente não é desprovido de medo. Medo é nosso anjo. O valente domina os seus medos, e segue.
O covarde se abraça a eles e se paralisa.
Alguma coisa assim...
Continua...

Suzi disse...

Dizem que verdadeiros amigos se conhece na alegria. Pois em contrapartida, urubus é que não faltam na sua desgraça para se alimentar de sua dor, e pensaram intimamente, ainda bem que não foi comigo.
Termômetro: você conta para um amigo a realização de um grande sonho e toda sua alegria. Se o ser na sua frente vibrar e se embebedar na sua alegria, tem ali um amigo. Caso contrário....

Continua...

Suzi disse...

Nós dois somos amantes, três dias de lua com mel. Você chega de surpresa, com versos, flores e vinho! Ah, e cheio de tesão para dar e vender. Daí me encontra com a malinha arrumada, chave na porta, toda pimpona... Oi Edson, bom te ver, estou de saída, que que manda? Cínica!
Vai viajar? Sim, imagina, o Gustavinho me ligou e me convidou para o fim de semana em Buenos Aires. Legal né?

Suzi disse...

O que o Edson faz com o vinho, com os versos e com as flores? Nunca saberemos.

Suzi disse...

Eu no lugar do Edson. Como sou bicho ruim, uma vez no acordo de liberdade, respeito. Mas por Deus do céu, sou pequena como diz o Edson das pessoas assim, minhas vísceras se retorceriam de vontade de ser o Gustavinho da vez, aliás seria bem bom que o Gustavinho se explodisse.

Cris Henriques disse...

Olá Edson!

Vim conhecer o blog de um dos meus novos seguidores: Tu. Como estou a gostar do teu blog, das tuas reflexões e novas perspectivas, tornei-me seguidora do teu blog.
O problema de atribuir exclusividade a alguém é que, vai originar sentimentos de ciúmes, inveja, cobrança e desconfiança... É como pedir uma certidão de óbito ao relacionamento.
Obrigada pela visita, mas da próxima vez manifesta-te. :)

Um beijo e feliz ano novo,

Cris Henriques

http://oqueomeucoracaodiz.blogspot.com

Edson Marques disse...

Sonia,

Hoje continuo provocador... rs! Talvez por causa do calor e dessas cervejas que estou tomando.

Vou destacar apenas uma frase do teu comentário. Esta:

Ciúme é sentimento que faz parte da existência.

Existência de quem?

Do ser humano enquanto espécie? Ou de algumas culturas?

Melhor explicar, antes que eu tome mais uma cerveja... rs!

Flores!

Edson Marques disse...

Suzi,

Não consigo perceber se você pretendia ser irônica, mas, prefiro aceitar como elogio verdadeiro:

Sim, no tocante a relações humanas, estou nos píncaros.
Estou mesmo!

Essa tua metáfora do Gustavinho, menina!, já aconteceu comigo MUITAS vezes. E eu sempre me comporto como um Deus se comportaria. Ou um poeta. Que ela vá com o Gustavinho, e que tenha uma noite esplendorosa. E faço questão que leve o vinho que eu trouxer. E se precisar de uma carona, também dou.

Como já disse, atingi os píncaros... rs!

Duvidas?

Flores!

Edson Marques disse...

Cris,

Eu já tinha te visitado, não sei prt que razão. Mas deve ter sido por uma boa razão... rs!

Gostei do teu blog e de quase tudo que vi lá.

Voltarei a te ler.

Flores...

Edson Marques disse...

Eu aqui fiquei pensando:

Você já imaginou o quão vergonhoso e humilhante é exigir fidelidade de alguém que amamos — e que supomos que nos ama?

Suzi disse...

Edson, não fui irônica, absolutamente! Também não é um elogio. Uma constatação? Já providenciou seu embalsamento, congelamento, depósito de sêmem... sem ironia também. Lembre-se estou apaixonada por você. Mesmo que eu te bata é com muito carinho. Rs...

sonia k. disse...

Tome mais uma, não se acanhe.
O calor está pedindo.
Ciúme, na minha opinião, faz parte dos seres, inclusive humanos, independente de cultura. Pode até ser domesticado, não demonstrado, não falado, mas sempre será sentido.

Os animaizinhos têm e demonstram ciúme. Do dono ou de outro igual que ganha carinhos. Vejo aqui minhas duas cachorrinhas. Se agrado uma a outra já se mete no meio e tenta que os carinhos sejam dirigidos só a ela. Faço em cada uma com uma mão e então até gemem.
Não estou conseguindo localizar agora nenhuma lembrança de culturas diferentes (lembre-se que a memória é "quase" boa rsrs) e que tenham ou não ciúmes claros e demonstrados.
Tenho descendência árabe e isto inclui ciúme em alto grau de pais com filhos, das famosas mães semitas que v. deve conhecer alguma. Eu, pessoalmente, tenho degenerado a raça pois não gosto de jóias, não tenho atração por brilhos e não sou ciumenta nem dos filhos.
Mas, confesso, quando jovem fui e muito ciumenta. Era uma chata de galocha e depois de maduros, mesmo divorciados há muitos anos, éramos grandes amigos e rimos muito das cenas e idiotices que cometemos, tanto um como outro.

Não consegui entender a pergunta última sobre a humilhação e vergonha na exigência de fidelidade. Na minha opinião, de novo, quando existe amor recíproco não necessita exigência. É uma escolha pessoal. Livre arbítrio instituído por Deus conforme prega a Bíblia.

Adorei imaginar a cena do Edson saindo de fininho, doando o vinho e até dando carona pra garota que cumpria o tácito acordo.
Eu ia me divertir um bocado e já que Gustavinho levou a prenda, depois íamos tomar um vinho e botar o papo em dia, certo?

Agora, chega de cerveja por hoje (bem maternal rsrs)e vamos cuidar da vida.....

Edson Marques disse...

Sonia,

Tomei a última.
Vou ver um filme.
E depois te conto o caso de um jornalista alemão. E dos esquimós e suas esposas...

Flores!

Edson Marques disse...

Suzi,

Que bom que não foste irônica... rs!

Mas, embalsamento (colocar numa balsa) e congelamento: só se o rio estiver muito gelado... rs! Mas, entendi o que você quis dizer. Mesmo assim, nada disso: meu cérebro já foi tombado pelo Patrimônio Biológico e Filosófico da Humanidade. Temos que preservar-me a todo custo... rs!

Flores!

Suzi disse...

Edson,
Mas como o rapaz é eclético, além de erudito e ainda por cima, engraçadinho! Tô morrendo de rir.

“Quem parte leva saudades de alguém que fica chorando de dor
Por isso eu não quero lembrar quando partiu meu grande amor
Ai, ai, ai ai, ai ai ai,está chegando a hora
O dia já vem raiando, meu bem, eu tenho que ir embora...”

À sua revelia, estou no clima reveionístico (nem adianta zoar, inventei este vocábulo agora, existe para mim)!

Quero que fique satisfeito, como diz a Sonia: “longe de mim”, que a falta de um “ma” abale a nossa amizade, um “ma” a mais, ou a menos, não importa. Mas..., ok, vá lá:

- EmbalsaMAmento. Dá nota aí?

Sobre o sorvete de Edson, também, vamos rever:

- Edson providencia que após o seu passamento (Rs... quanta viúva heim?!!) seja submetido à CRIOGENIA (congelamento de corpos após a morte à espera de avanços da medicina)

O “Blog Mude” também é cultura.

“De tanto levar
Frechada do teu olhar
Meu peito até
Parece sabe o quê?
Táuba de tiro ao Álvaro
Não tem mais onde furar...”

Ainda no pique... Ah, em tempo, não observe os erros acima, fazem parte da obra original. Vamos respeitar, certo?

Devo estar experimentando do meu próprio veneno, é mais ou menos isso que faço cocê, né? Tadim...

Suzi disse...

Eclético.
Sem querer querendo.
Fui feliz na escolha da palavra?
E nem coloquei um “h” na frente, observou?
Não vou copiar erudito, porque o saquinho de confetes já está vazio. Sábio já é demais!

Lá no Houaiss:

ECLÉTICO

adjetivo ( 1833)
1 que seleciona o que parece ser melhor em várias doutrinas, métodos ou estilos
2 composto de elementos colhidos em diferentes fontes

substantivo masculino
praticante de um método, doutrina ou estilo eclético
Etimologia

fr. éclectique (1732) 'nome que se dava a alguns filósofos antigos'; (1832) 'que não é exclusivo em seus gostos', do gr. eklektikós,ḗ,ón 'apto a escolher, que escolhe'; f.hist. 1833 eclectico

sonia k. disse...

Gente, embalsamento em rio gelado, embalsamamento, criogenia, viúvas chorosas, banco de sêmen, veneno, tombamentos e preservações....

Reveionisticamente (difícil de escrever rsrs), usando o mais novo dicionário da língua madre, vamos falar de flores, amores, novidades, bons augúrios e alegria?

Ao versinho da Suzi, vai aí um caipiracicabano:
Dispois da barba, vai
Arco ou tarco?
Verva, sinhô!

Vocês me fazem rir muito e principalmente fico rica de conhecimento com a alta cultura distribuída.
De linguagem a biologia e química, de preservação a avanços da medicina. rsrsrs De longe, mas muito longe, este é o melhor blog que conheço.
Muito carinho e amor.

Edson Marques disse...

Suzi,

Adorei ser chamado de ecletico!
Mas já me acostumei a ser chamado de polímata.
Não quero regredir... rs!

Flores!

Edson Marques disse...

Mas, Sonia e Suzi:

Será para mim uma grande honra se além dos nossos cérebros, também os corações de nós três fossem preservados, assim como hoje são, deliciosos e amantíssimos, bem juntinhos!

Num mesmo Universo Espiritual.

Criaremos uma Escola parecida com os Jardins de Epicuro... rs!

Flores e estrelas!

Edson Marques disse...

Voltei só para dizer: Tenho um velho dicionário etimológico da Língua Portuguesa. Carrego-o há cerca de 20 anos, todo rabiscado. Mas é muito fraquinho. Lamento ainda não termos na internet um bom dicionário etimológico do Português. Quando preciso, uso este, em inglês, que é seguramente o melhor:

http://www.etymonline.com/

Flores.

Também tem este:
http://origemdapalavra.com.br/palavras/flor/

Suzi disse...

Muito grata ó nobilissimo primata, digo, polimata, por dividir fagulhas de sua centelha-sabedoria com tão pobres mortais. Esta atitude só mostra a tua grandeza.

sonia k. disse...

Com tanta riqueza de vocabulário que andamos fazendo uso, creio que poderemos dispensar os dicionários por enquanto... ou não?
Mas gostei do último que citou. Inusitado, mas perfeito.

Amei a preservação dos corações. Mas vamos instalar a Escola mais próxima. Jardins de Epicuro já ficou démodé.
Carinhos pela noite que aqui virou chuvosa.

Edson Marques disse...

Neste link:
http://mude.blogspot.com.br/2002/02/mude.html
eu digo que:

No começo de 2013, pretendo abrir no Guarujá uma filial dos Jardins de Epicuro — que será um Centro de meditação, dança, discussões filosóficas e demais porraloquices do gênero.


E vou mesmo!

Convidarei vocês...

sonia k. disse...

Essa Filial promete!
Vai ser sucesso com certeza.
Tudo o que está super em interesses atuais. Não sei as porraloquices a mais, mas depois conte os detalhes de seus planos. Gostei.
Sucesso!

Keila Abreu disse...

Adorei a discussão de vocês!
Foi melhor do que o próprio texto!
Estou aqui diante do computador, rindo sozinha!
O máximo! Bom mesmo!

Abraços aos três! E embora eu não goste muito desses marcos determinados pelo calendário, para não deixar de lado a oportunidade, desejo a vocês um ano novo muito bom!

sonia k. disse...

Obrigada, Keila!
Tenha também um ano de realizações e sucesso, com muita saúde, que é o principal.
Beijos