14.5.12

bolo de fuba

Certa vez minha Mãe fez um bolo de fubá. Daqueles que eu adorava. E me chamou num canto da sala e me disse: hoje é teu aniversário. Eu devia ter uns doze ou treze anos, e pensei que ela tava ficando louca, pois meu aniversário sempre foi 15 de julho — e nós estávamos em meados de setembro. Só bem mais tarde eu entendi: 22 de setembro é o dia em que fui fecundado pelo Inspírito Santo. A partir de então, comemoro meu aniversário só no dia da Primavera, e não mais naquele dia estranho e sem rima que anotaram no meu RG.

15 comentários:

Edson Marques disse...

Em verdade, o bolo não era de fubá, mas a sonoridade da frase ficou melhor do que se fosse trigo, cenoura ou chocolate.
http://mude.blogspot.com.br/2012/05/bolo-de-fuba.html
É a vida.

Cigana Raicha disse...

Olá!!! é um prazer enorme estar aqui em seu blog adorei!!!!
Aproveito a oportunidade para convidar a visitar meu blog:
Já estou lhe seguindo e ficaria muito feliz se vc me seguisse também.

http://ciganaluminosa.blogspot.com.br/

Priscila disse...

Há eu nunca tinha pensado no dia do aniversário por este lado.

Eu Nasci no Dia Errado

Só em Palavras disse...

Caramba!
Tuas metaforas são
mais que perfeitas.
Vai n blog e se puder
daum pulo
no perfil...
atal da virgula que citou esta la,
garanto.

Só em Palavras disse...

I perguntar se era de fubá mesmo..huhuahua
poeta,
poeta.

Edson Marques disse...

Minha Mãe fazia, basicamente, três tipos de bolo. De trigo, branco, recheado, cremoso e molhado, com cobertura leve, pois eu não gostava (e ainda não gosto) de coberturas grossas demais, nem ressecadas. Gosto de bolos úmidos, e sem muita frescura, sem muito recheio. Adoro. Ela também fazia bolo de fubá, com sal e açúcar, que eu também gostava (e ainda gosto) de comer com manteiga Aviação e café preto. Bastante manteiga. Bastante café. O terceiro tipo de bolo que minha Mãe fazia era de cenoura com abacaxi. Só ela sabia fazer esse bolo. Uma delícia!

Mas o doce mais gostoso que ela fazia, e que eu jamais esquecerei, e que sempre peço para ela fazer de novo, é o manjar de bananas. Feito especialmente para mim - mas que todos dele se aproveitavam, amorosamente. Leva açúcar, maizena, bananas e Freud. Com cobertura levíssima de clara em neve. Um dia eu dou a receita.

A terceira coisa, que agora me lembro, é o sonho com recheio de goiabada. Aquele sonho, com açúcar fino polvilhado por cima, ninguém faz igual. Aquela massa — impossível alguém conseguir outra igual.

E acabo me lembrando do pão. O pão da minha Mãe, cuja receita já publiquei aqui neste blog tempos atrás.

Pois, é: vou continuar tomando café com lembranças — e ouvindo pássaros.

Flores...

Edson Marques disse...

Eu Nasci no Dia Certo!

Algo a ver com o nome do teu blog...
Que coincidência maravilhosa!

Irei lá te ver, daqui a pouco. E levar flores...

Edson Marques disse...

Fui lá, te ver, os pontos e as vírgulas.
E as palavras!

Adorei tudo.

Flores...

Edson Marques disse...

Fui lá te ver. E deixei um comentário, mais ou menos assim:

Os ciganos sempre me fascinaram.
E as Mães dos Deuses, também.

Flores e estrelas...

Edson Marques disse...

Antes de nascer, eu fui sonhado.

Cigana Raicha disse...

Obrigada pela visita, teu blog esta um show.
BEIJOS. Cigana Raicha

**lyzardqueen** disse...

Se fui ou não fui sonhada, não tenho como saber... vim em turbulência, e em turbulência me mantenho.

**lyzardqueen** disse...

Adorei o post.

Edson Marques disse...

Flores ciganas!

Edson Marques disse...

Estive lá no teu blog, te lendo.
Adorei!