26.10.12

santa missa

Hoje estive no Centro de SP, onde, entre outras coisas maravilhosas, assisti à Santa Missa das 13h no Mosteiro de São Bento. Não tinha canto gregoriano, que só tem aos domingos, parece. Mas foi legal. Cheguei até a tomar hóstia... Só não gostei de a missa ter começado com um pedido de perdão pelos pecados. Como não os tenho, pulei essa parte. Também lamento mais duas coisas: os bancos de madeira são desconfortáveis, e o padre não me deu nem meia taça de vinho — apesar do meu pedido contrito, quase solene. Mesmo assim, na saída eu abençoei Jesus Cristo, do fundo do meu coração. E isso tudo me deu uma ideia, que depois eu conto.

Era a segunda vez que eu tomava hóstia — em toda minha vida. Assim que o padre a colocou em minha língua, fiquei sem saber se a comprimia delicadamente contra o céu da boca, ou se a mastigava como se fosse um pão. Acabei alternando as duas coisas, imerso em pensamentos sobre a transubstanciação. Sentei-me novamente e comecei a questionar a necessidade de um "teatro" para se falar com Deus. Vou escrever mais sobre isso no Sermão da Cordilheira, mas, basicamente, é o seguinte. Não deveríamos falar com Deus apenas em lugares especiais, pois podemos falar com Ele em qualquer lugar: no restaurante, no escritório e até mesmo no boteco. Meu conceito de Eucaristia é bem amplo. Afinal, o sangue de Cristo está na cerveja e também na pinga; e o corpo de Cristo — na coxinha e no torresmo. Viva, a totalidade!

4 comentários:

Edson Marques disse...

Também encontrei Joyce Ann. E tomei Mateus Branco.
É a vida!
http://mude.blogspot.com.br/2012/10/santa-missa.html

Edson Marques disse...

O fato de eu não tomar pinga não retira a simbologia religiosa que essa bebida também pode ter.

Quanto ao Mosteiro de São Bento, eu gosto muito dele. A missa dos domingos, com cantos gregorianos, é um show! Mas vou lá por várias razões. Às vezes, vou só para ver se descubro alguns erros na (quase perfeita) colocação das cerâmicas do piso. Outras vezes, vou só para comprar pão ou um rosário para minha Mãe, um santinho, essas coisas. Outras vezes, vou lá só para refletir ou para abençoar Jesus...

sonia kahawach disse...

Tem um bom tempo - e bota tempo nisso - que não entro em uma igreja, embora goste quando está vazia e fico à vontade pra meditar. Comungar eu o faço quando vou a uma missa, pois acho que se estou numa festa tenho o direito de participar de tudo. Diz a regra que, para comungar, deve-se antes confessar... Mas também não tenho pecados. Jesus é grande companheiro e bato altos papos com ele no decorrer dos dias e só ele mesmo pra entender esta minha cabeça por muitos considerada fora de proporção normal... Enfim, como v. mesmo diz, é a vida. Tenho um irmão especial que cuido (63 anos com mentalidade de 6 a 7), que não falta à missa de domingo nem com tempestade.
Vai ver que os santos são assim. Carinhos religiosos.

Edson Marques disse...

Os santos são assim!