28.9.12

eu e o vento

Aprendi a voar vários tipos de voos, para toda ocasião. Depois que tomei o verdadeiro gosto pela coisa, logo na minha primeira infância, rastejar se tornou impossível. Voo muito, mas pouso às vezes, também — é claro. E tenho o poder de pousar onde quero, desde que o lugar, ele mesmo, não se esquive. A hora do pouso e quanto vai durar — sou eu quem decide. Se fosse diferente, nada mais faria sentido na minha vida. Aliás, nunca perderei a capacidade de levantar voo, na direção que quiser, e pelo tempo que pretender. Sou eu que determino as condições do meu voo. Não abro mão dessa prerrogativa. Meu contrato é com o vento. Só. Informal.

5 comentários:

Edson Marques disse...

Ainda tomando café que fiz com água benta, e ouvindo aus e passarinhos. Não tem banana e de melancia eles não gostam muito...
Acabo de falar meia hora por telefone com Joyce Ann.
Deliciosamente.
É a vida.
http://mude.blogspot.com.br/2012/09/eu-e-o-vento.html

Michele Merlucci disse...

Olá Edson,

Não sabia qual a melhor forma de responder seu comentário, então imaginei que aqui seria certeiro.
Me retratei no post referente a autoria do seu texto e peço desculpas pela confusão.
Peguei essa informação através dos endereços abaixo:

http://www.artelivre.net/html/literatura/al_literatura_clarice_lispector.htm

http://claricelispectorclarice.blogspot.com.br/



Edson Marques disse...

Obrigado, Michele, pela correção!
Mas o próprio site da Artelivre dá o poema Mude como meu (também... rs!):

http://www.artelivre.net/html/literatura/al_literatura_edson_marques.htm

Flores!

Dilly Monnete disse...

Ainda bem que o vento não cobra rescisão de contrato rsrs'
Você falando em vôo, alguém já tão experiente, e eu começando a bater asinhas agora ..
Enfim, mil abraços <3

VIDA E LIBERDADE disse...

Voe cada vez mais alto....

Menino Passarinho!


beijos!


Lisa