24.8.12

lissa

Ontem à noite eu vi uma Deusa vestida de preto e açúcar. Ela tinha acabado de descer do céu, sozinha, numa carruagem de fogo da General Motors. Estávamos na fila da mitológica balsa (Santos-Guarujá). Dei-lhe o meu livro Solidão a Mil. Ela o folheou, sorrindo, e agradeceu com o olhar mais impressionante que já vi em toda minha vida. Peguei a sua mão só por dois ou três minutos, mas o beijo que me deu durou um século. Nem perguntei o nome dela. Talvez nunca mais eu a veja de novo, mas vou para sempre chamá-la de Lissa.

2 comentários:

Edson Marques disse...

Os comentários daqui sumiram... Verei se os recomponho logo mais.

Cla disse...

Gostei Edson, lembranças de uma mulher passageira, mas que te surpreendeu com simples gestos.

Um grande beijo.

http://clalima07.blogspot.com