16.8.12

sandra

Quero falar um pouco mais de Sandra — e de seu papel fundamental na minha formação de homem, no meu crescimento espiritual, na minha defesa da liberdade, no meu conceito de amor livre. Sandra morava em frente à casa de minha tia Ana. Sandra era deliciosa: era uma explosão de sensualidade. Uma bomba anatômica. Seus peitinhos, despontando, cabiam inteirinhos na minha boca trêmula. Seus mamilos, insistentes, cutucavam minha língua. Seus lábios dançavam sobre os meus. Ela usava calcinhas fofinhas de algodão azul, inesquecíveis. Até hoje adoro calcinhas fofinhas de algodão azul. Com florzinhas desenhadas. E as mãos de Sandra, então, eram mágicas: ainda sonho com elas. Ela só tinha treze anos, mas sabia o que é o amor. Deve ter descido direto do Olimpo numa carruagem de fogo e caiu nos meus braços...
Antes que vocês se escandalizem: eu só tinha 12 anos...

3 comentários:

Edson Marques disse...

No meu livro Solidão a Mil eu faço uma homenagem amorosa à Sandra. Depois eu conto em qual página.
http://mude.blogspot.com.br/2012/08/sandra.html
Eu te amei demais, Sandra!

Ana Carla disse...

Ela era uma criança! Hehe... E vc, também? Foi lá atrás que tudo começou? (Obrigada pelas flores).

MARILENE disse...

Você estava com 12 anos, mas guardou na memória, bem nítidas, as imagens. E descreveu-as com beleza. Abraços