19.11.12

fazer bem assusta

Minha filosofia de vida pode fazer muito bem para certas pessoas com as quais convivo. Acontece que, exatamente por lhes fazer tão bem, pode também lhes fazer mal... Minha presença e meu estilo de viver pode às vezes desestabilizá-las. Porque eu lhes abro novos horizontes, um leque enorme, fascinante, de opções inesperadas e gostosas. Acontece que a liberdade assusta. Elas estavam quietinhas, sossegadas em sua própria escravidão emocional, aninhadas nos seus próprios preconceitos, abraçadinhas às suas crenças opressivas — e eu venho lhes dizer que a liberdade é possível. Eu venho lhes dizer que o amor é possível. Que a felicidade é possível. Então, elas começam a se questionar. Começam a rever os seus conceitos... Algumas criam coragem e chutam seus medos inexplicáveis. Suas cabeças viram corações enlouquecidos. Suas estruturas, antes tão estáveis, começam a ruir. Suas bases tremem. Relações se desfazem com facilidade espantosa. Seus "amores" perdem o sentido. Seus deuses dançam... Porém, nem todas estavam preparadas para esse mundo novo que se abriu. E algumas querem de volta o mundo antigo. Porque sentem falta da segurança, daquela quietude, daquela paz de cemitério. Daquela velha vida. Sentem falta da comodidade. Afinal, ser livre dá trabalho... Muito trabalho.
Mas ser livre é uma delícia.
Experimente!

8 comentários:

Edson Marques disse...

Esse texto continua...
http://mude.blogspot.com.br/2012/11/fazer-bem-assusta.html
É a vida!

Virgínia Viana disse...

Realmente a liberdade assusta, eu prestes a viver algo surreal e encantador fora totalmente dos padrões me apeguei tanto ao pessimismo que o sonho se foi, ou seja eu o matei por duvidar que tanto êxtase assim, essa emoção louca que sentia fosse possível, cultivava o pensamento de que havia algo errado, estava vivendo algo que não existia além da minha cabeça, matei o sonho mais gostoso proposto a mim até hoje.

sonia kahawach disse...

Um sonho nunca deve ser eliminado. Tudo na vida é estranha e extremamente efêmero. Então por que duvidar da vida e matar o sonho?

Edson, por vezes acho realmente que v. coloca mel em lábios que ainda não sabem falar. Aí entra o saber medir os próprios limites. Ser livre é algo inerente no ser e há que se saber usar da liberdade em seu todo e na essência, v. não acha?
E, como mesmo diz, é algo que dá trabalho e pra ser feliz é preciso coragem. Pra viver a liberdade é preciso muitas vezes eliminar preceitos e preconceitos e o preparo para isto requer tempo e conhecimento de vida. Se é que a vida a gente chega a conhecer...
Carinhos

Edson Marques disse...

Chegando agora, nem sei de onde. Acho que de um sonho, pois eu sempre caio de um sonho para entrar em outro. Quando não levo o anterior inteiro para dentro do seguinte...

Madrugada de 20.11.2012.
PNMMNMPNPNJEEM.
Lendo os comentários deste blog.

Virginia:
como você mesma concluiu, matar um sonho não é uma boa ideia. Pois fica depois na gente um gostinho de perda irreparável. Seta desferida sem alvo. Decepção, talvez. A única saída (honrosa) é sonhar de novo.
Flores...

Sonia:
Toda criança (saudável) vive a liberdade e adora o mel que lhe pomos na boca. Quem é mãe (como você, suponho) já deve ter presenciado isso. A criança não precisa de tempos enormes para "conhecer" como se vive em liberdade: ela apenas vive. Livremente. O fato de os pais (quase sempre) estragarem as crianças, é outra história. E as estragam exatamente para que percam a liberdade e se enquadrem nos padrões da família e da sociedade.
Temos que reagir. Temos que voltar a ser crianças. Mas esta reação não pode ser um processo demorado. A vida é curta.
Flores...

Os sanhaços ainda não acordaram!
Vou aguardá-los...
Em silêncio.

Edson Marques disse...

Eu ia escrever saio de um sonho, mas saiu caio. Ficou bom, mesmo assim. Talvez até melhor.

Gabriel disse...

Madrugada...também do dia 20/11/2012

Bom dia, poeta querido e dono de um dom que acho difícil que alguém o tenha...dom de ser sempre você mesmo!
Adoraria ter essa tão sonhada liberdade...mas como você sabe, estou ainda presa à convenções que a vida me impôs...
Mas sonho sempre com ela e cada vez que o leio, crio coragem e me desfaço de algumas , amarras ... sei que o tempo é pouco...que a vida corre sentido contrário...mas ainda estou conseguindo experimentar a liberdade, mesmo que a passos curtos...

É mesmo uma delícia!!!!!!!!!!


Amo você ,poeta!

Beijos e nesta madrugada silenciosa....mesmo!

sonia kahawach disse...

Bom dia, amigo querido das manhãs e noites sem fim. Aqui sem sanhaçus mas com muitos bem-te-vis que disputam de forma arisca seu espaço no beiral.

V. fala em liberdade do alto de sua forma criança que mantém acesa. Gosto disso.
Mas permaneço em meu pensamento de que a liberdade, apesar de nascer encravada na alma de cada um, é difícil de ser vivida e entendida. Complicado, muitas vezes, convencer a todos de que você é como é.
Acaba por requerer tempo (curto ou longo)para se deixar ser feliz. Como v.já disse, ser feliz e liberto é para os corajosos. E a coragem é algo que se vai instalando mesmo com a efemeridade da vida. São muitos os trancos e barrancos. Até que se chegue ao "sou como sou e não como querem que eu seja", geralmente se suga muito mel, mas também muito fel.
Cair de seus sonhos ou viver todos eles... é a vida, não é?
Carinhos nesse dia que acabou de nascer.

PS: leia lá em Crônicas - "Educando para a vida"

Edson Marques disse...

Marilis (saiu Gabriel... rs!): desprenda-se das convenções. Como o próprio nome já diz, são convenções... rs!
Flores...


Sonia, como já dizia Aristóteles, primeiro a Coragem: as outras virtudes são secundárias...
Fui lá, ler a crônica. Gostei. Deixei comentário.
Flores...