13.11.12

sangrando

CORAÇÃO SANGRANDO

Hoje um coração à deriva —
sangrando — me pediu socorro. Mas logo vi que sangrava em falso, e sangrava tanto, que sangrará de novo se eu socorrê-lo assim. Portanto, é melhor que sofra um pouco pra ver se aprende. Porque não era um simples coração coitado: era um bobo coração ciumento, que sangrava muito por causa errada. Ele tinha perdido o objeto amado, e só queria um outro, substituto, que lhe fosse escravo... Então, ajudar por quê? Não vale a pena estancar um sangue que é mal vertido. Não posso nunca vender meu corpo como remédio.

Dei-lhe um band-aid.

11 comentários:

Edson Marques disse...

Baseado em fatos intensamente reais.
Inclusive o band-aid...
http://mude.blogspot.com.br/2012/11/sangrando.html

Ana Carla disse...

Pelo título pensei que ia ler alguma coisa dolorosamente forte. Que nada: dei boas risadas! Vc é bom mesmo, com as palavras!

Keila Abreu disse...

kkkkkkkkkkkkkkk

Bem feito!
Gostei do band aid! é uma boa ideia!
Em bom colocar isso na lista de coisas indispensáveis, para nunca perder uma boa oportunidade como esta!

Gostei do seu texto sobre o Professor. Muito bom mesmo! Quando eu crescer quero ficar igual a você!

Um abraço!

sonia kahawach disse...

Band-aid está ganhando mil e uma utilidades.
Não cobrando,só lembrando, mas falou com Daniela na segunda?
Carinhos

Edson Marques disse...

Gostei dos comentários, Ana, Keila e Sonia.

Mas é bom lembrar que esse coração "bobinho" a que me refiro, e que encontrei ontem, pertence a uma menina que ainda nem conhece Henry Miller, e por isso continua impregnado de valores antigos, que o papai e a mamãe lhe deram. E o namorado, que também padece do mesmo mal: ciúme.

Coitados.

sonia kahawach disse...

O tempo cura todas as dores e sangramentos de amor, ciúme e desentendimentos. Logo depois chegam os sorrisos, a ternura e tudo continua. Com diz você: ... é a vida!

Edson Marques disse...

Sonia,

Você diz que "o tempo cura todas as dores e sangramentos de amor, ciúme e desentendimentos".

Quanto tempo?

Muitas vezes, a morte ou o divórcio chegam antes... rs!

Vou pesquisar qual a porcentagem de casamentos que acabam em divórcio, e quantos namoros terminam em "separação litigiosa". O que, suponho, não aconteceria se (um breve) "tempo curasse tudo".

Um bom tema... rs!

sonia kahawach disse...

O tempo, querido, não se mede. Pode ser curto ou longo, mas sempre remedia o que foi. A morte é inevitável e então não se conta para o caso. Divórcios e separações litigiosas ou não, existem como finalização de uma relação que já estava morta.
Então me parece que tudo se interliga e o tempo permanece como cura do fatal que, no caso, é o sangramento de feridas de amor (ou pelo menos chamado amor). Será que estou errada em minha visão ou sendo pragmática demais?

Edson Marques disse...

A visão de quem ama (como nós) nunca é errada.

Ando até pensando que também a visão de quem escreve amorosamente sobre o amor (como nós) nunca está (completamente) errada.

Só sei que quem mata "por amor" (ou não) está errado.

E quem mata o Amor "por amor" também está errado.

Gostei dessa última frase: vou publicá-la no FB.

sonia kahawach disse...

Conclusão: quem mata está errado, certo?

Edson Marques disse...

Dar vida é correto, tirar a vida é errado.

Sim, acho que é isso.

Flores!