19.8.12

se mata para viver

Tem gente que se mata na busca por aquilo que chama de vida. Despreza totalmente a liberdade e assume relações opressivas. Por isso, usa relógio de pulso, agenda, telefone, celular, e até barbantinho no dedo. Ama o despertador de plástico e o cartão de ponto como se amasse dois deuses simultâneos. Toma ônibus, avião, táxi, metrô, balsa, moto, bike, lotação, elevador. E ainda sobe escadas, inclusive rolantes. Tudo com pressa. Às vezes brinca e namora, mas depois se casa e briga... Reclama. Fica. Descasa. Se esgota, se cansa, se casa de novo, se arrepende, separa, quase pira. Anda, corre, se perde, grita, cai, sacode, suspira, levanta, quase nem respira. Trabalha, trabalha, trabalha, se ferra, se humilha, suporta, bajula, atende, digita, preenche. Rasteja, engole, se agita, se afasta, se agride, se ofende, se junta e separa de novo. Adoece, empacota, vomita, remenda, cozinha, lava e passa. Se prende, se amarra, se enrola, se curva, se apaga! Obedece, obedece, obedece. Se anula...
Mas — incrivelmente — ainda sobrevive!

3 comentários:

Edson Marques disse...

Hoje vou almoçar com a Regina e a Joyce Ann. E minha Mãe será a convidada de honra. Entre vinhos e flores...
http://mude.blogspot.com.br/2012/08/se-mata-para-viver.html
Agora, vou fazer um café com água benta. E aguar as plantas — também com água benta... rs!
É a vida!

VIDA E LIBERDADE disse...

Nossaaaaaaaa poeta.... eu até cansei.... em ver tanta correria....afff....
Para suavisar um pouco tudo isso... depois do seu café , dá uma olhadinha lá no meu blog....
Surpresaaaaa!!!!!!!!!!!

Beijos de bom dia!!!!

Marilis

19/08/12 07:01

Ana Carla disse...

Sobrevivo. Incrível, não é?