15.11.12

flores ingratas

As flores são mesmo ingratas: a gente as ganha para que sejam eternas, mas então elas desistem no meio do caminho. Murcham, secam, e depois morrem, assim sem mais, nem menos, "como se entre nós nunca tivesse havido... Vênus". E morrem talvez por desespero — talvez até por amor não respondido — antes que a gente mesmo as abandone, amorosamente, ao seu próprio perfume imortal que se acabou. As flores — quando colhidas — são mesmo ingratas...

Por isso, jamais eu colho essas flores que encontro nos jardins da minha vida. Quando vejo algumas, lindas, ofereço-as aos meus amores, delicadamente, mas deixo-as onde estão: no próprio caule da plantinha inocente que lhes deu origem. E então eu fico assim — distribuindo flores, todo dia, o dia todo...

6 comentários:

Edson Marques disse...

O poema do Leminski (sobre cuja ideia me inspirei para o texto de hoje) tem que ser lido às avessas...
http://mude.blogspot.com.br/2012/11/flores-ingratas.html
Já fui visitar a minha Mãe, dei-lhe flores e carinhos, e já estou ouvindo passarinhos! Acho que agora farei um café. É a vida!

sonia kahawach disse...

Lendo você recebo as flores que sempre me chegam tão lindas e perfumadas e vejo seu jardim todo colorido.Sabe, estou escrevendo sobre as pessoas que passei a amar e só conheço de forma virtual. Vão ficando tão reais ao convívio, creio que por vezes até mais do que as que circulam na vida. Não vou ficar falando aqui e depois v. lê completo. Tenha um lindo dia de flores, estrelas e amores.

sonia kahawach disse...

Mudou o formato do blog?
Já sei que é amante do MUDE e então deve ser por isto. Ou tem outro motivo?

sonia kahawach disse...

Voltou ao normal que acho ótimo. Tinha chegado antes de forma corrida e sem os comentários aparentes.Tudo bem agora. Bjs

Edson Marques disse...

Eu sempre mudo, enquanto falo... rs!

Flores!

Ana Carla disse...

Tá vendo aquela árvore ali, linda e florida em tons de laranja?É todinha sua! (*pisc*)